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EM13LP35Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Utilizar adequadamente ferramentas de apoio a apresentações orais, escolhendo e usando tipos e tamanhos de fontes que permitam boa visualização, topicalizando e/ou organizando o conteúdo em itens, inserindo de forma adequada imagens, gráficos, tabelas, formas e elementos gráficos, dimensionando a quantidade texto e imagem por slide e usando, de forma harmônica, recursos (efeitos de transição, slides mestres, layouts personalizados, gravação de áudios em slides etc.).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, a EM13LP35, é um nome bem técnico, mas na prática o que a gente quer é que os alunos aprendam a fazer apresentações orais de um jeito que todo mundo entenda e se interesse. E isso inclui usar bem as ferramentas que eles têm nas mãos, tipo o PowerPoint ou outras ferramentas de slides. A ideia é que eles saibam escolher o tamanho certo da letra, que facilite a leitura, escolher imagens que realmente acrescentem à apresentação e não só enfeitem. Além disso, tem que saber usar gráficos, tabelas e tudo mais de um jeito que ajude a transmitir a mensagem. É importante que eles consigam achar um equilíbrio entre texto e imagem, sem deixar o slide entupido de informação.

Aí, no 2º ano do ensino médio, os meninos já devem ter tido uma boa base dessas coisas antes. Lá no 1º ano, por exemplo, eles já devem ter feito algumas apresentações menores e começado a entender como organizar um conteúdo num slide. Agora, a gente quer que eles avancem nisso e fiquem mais seguros pra fazer uma apresentação de impacto, sabe? Tipo assim, não é só colocar tudo no slide e ler na frente da turma. É mais sobre criar uma apresentação que seja visualmente atrativa e clara pra quem tá assistindo.

Agora, sobre como eu trabalho isso na sala de aula, vou contar algumas atividades práticas que faço com a turma e que costumam funcionar bem.

Uma das atividades que faço é chamada "Revisão Crítica dos Slides". Nela, peço pra galera trazer uma apresentação que já tenham feito em algum momento do ensino médio. A ideia é revisitar esse material e aplicar os conceitos que discutimos em aula. Para essa atividade, não exigimos muitos materiais além do computador ou tablet de cada aluno. Organizo a turma em duplas ou trios, porque acho importante eles trocarem ideias entre si e verem diferentes pontos de vista. Essa atividade leva mais ou menos uma aula inteira, uns 50 minutos. Eles revisam os próprios slides enquanto eu passo pelas mesas dando dicas.

Na última vez que fiz essa atividade, o João e a Maria estavam trabalhando juntos e foi engraçado porque o João percebeu que tinha usado uma fonte toda rebuscada nos slides dele e ninguém conseguia ler direito. A Maria deu boas sugestões de como mudar isso pra algo mais legível e no final eles conseguiram transformar uma apresentação apagada em algo bem mais atrativo.

Outra atividade interessante é o "Desafio do Slide Perfeito". Eu divido a turma em grupos maiores dessa vez, uns cinco alunos por grupo, e dou um tema específico pra cada grupo trabalhar. Eles têm que criar uma apresentação de exatamente três slides sobre esse tema. O desafio aqui é ser conciso e ao mesmo tempo passar todas as informações importantes. O material necessário é bem básico: papel pra rascunho e acesso ao computador pras apresentações finais. Essa atividade costuma levar duas aulas, porque uma aula é pra eles planejarem, pesquisarem e criarem os slides; na outra aula eles apresentam.

Quando fiz essa atividade da última vez, o grupo do Pedro ficou com o tema "Mudanças Climáticas". Eles fizeram um trabalho incrível ao resumir um assunto tão amplo em apenas três slides! O Pedro mesmo comentou depois que aprenderam muito sobre como priorizar as informações mais relevantes e apresentá-las de forma clara e objetiva.

Por último, tenho a atividade chamada "Feira das Ideias". O objetivo aqui é simular uma grande apresentação para diferentes públicos. Cada aluno escolhe um tema pelo qual tem interesse pessoal e prepara uma apresentação rápida nessa linha "pitch", sabe? Algo bem direto ao ponto. Para isso, utilizamos um projetor na sala para as apresentações coletivas e cada aluno deve preparar seus slides com base nas discussões anteriores sobre equilíbrio visual e textual.

Essa atividade costuma ser a favorita da turma porque dá liberdade pra cada aluno explorar algo de seu interesse pessoal. Lembro do João Pedro se empolgar tanto com o tema "Tecnologia na Educação" que ele até trouxe algumas inovações tecnológicas pra mostrar no dia da apresentação. O público ficou super engajado com ele! E ele todo orgulhoso disse que achou difícil no começo sintetizar tanto conteúdo num tempo tão curto mas no final super valeu a pena.

Bom pessoal é isso aí! Trabalhar essa habilidade da BNCC pode parecer complicado à primeira vista mas com atividades práticas e interessantes tudo fluí melhor na sala! E vocês como têm trabalhado isso com os alunos? Contem aí!

Olha, a gente percebe que o aluno aprendeu sem precisar aplicar prova formal só de circular pela sala e prestar atenção no jeito que eles interagem entre si. Eu gosto de fazer aquelas atividades em grupo onde a galera precisa criar uma apresentação sobre um tema específico. Aí, enquanto eles estão trabalhando, eu vou andando entre as mesas e ouvindo as conversas. É muito legal quando você vê um aluno que teve dificuldade no começo explicando pro colega o porquê de usar uma imagem específica ou como um gráfico pode ajudar a dar clareza na apresentação deles.

Teve uma vez que o João, que sempre foi mais tímido, estava explicando para a Maria como destacar as palavras-chave nos slides e por que isso fazia diferença. Ele estava tão seguro do que falava que fiquei ali só ouvindo, balançando a cabeça e pensando "ah, esse entendeu direitinho". É nesses momentos que sinto o progresso deles, no jeito que falam com confiança e conseguem justificar suas escolhas.

Agora, os erros mais comuns são aqueles detalhes que, na hora da correria, passam batido. O Pedro vive exagerando no texto dos slides. Ele escreve quase tudo o que quer falar lá. Eu sempre digo pra ele: "Pedro, o slide é só pra dar suporte, você tem que ser a estrela da apresentação". Outra coisa é o uso das cores. A Ana adorava colocar fundo colorido com letras brilhantes, aí ninguém conseguia ler nada. Nós conversamos bastante sobre isso e eu mostrei exemplos práticos de apresentações mais eficientes.

Esses erros acontecem principalmente porque eles querem impressionar visualmente e acabam esquecendo do aspecto funcional da apresentação. Pra corrigir isso na hora, eu costumo dar um toque durante as atividades em grupo. Chamo a atenção deles pro erro e peço pra eles pensarem numa alternativa melhor. Às vezes, faço uma pausa na aula pra mostrar rapidamente um exemplo de como esse detalhe pode ser melhorado.

Sobre o Matheus, ele tem TDAH e precisa de um pouco mais de suporte em termos de organização do tempo e das tarefas. Eu sempre deixo claro os passos da atividade desde o início e dou um cronograma pra ele seguir. Tipo, "primeiro escolha as imagens, depois vá pro texto". Também procuro sentar ele num lugar com menos distrações e ver se ele tá acompanhando bem o ritmo da turma. Uma coisa que tem dado certo é usar timers pra ajudar com a concentração por períodos curtos. Ele gosta de saber quanto tempo falta pra cada parte da tarefa.

Já a Clara, que tem TEA, precisa de uma abordagem diferente. Com ela, eu procuro usar exemplos visuais mais concretos e muitas vezes deixo ela trabalhar com uma colega em quem ela confia mais. Isso ajuda porque ela se sente mais à vontade pra participar. E olha, tem sido ótimo ver como a Clara se desenvolve quando tem a chance de mostrar suas ideias do jeito dela. Eu uso muitos esquemas visuais porque ela responde bem a isso.

Uma vez tentei fazer uma atividade onde todo mundo precisava apresentar sem slides — só falando — e percebi rapidamente que tanto pro Matheus quanto pra Clara isso não funcionou muito bem. Então ajustei: pro Matheus continuei usando slides como apoio visual; já pra Clara dei um roteiro detalhado do que ela poderia falar, em tópicos.

Bom, pessoal, é mais ou menos assim que tenho trabalhado essas questões na minha sala de aula. Cada aluno tem seu jeito e suas necessidades, né? E é nossa missão tentar adaptar o máximo possível pra ajudar cada um a brilhar do seu jeito. É desafiador às vezes? É sim. Mas também é super gratificante ver como eles crescem e se desenvolvem.

Acho que falei tudo que queria compartilhar sobre isso por hoje. Vou ficando por aqui, mas tô sempre por aqui se alguém quiser trocar umas ideias ou tiver outras dicas pra compartilhar também!

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