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EM13LP25Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Participar de reuniões na escola (conselho de escola e de classe, grêmio livre etc.), agremiações, coletivos ou movimentos, entre outros, em debates, assembleias, fóruns de discussão etc., exercitando a escuta atenta, respeitando seu turno e tempo de fala, posicionando-se de forma fundamentada, respeitosa e ética diante da apresentação de propostas e defesas de opiniões, usando estratégias linguísticas típicas de negociação e de apoio e/ou de consideração do discurso do outro (como solicitar esclarecimento, detalhamento, fazer referência direta ou retomar a fala do outro, parafraseando-a para endossá-la, enfatizá-la, complementá-la ou enfraquecê-la), considerando propostas alternativas e reformulando seu posicionamento, quando for caso, com vistas ao entendimento e ao bem comum.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP25 da BNCC tem tudo a ver com preparar os meninos pra vida fora da escola, sabe? É sobre ensinar eles a participarem de reuniões, debates, movimentos e tal. A ideia é que eles consigam escutar os outros sem interromper, respeitem o tempo de fala de todo mundo e consigam se posicionar de forma bem fundamentada e ética. É tipo preparar eles pra participar de uma reunião de trabalho ou até mesmo numa assembleia de condomínio, sabe como? Eles têm que saber ouvir, entender o que os outros estão dizendo, questionar quando for necessário e serem capazes de negociar e discutir ideias sem brigar. Isso já começa na série anterior, onde eles começam a ter noções básicas de argumentação e escuta ativa. No 1º ano do ensino médio, eles já começam a entender a importância do respeito no diálogo e como construir argumentos coesos. Agora no 2º ano, a coisa fica mais aprofundada.

Bom, sobre as atividades que faço aqui na minha sala do 2º ano, vou contar algumas que têm dado certo. Uma delas é simular reuniões de condomínio. Parece meio estranho, mas funciona! Eu peço pros alunos trazerem notícias ou problemas da comunidade deles, coisas do dia-a-dia mesmo. Aí eu monto um cenário onde eles são moradores discutindo um problema, tipo a coleta de lixo ou segurança. Uso cartolina e canetas pra eles escreverem pontos principais e distribuir as funções — tem o mediador, os moradores que falam a favor ou contra a proposta. Eles têm 30 minutos pra discutir e chegar numa solução que agrade o máximo possível. Cara, na última vez que fiz isso, o Pedro se destacou demais como mediador. Ele conseguiu parar uma discussão que tava esquentando entre a Júlia e o Marcos sobre horário da coleta e fez os dois se ouvirem melhor.

Outra atividade que faço é debate sobre temas atuais. Esse é clássico mas eficiente! Eu divido a turma em dois grupos, cada um defende um lado do tema. Pode ser algo como "a tecnologia ajuda ou atrapalha o aprendizado?". Dou uns textos curtos pra galera ler antes (só coisa simples da internet mesmo) e aí eles têm 20 minutos pra preparar argumentos. Depois disso, começamos o debate em si. Isso dura uns 40 minutos no total. O legal é quando eles realmente entram no espírito do debate — tipo quando a Ana surpreendeu todo mundo com um argumento sobre como a tecnologia pode ajudar alunos com deficiência. Foi massa ver ela crescer assim!

A terceira atividade envolve um fórum de discussão online. Olha só: eu criei um grupo num aplicativo onde os alunos precisam debater semanalmente sobre temas que escolhemos juntos em classe. A regra é clara: tem que comentar pelo menos duas vezes na semana e responder pelo menos três colegas em cada tema. Dessa forma, todos são obrigados a lerem as opiniões diferentes e refletirem antes de responderem impulsivamente. Da última vez, o tema foi "uso das redes sociais", e o Lucas comentou sobre como se sentia pressionado a estar sempre conectado por causa das expectativas dos amigos. Foi legal ver a Marina respondendo com empatia e propondo maneiras dele lidar com isso sem perder as amizades.

O mais interessante nessas atividades é ver como os alunos reagem e crescem nessas participações. Claro que no início tem sempre aqueles que ficam meio perdidos ou tímidos, mas com o tempo eles vão pegando o jeito e se sentem mais seguros pra compartilhar suas opiniões. Acho bacana perceber também como isso reflete em outras aulas — vejo muitos deles usando essas habilidades em apresentações ou até mesmo em conversas informais entre si.

Enfim, trabalhar essa habilidade é muito legal porque vejo que eles saem mais preparados pro mundo lá fora, entendendo como dialogar respeitosamente e defender suas ideias sem desrespeitar ninguém. E olha, não tem nada mais gratificante pra um professor do que ver seus alunos crescendo dessa forma! Escrevendo aqui já tô pensando na próxima atividade que vou bolar com essa turma... Vamos ver no que vai dar! Abraços!

Olha, perceber que o aluno aprendeu sem aplicar uma prova formal é quase uma arte, viu? A gente tem que ficar ligado nos sinais que eles dão no dia a dia. Tipo assim, quando eu tô circulando pela sala, dá pra ver nos olhos deles, na forma como eles se expressam, se eles realmente entenderam ou tão só fingindo que entenderam pra tentar me enganar (risos). Por exemplo, teve um dia que eu tava escutando a conversa do João e do Pedro. Eles tavam discutindo sobre um tema de discussão que eu tinha dado, e o João explicou pro Pedro porque discordava de um ponto. Ele falou de um jeito tão argumentativo e seguro que ali eu pensei: "Caramba, ele pegou a ideia!”. É nesses momentos que você vê que o aluno tá sabendo se posicionar e fundamentar a opinião dele.

Outra situação muito boa é quando você joga uma questão no ar e vê os alunos explicando uns pros outros. Aí você vê o Arthur explicando pra Fernanda como ela podia melhorar o argumento dela. É tipo ver eles assumindo o controle do processo de aprendizagem. E isso é valioso demais!

Agora, quanto aos erros mais comuns... Bom, tem erro que parece que já vem de fábrica, sabe? Tipo a galera esquecer de ouvir o outro antes de começar a falar. A Luana, por exemplo, sempre quer pular direto pra parte em que ela fala. Às vezes ela nem entende direito o que o outro tá dizendo porque não escuta até o fim. Isso acontece muito porque os meninos ainda tão aprendendo a importância da escuta ativa. Sempre que pego isso acontecendo, dou uma parada ali na hora e faço uma intervenção rápida: "Luana, espera só um pouquinho, tenta ouvir tudo que o colega tem a dizer primeiro".

Outra dificuldade comum é fundamentar bem as ideias. Às vezes eles têm uma opinião, mas falta aquele embasamento, sabe? O Rafael vive caindo nessa. Ele fala "porque sim" ou "porque eu acho" e aí fico em cima dele pra buscar fontes ou exemplos concretos pro argumento dele. Tento incentivar ele a pesquisar um pouquinho mais ou lembrar de algo que a gente já discutiu em sala.

E sobre o Matheus e a Clara... olha, cada um exige um tipo diferente de atenção e estratégia. O Matheus tem TDAH e precisa de um ambiente mais controlado pra conseguir focar melhor. O que funciona bem pra ele é dividir as atividades em partes menores. Eu chego nele e digo "Matheus, vamos fazer essa parte aqui primeiro e depois a gente vai pra próxima". Isso ajuda ele a não se perder no meio do caminho e manter o foco em cada etapa.

A Clara, com TEA, tem dias em que prefere ficar mais quietinha e observando do que participando ativamente. Pra ela, funcionam super bem atividades onde ela possa refletir primeiro antes de compartilhar com os outros. Eu sempre deixo ela escolher se quer falar na frente da turma ou só pra mim depois da aula. E olha só, usar imagens ou gráficos ajuda bastante ela a entender melhor os temas antes de se posicionar.

Já tentei umas estratégias que não deram muito certo também! Teve uma vez que coloquei todo mundo em grupos grandes achando que ia ser legal pro Matheus se socializar mais... mas fiquei tão empolgado com a ideia que esqueci que podia ser demais pra ele se concentrar ali no meio de tanta gente falando. Aprendi rápido essa lição.

Bom gente, essa é minha experiência com essa habilidade da BNCC e como venho trabalhando com meus alunos no dia a dia. Ensino é sempre assim: a gente vai ajustando o caminho conforme avança e sempre aprendendo junto com eles. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar experiências também, tô por aqui! Abraço!

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