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EM13LP27Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Engajar-se na busca de solução para problemas que envolvam a coletividade, denunciando o desrespeito a direitos, organizando e/ou participando de discussões, campanhas e debates, produzindo textos reivindicatórios, normativos, entre outras possibilidades, como forma de fomentar os princípios democráticos e uma atuação pautada pela ética da responsabilidade, pelo consumo consciente e pela consciência socioambiental.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP27 da BNCC é um negócio muito interessante de trabalhar com os meninos lá do 2º ano do ensino médio. Na prática, essa habilidade tem tudo a ver com ensinar a galera a se engajar em problemas coletivos que afetam a sociedade, tipo quando a gente vê algo errado na cidade ou na escola e quer fazer alguma coisa a respeito. O aluno precisa ter essa coisa de olhar ao redor e pensar: "Como eu posso ajudar a resolver isso?" ou "Como eu posso dar voz pra essa situação?" É como se fosse um empurrãozinho pra eles entenderem que dá pra fazer diferença no mundo se a gente se juntar. Aí, eles têm que saber participar de discussões, debates e até mesmo criar textos que reivindiquem alguma mudança, sempre pensando no bem-estar coletivo e na responsabilidade social.

Essa ideia de engajamento já vinha sendo trabalhada desde o primeiro ano do ensino médio, onde os alunos aprenderam a identificar problemas locais e pensar em possíveis soluções. No segundo ano, a ideia é aprofundar mais isso, fazendo com que eles não só percebam o problema, mas também entrem em ação, ainda que inicialmente no plano das ideias e da linguagem.

Bom, vou contar como faço isso na minha sala. São três atividades que já testei e funcionam bem por aqui.

Primeira atividade é o famoso debate sobre questões atuais. Eu começo pegando algumas notícias relevantes e recentes de jornais ou sites (geralmente levo em papel mesmo, pra facilitar o acesso). Divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos e cada grupo fica responsável por uma notícia. A ideia é eles lerem, discutirem entre si e depois apresentarem pro resto da turma o que acharam mais importante. Essa atividade costuma levar duas aulas pra dar tempo de todo mundo falar. Uma coisa legal que aconteceu na última vez foi quando o Joãozinho leu sobre o aumento descontrolado do uso de plástico nas cidades e levantou um ponto sobre como a escola poderia reduzir o uso de copos descartáveis. Foi interessante ver como ele puxou um assunto bem prático e trouxe pra nosso cotidiano.

Outra atividade bacana é a produção de um manifesto ou um abaixo-assinado sobre algum problema que eles sintam na pele. Aqui, usamos papel sulfite mesmo e canetinhas coloridas pra dar aquele toque especial. Os alunos escolhem um tema que acham importante — pode ser algo relacionado à escola ou à comunidade — e começam a elaborar um texto reivindicatório. Geralmente faço isso em dupla ou trio pra estimular mais ideias. Essa leva uma aula inteira só pra fazer o rascunho e mais uma pra apresentar pro resto da turma. Da última vez, por exemplo, as meninas Ana e Júlia fizeram um manifesto sobre a melhoria das condições do banheiro feminino da escola e deu super certo porque elas conseguiram mobilizar bastante gente em torno disso.

A terceira atividade envolve organizar uma pequena campanha dentro da escola. Pegamos cartolinas, pincéis atômicos e fitas adesivas e trabalhamos em grupos maiores, tipo oito alunos por grupo. A campanha pode ser sobre qualquer coisa relevante, desde questões ambientais até sociais. Eles têm que criar cartazes e pensar em uma forma de apresentar isso pros outros alunos da escola. Essa é uma atividade mais longa, geralmente dura uma semana inteira entre planejamento e execução. E olha, os alunos ficam super animados porque sabem que vai ter impacto direto ali na comunidade escolar. Na última vez, teve uma campanha contra o desperdício de água liderada pelo Pedro Henrique e resultou em economia real depois que eles colaram cartazes perto dos bebedouros com dicas de consumo consciente. A galera realmente parou pra pensar no gasto diário.

No geral, os alunos reagem muito bem a essas atividades porque sentem que têm uma voz ativa nas decisões ou debates que propomos na escola. Claro que não é todo dia que estão engajados assim, mas quando veem que podem fazer diferença no ambiente que vivem, se envolvem bastante. E isso é bacana demais de ver.

Bom, é assim que ando trabalhando essa habilidade lá com meus meninos do 2º ano. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências parecidas, tô aqui pra escutar também!

E aí, gente, continuando a nossa conversa sobre essa habilidade EM13LP27. Olha, eu não sou fã de provas formais pra saber se a galera tá entendendo o conteúdo. Acho que tem jeitos muito mais legais de perceber isso no dia a dia. Quando eu tô circulando pela sala, enquanto eles tão em atividade, é incrível como dá pra perceber quem tá pegando a ideia. Tipo, teve um dia que o Lucas tava explicando pra Ana uma situação real sobre o que aconteceu na comunidade dele, e ele falou algo como "a gente podia se organizar pra falar com a associação de moradores". Acho que ali um clique aconteceu, sabe? Ele tava entendendo que a participação ativa pode trazer mudança.

Outra situação foi com a Beatriz e o João. Eles tavam conversando sobre um projeto que viram na TV e como aquilo podia ser trazido pra escola. A Beatriz comentou: "Eu acho que a gente podia fazer algo parecido, mas adaptar pro nosso bairro". Quando escuto esses papos, já percebo que eles tão entendendo o espírito da coisa.

Agora, sobre os erros comuns... Acho que todo mundo passa por isso. Um erro frequente é a galera achar que só mudança grandiosa conta. Tipo assim, o Gabriel um dia me disse: "Ah, mas eu não tenho poder pra fazer nada grande". E eu sempre falo que não precisa ser algo enorme pra fazer diferença. A mudança pode começar pequenininha mesmo, dentro da sala de aula, na escola, no bairro.

Outro erro é quando os alunos confundem engajamento social com simplesmente reclamar das coisas sem pensar em soluções. Lembro da Júlia falando que tava cansada de ver lixo na praça perto de casa e não sabia o que fazer. Ajudei ela a pensar em uma campanha de conscientização que ela podia organizar junto com os amigos. Acho que erros assim acontecem porque a galera às vezes não sabe por onde começar.

E aí vem aquela parte de dar um empurrãozinho. Quando pego esses erros na hora, gosto de chamar os alunos pra pensar junto em soluções concretas. Faço muitas perguntas do tipo: "E se vocês criassem um grupo pra discutir isso?" ou "Como podemos transformar essa ideia em ação?". Isso ajuda eles a olharem além do problema e focarem na solução.

Quanto ao Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA... Bom, lidar com eles é sempre cheio de aprendizados. Com o Matheus, eu tento sempre deixar as atividades mais dinâmicas e divididas em etapas menores. Tipo assim, se tiver uma tarefa maior, vou quebrando em partes menores e fazendo check-ins constantes pra ver se ele tá no caminho certo. Coisas visuais ajudam muito ele também, então sempre faço uso de quadros brancos ou materiais visuais.

Já com a Clara, eu vejo que ela precisa de uma rotina mais previsível e menos barulho. Então sempre deixo claro o cronograma do dia e dou preferência pra atividades individuais quando vejo que ela tá mais inquieta. E uma coisa legal é usar histórias e exemplos concretos nas atividades dela; isso facilita muito o entendimento.

Uma vez tentei uma atividade onde tudo mundo tinha que trabalhar junto num grande mural coletivo sobre problemas da escola… Bom, não deu muito certo pro Matheus e pra Clara porque tinha muita gente falando ao mesmo tempo e foi confuso pra eles. Aprendi disso que às vezes é melhor ter grupos menores ou atividades paralelas mais tranquilas pra quem precisa.

Enfim, cada dia é uma descoberta nova com esses meninos. A chave é estar atento e ser flexível pras necessidades deles. E não desistir nunca! Ninguém disse que ia ser fácil, mas é gratificante ver eles crescendo e aprendendo cada vez mais.

Por hoje é isso, pessoal! Vou ficando por aqui. Se tiverem histórias parecidas ou dúvidas, manda aí que a gente troca umas ideias. Abraço!

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