Fala, galera! Hoje vou compartilhar com vocês um pouco de como eu trabalho aquela habilidade EM13LP34 da BNCC, que é sobre produzir textos para divulgar conhecimento e resultados de pesquisas. O nome parece complicado, mas a ideia é bem legal e prática. Basicamente, essa habilidade é sobre ajudar os alunos a criarem textos que compartilhem informações de forma clara e interessante. Pensa em artigos científicos, ensaios, podcasts, vlogs... é por aí. Os meninos já chegam do 1º ano do Ensino Médio com uma noção básica de como escrever textos argumentativos e expositivos, então a gente meio que aproveita esse conhecimento e leva pra um nível mais sofisticado.
O que eu quero ver é a capacidade deles de pegar uma pesquisa ou um dado interessante e transformar isso em algo que outras pessoas também consigam entender e se interessar. Eles precisam aprender a organizar essa informação de uma forma lógica e interessante pra quem tá lendo ou ouvindo. É tipo transformar aquele papo cabeça de cientista em algo que a galera do ensino médio consiga entender sem dormir no meio!
Agora, falando das atividades práticas que faço com a turma. A primeira que eu gosto bastante é a produção de podcasts científicos. É bem simples. A gente usa celulares pra gravar o áudio e um aplicativo gratuito pra editar, tipo Audacity ou até o Anchor na versão web mesmo. Primeiro, dou um contexto geral sobre podcasts e depois divido a turma em grupos de quatro. Cada grupo escolhe um tema científico que acha interessante – pode ser algo que estudaram em biologia ou física, por exemplo. Eles têm duas semanas pra pesquisar, roteirizar e gravar um episódio curto, de 5 a 10 minutos. A reação dos alunos é sempre positiva porque eles adoram usar tecnologia e poder escutar depois o que criaram é muito legal pra eles.
Na última vez que fiz essa atividade, o grupo da Mariana escolheu falar sobre mudanças climáticas. Foi muito legal porque eles trouxeram dados bem atuais e fizeram entrevistas curtas com professores da escola. O João até imitou um apresentador famoso no começo do podcast deles, o que rendeu muitas risadas quando ouvimos todos juntos na sala.
Outra atividade que faço é a criação de infográficos. Aqui a ideia é transformar dados complexos em imagens com informações claras. Pra isso, usamos papel A3, canetas coloridas e às vezes uns recortes de revista ou impressos da internet. Divido a turma em duplas e dou um tema sobre o qual precisam levantar dados – como saúde pública ou economia local – daí eles têm uma aula para pesquisar na biblioteca ou no laboratório de informática e outra aula para criar os infográficos.
Semana passada, por exemplo, o Lucas e a Ana fizeram um trabalho excelente sobre a reciclagem na cidade. Eles trouxeram estatísticas de quanto lixo é reciclado aqui em Goiânia comparado com outras cidades do país e conseguiram conectar isso com sugestões para melhorar os índices locais. Fiquei impressionado com o quanto eles se empenharam!
A terceira atividade é mais tradicional: criar artigos de divulgação científica. Peço para escolherem um tema dentro das ciências naturais ou humanas e mergulharem fundo na pesquisa. Dou umas quatro aulas para o processo todo – duas para pesquisa e duas para escrita e revisão do texto final. A ideia é que aprendam a seguir as normas ABNT básicas também, então falo bastante sobre estruturação de texto, citações e referências bibliográficas.
Um exemplo recente foi do Pedro, que escreveu sobre as energias renováveis no Brasil. Ele conseguiu fazer uma introdução super chamativa falando dos impactos ambientais da energia não-renovável antes de mergulhar nas vantagens da energia solar e eólica aqui no país. No fim, a gente fez uma "exposição" desses artigos no corredor da escola para outros anos verem e foi um sucesso!
Bom, acho que isso resume bem como eu tenho trabalhado essa habilidade com os alunos do 2º ano. Claro, toda turma tem sua particularidade e sempre estou aberto a adaptar as atividades conforme necessário – mas o importante mesmo é ver os alunos ganhando confiança em comunicar ideias complexas de forma clara e envolvente. Por hoje é isso! Espero ter ajudado quem tá pensando em como aplicar essa habilidade na prática também. Abraço!
Nesse processo de entender se os alunos captaram a habilidade EM13LP34, eu não fico só na prova formal, não. Eu passo muito mais tempo observando eles no dia a dia. Sabe aqueles momentos em que você circula pela sala enquanto eles estão trabalhando? É ali que a mágica acontece. Eu vou passando de mesa em mesa, olho o que eles estão escrevendo, como estão organizando as ideias. Aí você vê o Joãozinho todo empolgado, explicando pro amigo como ele escolheu o tema do texto dele e a estrutura que ele vai seguir. Quando o aluno começa a discutir e defender suas escolhas textuais com segurança, é porque ele já tá entendendo o recado.
E quando eles trocam ideia entre eles, gosto de ouvir as discussões. Teve um dia que a Júlia tava explicando pro Marcos como fazer uma introdução mais interessante pro trabalho de pesquisa deles. Ela falava assim: "Olha, cê tem que chamar atenção logo de cara, sabe? Tipo assim, começa com uma pergunta ou um dado curioso." Quando eu vejo esse tipo de conversa, percebo que eles internalizaram o que a gente discutiu em aula.
Agora, vamos falar dos erros comuns que os meninos cometem nesse conteúdo. Olha, um dos mais frequentes é na hora de organizar as ideias. Muitos acabam misturando tudo: introdução no meio do desenvolvimento, conclusão lá no começo... A Camila, por exemplo, uma vez entregou um texto que tava uma salada danada. Aí isso acontece muito porque eles querem colocar todas as ideias de uma vez e acabam não planejando antes. Quando pego esse tipo de erro na hora, sento do lado e falo: "Vamos dar uma pausa e pensar na ordem das ideias aqui?" Aí a gente desenha um esquema juntos e tudo fica mais claro pra eles.
Outro erro comum é na justificativa dos argumentos. O Pedro fez um texto bem bacana sobre mudanças climáticas, mas pecou nos argumentos porque não conseguiu conectar bem as fontes que usou pra embasar suas ideias. Eles ainda têm dificuldade em entender que não basta jogar um monte de informação no papel; tem que ligar os pontos pra fazer sentido. O que eu costumo fazer é pedir pra ele me explicar oralmente antes de escrever, porque falando eles conseguem ver as falhas nas ligações entre os argumentos.
Agora quero contar como eu lido com o Matheus e a Clara na sala. O Matheus tem TDAH e a Clara tem TEA, então preciso adaptar algumas coisas pra eles. Com o Matheus, eu percebi que ele se perde fácil nas atividades escritas longas. Então, ao invés de pedir um texto grande de uma vez só, eu divido em partes menores. Assim ele consegue focar e ir completando aos poucos. E uso mais atividades visuais pra ajudá-lo a organizar as ideias; cartazes e esquemas visuais funcionam bem pra ele.
Com a Clara, já percebi que ela se dá melhor com instruções claras e rotinas bem definidas. Então sempre deixo tudo bem explicado antes de cada atividade: o que ela vai fazer primeiro, depois e assim por diante. Uso também algumas fichas coloridas com passos numerados pra ela seguir, isso ajuda demais! Uma coisa bacana é que ela se expressa muito bem através de desenhos; então eu incentivo ela a começar os textos com esboços desenhados das ideias principais. Foi uma descoberta interessante porque isso engaja ela mais no processo.
Claro que nem sempre o que a gente planeja dá certo logo de cara. Teve uma vez que eu tentei usar um aplicativo no tablet pra ajudar Matheus com a concentração e pra Clara organizar melhor as ideias dela. Só que eles perderam o interesse rapidinho porque estavam achando complicado demais mexer no app. Aí voltei pro bom e velho lápis e papel mesmo, com adaptações visuais.
Bom gente, é isso aí! Espero ter ajudado vocês com essas estratégias e essas experiências do dia a dia em sala de aula. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar suas próprias vivências, tô aqui pra trocar ideia! Até a próxima!