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EM13LP50Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Analisar relações intertextuais e interdiscursivas entre obras de diferentes autores e gêneros literários de um mesmo momento histórico e de momentos históricos diversos, explorando os modos como a literatura e as artes em geral se constituem, dialogam e se retroalimentam.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP50 da BNCC é um tanto complexa à primeira vista, mas quando a gente começa a trabalhar em sala, fica mais claro. Basicamente, o lance é ajudar os alunos a enxergar como diferentes obras literárias e artísticas conversam entre si, tanto em um mesmo momento histórico quanto em momentos diferentes. Na prática, é fazer com que eles percebam que a literatura e as artes não são caixinhas isoladas, mas sim um grande bate-papo que atravessa o tempo. E aí, claro, eles têm que conseguir fazer essas ligações.

Por exemplo, meus alunos precisam ser capazes de ler um poema do Drummond e perceber como ele dialoga com uma música do mesmo período ou até de outra época. Ou ainda, olhar para uma pintura e entender como ela reflete as mesmas angústias ou sonhos de um romance que estão lendo. Isso tudo se conecta com o que a turma já viu no primeiro ano do ensino médio, onde deram os primeiros passos na análise de texto e contexto. Agora, no segundo ano, eles têm que ampliar esse olhar pra um diálogo maior entre diferentes linguagens e momentos.

Bom, vou contar agora como faço isso na prática com três atividades que têm funcionado bem.

Primeira atividade: Café literário interdisciplinar. Pra isso eu uso um mix de materiais: poemas impressos, algumas letras de música e imagens de obras de arte projetadas no quadro. Organizo os alunos em grupos de 4 ou 5 pessoas. Essa atividade leva uma aula toda, tipo uns 50 minutos. No início, eles ficam meio perdidos, mas depois a coisa flui bem. Cada grupo recebe uma combinação desses materiais e tem que discutir as relações entre eles. Na última vez que fiz essa atividade, teve grupo que relacionou um poema do Manuel Bandeira com uma música da Legião Urbana e ainda trouxe uma pintura da Tarsila do Amaral. O João e a Maria estavam super empolgados debatendo sobre como o sentimento de inadequação aparecia nas três obras. Acho que o mais legal é ver a galera se envolvendo e percebendo essas conexões.

Segunda atividade: Painel histórico-literário. Aqui eu uso linha do tempo impressa e textos curtos sobre diferentes movimentos artísticos e literários. A turma é dividida em duplas pra essa atividade que demora umas duas aulas completas. Cada dupla recebe um período histórico específico e tem que pesquisar como as obras daquele tempo dialogam entre si e com outros períodos. Na última vez, o Pedro e a Ana ficaram encarregados do Modernismo brasileiro. Eles trouxeram uma apresentação incrível sobre como os modernistas buscaram romper com o passado ao mesmo tempo que dialogavam com tendências europeias, relacionando isso com o Cubismo nas artes plásticas. Foi bem legal ver eles apresentando pro resto da turma.

Terceira atividade: Debate intertextual. Pra isso eu escolho duas obras de gêneros diferentes – um livro e um filme, por exemplo – que tenham alguma relação temática ou estrutural. Uso cópias dos trechos principais do livro e algumas cenas do filme projetadas na sala. Divido a turma em dois grandes grupos para um debate, que ocupa metade de uma aula. Eles têm que argumentar sobre as semelhanças e diferenças entre as duas obras e como elas refletem ou divergem sobre temas comuns. Na última vez que fizemos isso com “Capitães da Areia” do Jorge Amado e o filme “Cidade de Deus”, o debate esquentou! A Júlia estava defendendo com unhas e dentes como os dois tratavam da realidade social dos meninos de rua, enquanto o Lucas apontava diferenças na abordagem dos personagens principais.

Essas atividades ajudam demais os alunos a desenvolver esse olhar mais atento para as relações entre obras diferentes. No início sempre rola aquela insegurança porque nem todo mundo tá acostumado a pensar nas artes dessa forma mais integrada, mas depois que pegam o jeito é muito gratificante ver a evolução deles.

Bom, é isso aí pessoal! Espero ter dado alguma ideia útil pra vocês implementarem na sala também. Se alguém tiver outra sugestão ou ideia pra trabalhar essa habilidade, compartilha aí! Um abraço!

...ummond e, ao mesmo tempo, lembrar de alguma música do Caetano Veloso que tem a ver com aquela temática. E olha, as atividades favoritas deles em relação a isso são aquelas em que a gente faz uns debates em roda. Aí eu fico ali só de olho, tipo um mediador mesmo, e eles vão soltando as ideias, fazendo as conexões. É massa ver esse processo acontecendo.

Agora, sobre como eu percebo que os meninos realmente aprenderam o conteúdo sem precisar fazer uma prova formal, isso é uma coisa que a gente aprende com a experiência. A primeira coisa é observar na hora que tô circulando pela sala enquanto eles fazem as atividades. É naquele momento em que você ouve um aluno explicando pro outro com a certeza de quem entendeu o negócio que você tem aquele "click". Tipo, lembro do dia que ouvi a Júlia falando pro Lucas: "Peraí, é igual aquele lance do Machado de Assis que a gente viu com a música do Chico Buarque, lembra?". Aí eu pensei: "Ah, essa entendeu".

Outro momento que dá pra perceber é nas conversas espontâneas deles. Às vezes fico só escutando enquanto tão fazendo atividade em grupo ou mesmo trocando ideia ali no intervalo. Quando começam a citar exemplos diferentes e fazer comparações por conta própria, aí dá pra sacar que não é só teoria pra eles. Outro dia o Pedro tava falando sobre como uma música sertaneja de hoje trazia uns elementos parecidos com um poema clássico e eu pensei: "Olha aí, aprendeu mesmo!"

Agora, claro que nem tudo são flores e tem erros comuns que acontecem direto. Um dos erros mais comuns é quando os alunos tentam fazer comparações muito superficiais entre as obras. Tipo quando o Carlos achou que só porque um poema e uma música falavam de amor era suficiente pra dizer que eram parecidos. Isso acontece porque eles ainda estão aprendendo a aprofundar essas conexões e entender as nuances. Quando pego esse tipo de erro na hora, tento puxar o fio da conversa. Pergunto "Mas será que é só isso?", e vou guiando até eles perceberem por si mesmos onde tá o furo.

Outra coisa comum é a dificuldade de entender o contexto histórico das obras. A Sofia, por exemplo, confunde bastante as épocas e acaba misturando referências sem perceber. Quando percebo esses tropeços, costumo trazer comparações mais simples pra ela se situar melhor no tempo histórico. Isso ajuda a galera toda na sala também.

Sobre o Matheus que tem TDAH, preciso adaptar algumas coisas pra ele acompanhar melhor. Por exemplo, atividades muito longas e paradas não funcionam bem pra ele. Então tento dividir em blocos menores, com pausas mais frequentes pra ele poder se movimentar um pouco entre uma coisa e outra. Além disso, uso uns recursos visuais mais chamativos pra captar atenção dele nas partes mais teóricas.

Já a Clara, que está dentro do espectro TEA, precisa de um ambiente mais previsível. Eu tento manter uma rotina nas atividades dela e aviso sempre com antecedência qualquer mudança na programação da aula. Atividades concretas funcionam bem melhor pra ela também. Como exemplo, em vez de só discutir um poema abstrato, a gente faz um paralelo com alguma cena de filme ou uma pintura concreta.

Claro que nem tudo funciona sempre do jeito que a gente espera. Tentei uma vez usar um aplicativo interativo achando que ia facilitar pro Matheus e pra Clara, mas foi um caos porque não tinha suporte adequado pras necessidades deles. Aí tive que voltar atrás e encontrar métodos mais tradicionais adaptados mesmo.

Bom, pessoal, acho que é isso! Espero ter ajudado vocês com essas experiências e dicas sobre essa habilidade específica da BNCC. Se tiverem mais dúvidas ou quiserem trocar ideia sobre outros temas, é só chamar! Adoro compartilhar essas vivências com vocês porque sei que cada turma é única e sempre dá pra aprender algo novo. Abraço grande!

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