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EM13LP20Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Compartilhar gostos, interesses, práticas culturais, temas/ problemas/questões que despertam maior interesse ou preocupação, respeitando e valorizando diferenças, como forma de identificar afinidades e interesses comuns, como também de organizar e/ou participar de grupos, clubes, oficinas e afins.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13LP20 da BNCC, o que estamos realmente fazendo é incentivando os alunos a se expressarem e a valorizarem o que cada um tem de diferente. É basicamente sobre criar um espaço onde eles possam compartilhar o que gostam, seus interesses, suas preocupações e respeitar o que o outro tem a dizer. A ideia é descobrir afinidades e trabalhar essas afinidades para formar grupos, oficinas, coisas do tipo. Não é só "ah, gosto disso" e pronto. É perceber que dá pra se conectar com outras pessoas a partir desses gostos.

Na prática, isso significa que os alunos precisam conseguir falar sobre o que é importante pra eles e ouvir o que é importante pros outros. Parece simples, mas não é sempre fácil. Às vezes, eles são tímidos, ou têm medo de serem julgados. Então a gente precisa criar um ambiente seguro pra esses compartilhamentos. Eles já vêm do primeiro ano com alguma experiência nisso, mas agora no segundo a gente aprofunda mais. A galera já tem uma base de como expressar suas ideias e opiniões de forma respeitosa, o desafio é aprimorar essa habilidade.

Uma das atividades que eu faço é a "Roda de Interesses". Simples: arrumo as cadeiras em círculo e peço pra cada um falar sobre uma coisa que gosta muito e por quê. Pode ser um livro, uma música, um filme, ou até um hobby deles. Eu deixo claro que não precisa ser algo super intelectual ou elaborado. O importante é falar com sinceridade. Na última vez que fizemos essa roda, o Pedro falou sobre como ele ama tocar violão e como isso ajuda ele a se acalmar nas horas difíceis. Isso abriu espaço pra Ana contar sobre a dança e como ela se sente livre quando dança. O material aqui é simples: só as ideias deles e disposição pra ouvir. Essa atividade leva uma aula inteira, porque sempre rola uma conversa depois de cada fala. O legal foi ver como surgem conexões naturais entre eles; depois dessa atividade, o Pedro e a Ana começaram a trocar dicas sobre músicas pra tocar no violão e dançar.

Outra coisa que eu gosto de fazer é criar Grupos de Afinidade. Divido a turma em pequenos grupos baseados em interesses semelhantes, mas aqui é importante ter um mix de personalidades diferentes dentro do mesmo grupo também. Dou uns temas pra eles se discutirem: problemas sociais, questões ambientais ou culturais. Na última vez que fizemos isso, usei notícias atuais impressas (só algumas cópias) pra dar um pontapé inicial pras discussões. Foram três aulas: uma pra formar os grupos e escolher os temas; outra pra discussão dentro dos grupos; e uma última pra apresentação pro restante da turma. Os alunos reagem bem porque sentem que têm autonomia e espaço pra expressar suas opiniões sem julgamento. A Júlia ficou super empolgada discutindo sobre sustentabilidade porque ela já faz compostagem em casa com a mãe, aí inspirou outros alunos a pensarem em práticas sustentáveis.

A terceira atividade é organizar uma Feira Cultural onde cada grupo fica responsável por apresentar algo relacionado aos seus interesses ou temas discutidos nas aulas anteriores. Aqui eles podem usar cartazes, música, vídeos ou qualquer recurso que acharem legal pra mostrar suas ideias pros colegas e até pros professores de outras turmas se possível. A última feira foi um sucesso! O grupo do Lucas apresentou sobre a importância da música na educação e até fez uma mini apresentação ao vivo com instrumentos que eles mesmos tocaram. Isso gerou uma conversa super interessante sobre como a música pode influenciar na concentração dos estudos.

Essas atividades não só trabalham a habilidade da BNCC como também ajudam na construção de um ambiente mais acolhedor na sala de aula. Quando os alunos percebem que podem falar sobre seus interesses sem medo de serem julgados ou ridicularizados, eles ficam mais engajados e participativos.

E é isso aí! Essas são algumas das formas que eu encontrei de trazer essa habilidade para o dia-a-dia da sala de aula. Claro que sempre tem desafios no meio do caminho, mas ver esse crescimento nos meninos me dá muito orgulho. Afinal, estamos preparando-os não só para provas e vestibulares mas também pra vida fora da escola, onde saber se expressar e respeitar as diferenças faz toda a diferença!

Na prática, isso significa que os alunos precisam se escutar e entender o ponto de vista do outro, né? E aí, como é que eu vejo que eles realmente aprenderam essa habilidade sem aplicar prova formal? Ah, é simples, cara. É só prestar atenção na interação entre eles. Tipo assim, quando eu começo a circular pela sala durante uma atividade e dou uma olhada geral, eu reparo nas conversas. Às vezes, eu até paro pra escutar quando um aluno tá explicando pro outro aquele conceito que a gente discutiu. Quando o Pedro, por exemplo, começa a falar pro Lucas sobre como ele conecta tal ideia com a música que ele gosta, eu penso: "esse já entendeu o rolê".

Outra coisa que é reveladora é quando eles começam a relacionar o conteúdo da aula com o mundo deles. Aí já é meio caminho andado. Vi isso acontecer com a Luísa outro dia. Ela trouxe uma revista super bacana que falava sobre redes sociais e começou a discutir com a turma sobre a influência delas no nosso modo de se expressar. E, olha só, ela tava usando as palavras-chave da habilidade sem nem perceber! E a turma tava ali, ouvindo atentamente e até questionando algumas coisas. Esses momentos são ouro.

Por outro lado, tem os erros comuns que os alunos cometem. Um erro clássico que eu sempre vejo é quando eles têm dificuldade em respeitar o tempo de fala do outro. Já aconteceu com o João e a Ana outro dia. Eles estavam numa discussão super empolgada sobre um filme e o João simplesmente não deixava a Ana terminar de falar. Peguei essa na hora e interrompi bem suavemente pra fazer ele perceber: "João, espera aí um pouquinho, vamos ouvir o que a Ana tem pra falar?" Isso acontece porque às vezes eles tão tão empolgados em expressar suas próprias ideias que esquecem do outro.

Outra dificuldade é quando eles têm que argumentar usando exemplos concretos. Tipo assim, a Sofia tava numa roda de conversa argumentando sobre um livro que leu, mas não conseguia sair do "porque sim". Aí eu dei uma cutucada: "Sofia, tenta lembrar de uma parte específica do livro que te fez pensar assim." E ela ficou ali um tempinho pensando até conseguir achar um exemplo e aí a coisa fluiu melhor.

E aí tem o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Com eles, eu procuro adaptar algumas atividades pra ficar mais inclusivo, sabe? Pro Matheus, tento sempre lembrar de organizar as tarefas em etapas mais curtas e sempre dou um feedback positivo quando ele conclui cada uma delas. Isso ajuda ele a não se perder no meio do caminho. Uso também timers visuais pra ele ter uma noção melhor de quanto tempo ainda falta pra concluir algo.

Com a Clara, eu tento ser o mais claro possível nas instruções e uso muitos materiais visuais, tipo esquemas e desenhos. Descobri que ela se dá super bem com isso. Outra coisa é dar um tempo extra quando necessário pra ela processar as informações no ritmo dela. Uma vez fiz uma roda de conversa sem mudar nada no ambiente e percebi que ela tava meio desconfortável. Depois disso comecei a ajustar o espaço físico também, tirando estímulos visuais desnecessários.

Uma coisa que não funcionou foi quando tentei fazer uma dinâmica de grupo muito barulhenta. Tanto o Matheus quanto a Clara ficaram sobrecarregados e a gente teve que dar um pause pra acalmá-los. Aprendi então a equilibrar as atividades movimentadas com momentos mais calmos.

Bom, acho que deu pra passar um panorama geral de como rola aqui na sala com essa habilidade EM13LP20. É desafiador? Sim! Mas ver os meninos crescendo e se desenvolvendo é gratificante demais. Espero que essas experiências possam ajudar vocês aí também.

Até mais! Vamos trocando ideias por aqui. Abraço!

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