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EM13LP12Língua Portuguesa · 2º EM Ano · Ensino Médio

Selecionar informações, dados e argumentos em fontes confiáveis, impressas e digitais, e utilizá-los de forma referenciada, para que o texto a ser produzido tenha um nível de aprofundamento adequado (para além do senso comum) e contemple a sustentação das posições defendidas.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Aí, pessoal. Hoje vim aqui pra compartilhar um pouco sobre como eu trabalho a habilidade EM13LP12 da BNCC com a galera do 2º ano do Ensino Médio. Bom, se você é novo por aqui, não se preocupe. Vou tentar explicar de um jeito que faça sentido pra todo mundo.

Olha, essa habilidade, basicamente, tem a ver com a capacidade dos meninos de selecionar informações de fontes confiáveis, seja lá no Google ou num livro da biblioteca, e usar essas informações de forma referenciada nos textos deles. Isso quer dizer que eles precisam saber onde procurar e como usar o que encontram pra sustentar um argumento além do "eu acho". E isso é importante porque, convenhamos, hoje em dia tem tanta informação circulando que é fácil pegar qualquer coisa e achar que é verdade só porque tá na internet, né?

Quando os meninos chegam no 2º ano, eles já têm uma base de como pesquisar e citar fontes porque no 1º ano a gente já trabalha um pouco isso. Eles estão mais familiarizados com a ideia de não acreditar em tudo que leem e entendem que uma pesquisa boa precisa de fontes que façam sentido pro tema que estão abordando. A diferença agora é que a gente aprofunda mais essa questão da referência e da argumentação sólida.

Pra trabalhar isso na prática, eu faço algumas atividades que têm dado um resultado legal. Vou contar três delas pra vocês.

A primeira atividade é a "pesquisa guiada". Eu levo os meninos pra biblioteca da escola ou pro laboratório de informática. Divido eles em grupos de três ou quatro porque trabalhar em equipe ajuda a trocar ideias e opiniões. Entrego pra cada grupo um tema polêmico - tipo assim: mudanças climáticas, alimentação saudável ou fake news. Eles têm uma aula inteira, geralmente de 50 minutos, pra buscar informações sobre o tema usando pelo menos três fontes diferentes: uma online e duas impressas (que eu deixo separadas na mesa antes). A ideia é que eles encontrem dados contraditórios também, pra verem como opiniões diferentes podem usar números diferentes. Na última vez que fiz essa atividade, o João e a Mariana estavam discutindo fervorosamente sobre o impacto do aquecimento global nas geleiras - com direito a fonte científica e tudo.

Outra atividade bacana é o "debate com referências". Depois de fazerem suas pesquisas, cada grupo prepara um mini-debate. Escolho dois grupos pra debaterem entre si numa aula de 50 minutos seguinte. Os outros alunos assistem e tomam nota das referências usadas - tanto as boas quanto as questionáveis. Isso geralmente leva uns 30 minutos, e depois abrimos pra discussão geral sobre as fontes: quais eram confiáveis, quais não eram e por quê. Olha, da última vez rolou até uma plateia animada quando o Felipe citou um artigo científico bem recente pra contestar um dado velho que o Tiago trouxe. Foi bem interessante.

A terceira atividade é o "ensaio referenciado". Cada aluno escreve um ensaio curto (umas duas páginas) defendendo uma posição sobre o tema do grupo deles usando as referências coletadas na primeira atividade. Esse ensaio precisa ter citação direta e indireta das fontes usadas. Dou uma semana pra essa tarefa porque quero que eles tenham tempo de pensar bem no argumento que vão defender. Depois dessa entrega, costumo fazer uma roda de feedback onde cada aluno lê trechos do próprio texto pros colegas comentarem as referências usadas. Na última roda, a Ana Paula ficou super empolgada ao perceber que usou todos os dados corretamente e conseguiu defender seu ponto de vista com segurança.

A reação dos alunos varia bastante de acordo com a atividade. No começo da "pesquisa guiada", alguns ficam meio perdidos com tanta informação diferente pra lidar, mas logo pegam o jeito e se animam com as discussões que surgem nos grupos. No "debate com referências", os meninos adoram se preparar e defender suas posições - vira quase uma competição saudável pra ver quem apresenta melhor suas ideias. E no "ensaio referenciado", apesar de alguns acharem complicado colocar no papel tudo que discutiram oralmente, muitos sentem orgulho ao finalizar o texto e perceberem o quanto evoluíram na argumentação.

No geral, essas atividades ajudam bastante a desenvolver essa habilidade importante na vida acadêmica deles e até mesmo fora da sala de aula. Afinal, saber onde buscar informação confiável e como utilizá-la é algo essencial nos dias de hoje, né? Bom, espero que essas dicas ajudem aí quem tá pensando em formas práticas de abordar essa parte da BNCC.

É isso aí pessoal! Abraço!

Olha, perceber que o aluno aprendeu de verdade vai muito além de aplicar uma prova formal, viu? Na minha sala, eu gosto de prestar atenção no dia a dia, naquelas pequenas coisas que acabam mostrando que a galera tá captando a mensagem. Tipo assim, quando eu dou uma circulada pela sala e ouço os meninos conversando entre eles, é ali que vejo muitos sinais de entendimento. Quando um aluno explica pro outro usando as próprias palavras, é sinal de que ele já dominou o que aprendeu.

Teve um dia que eu tava passando entre as mesas e ouvi o João explicando pro Pedro como ele escolheu um artigo científico pra usar na redação dele. Ele dizia: "Cara, você tem que olhar quem escreveu e onde foi publicado. Se tá no site de uma universidade famosa ou num jornal reconhecido, é melhor do que um blog qualquer." Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu!". Porque ele tava aplicando na prática o processo de verificação das fontes que a gente discutiu em aula.

Outra situação é quando eles fazem perguntas mais aprofundadas. Tipo a Mariana, que chegou um dia depois da aula e perguntou: "Professor, como a gente pode ver se uma fonte é enviesada?" Essa pergunta mostra que ela não tá só engolindo o conteúdo, mas realmente refletindo sobre ele.

Agora, sobre os erros mais comuns... Bom, tem aquela história clássica do pessoal que acha que só porque tá na internet é verdade absoluta. O Lucas sempre caía nessa no começo. Ele trazia uns sites meio duvidosos e dizia: "Mas professor, tava no Google!", como se isso validasse tudo. Aí eu sempre explico com calma: "Olha, Lucas, só porque tá no Google, não quer dizer que seja confiável. A gente tem que dar uma olhada mais crítica." E aí, eu mostro na prática como verificar a credibilidade das informações.

Outra coisa comum é a dificuldade de citar corretamente as fontes. A Fernanda sempre confundia o nome do autor com o título do artigo na hora de referenciar. Isso acontece muito porque eles ainda estão pegando o jeito dessas normas meio engessadas. Eu costumo pegar essas falhas logo de cara e dou um toque na hora. E também faço uns exercícios com exemplos concretos pra eles usarem nos textos.

Agora falando do Matheus e da Clara... Com o Matheus, que tem TDAH, tem dias que ele tá super atento e outros em que ele não para quieto. O que ajuda muito é dividir as atividades em etapas menores e dar pequenas pausas entre elas. Um material visual sempre salva nessas horas! Ele se dá super bem com quadrinhos e mapas mentais porque aí ele vê a informação mais organizada.

Com a Clara, que tem TEA, a coisa muda um pouquinho. Eu percebo que ela gosta de rotinas bem definidas e previsibilidade. Então eu tento manter sempre uma estrutura na aula pra ela saber o que esperar. Quando a gente vai trabalhar em grupos, por exemplo, eu já combino antecipadamente com ela como vai ser essa dinâmica pra não pegá-la de surpresa.

E tem umas coisas que não funcionaram tão bem também. Um exemplo foi quando tentei usar um aplicativo de celular pra todo mundo pesquisar fontes juntos... O Matheus ficou mais disperso ainda! Já com a Clara, percebi que atividades muito abertas sem instruções claras podem deixá-la confusa.

No final das contas, é tudo questão de ajustar conforme vamos conhecendo melhor cada aluno e suas necessidades específicas. E olha, o mais importante é nunca deixar de lado esse cuidado com cada um deles. Com paciência e algumas adaptações no nosso jeito de ensinar, a gente consegue ajudar toda a turma a se desenvolver melhor.

Bom, pessoal, acho que era isso por hoje! Espero ter ajudado com essas dicas e histórias do dia a dia pra quem tá aí na missão de ensinar língua portuguesa pro ensino médio. Qualquer coisa, tô por aqui pra trocar ideias e aprender junto também! Abraço!

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