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EM13LP16Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Produzir e analisar textos orais, considerando sua adequação aos contextos de produção, à forma composicional e ao estilo do gênero em questão, à clareza, à progressão temática e à variedade linguística empregada, como também aos elementos relacionados à fala (modulação de voz, entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração etc.) e à cinestesia (postura corporal, movimentos e gestualidade significativa, expressão facial, contato de olho com plateia etc.).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade da BNCC, a tal da EM13LP16, parece complicada quando a gente lê, mas na prática é mais simples do que parece. No fundo, a ideia é fazer os meninos e meninas entenderem como se comunicar bem em público, sabe? Isso quer dizer que eles precisam saber escolher as palavras certas de acordo com quem estão falando e onde estão falando. Não adianta falar de um jeito super informal numa apresentação formal e vice-versa. Além disso, é importante que eles organizem bem as ideias, falem com clareza e usem o corpo e a voz de forma expressiva. Parece muita coisa, né? Mas os meninos já vêm com uma base legal das séries anteriores, onde aprenderam sobre gêneros textuais e como organizar um texto escrito. Agora, a gente só amplia isso pro oral.

Agora deixa eu contar como eu trabalho isso em sala, porque teoria é bonito só no papel. Uma das primeiras atividades que faço é a "Apresentação Surpresa". Eu divido a turma em grupos pequenos, tipo uns quatro ou cinco alunos por grupo. Dou para cada grupo um tema aleatório pra eles apresentarem na hora. Coisas simples, tipo "o melhor filme de todos os tempos" ou "uma invenção maluca que poderia existir". Dou uns 15 minutinhos pra eles se organizarem e aí cada grupo tem que apresentar pra turma toda. O material é simples: só papel e caneta pro planejamento rápido. Os meninos reagem bem; no começo, ficam nervosos, mas depois se soltam. Teve uma vez que o Lucas, que é todo tímido, fez uma apresentação sobre um "guarda-chuva reverso" que arrancou altas risadas de todo mundo. E assim, eles vão pegando confiança com o improviso.

Outra atividade que faço é o "Jogo da Entonação". Essa é mais rápida e não precisa de material quase nenhum. Eu escrevo frases em pedaços de papel, coisas simples, tipo "hoje está chovendo" ou "eu ganhei na loteria". Cada aluno sorteia uma frase e tem que ler com diferentes entonações que eu escolho na hora, como se estivesse feliz, triste, zangado ou surpreso. A turma adora essa atividade porque é divertida e leve. A última vez que fiz, a Maria leu "hoje está chovendo" como se fosse a melhor notícia do mundo e não teve quem não riu com a empolgação dela. Isso ajuda muito os alunos a perceberem como a entonação pode mudar completamente o sentido do que dizem.

A terceira atividade que faço é uma espécie de "Teatro do Cotidiano". Aqui eu uso pequenas cenas do dia a dia, tipo uma conversa entre mãe e filho sobre notas escolares ou um bate-papo entre amigos sobre um jogo de futebol. Divido eles em duplas ou trios e dou uns 20 minutos pra prepararem uma apresentaçãozinha dessas cenas. O material: só lápis pra anotarem alguma coisa se quiserem. Eles têm que prestar atenção em como usar o corpo e o espaço ao redor também. Os alunos às vezes são resistentes no começo porque teatro pode parecer intimidante, mas quando fizemos pela última vez, o João e a Larissa encenaram uma discussão hilária sobre quem lavou menos louça durante a semana – todo mundo riu muito, até quem estava só assistindo.

Essas atividades não são só pra eles falarem na frente dos outros; elas ajudam os meninos a perceberem como a comunicação é rica e cheia de nuances mesmo nas interações mais simples do dia a dia. E aos poucos eles vão melhorando nessas questões todas da habilidade EM13LP16 sem nem perceberem que estão aprendendo tudo isso enquanto se divertem.

Bom gente, por enquanto é isso! Espero que essas ideias ajudem vocês por aí também. Qualquer coisa me chamem pra gente trocar mais figurinhas sobre essas práticas de sala! Até mais!

acabam pegando o jeito aos poucos e é muito legal ver isso acontecendo no dia a dia da sala. Vou te dizer, não preciso nem aplicar uma prova formal pra perceber quando a galera já entendeu a parada. É nas pequenas coisas que você percebe, sabe? Tipo, quando eu tô circulando pela sala durante uma atividade em grupo e escuto o João dizendo pra Maria: "Não, não, Maria, se você falar assim eles não vão entender esse ponto. Tem que explicar melhor essa parte". Aí eu penso: "Ahá! Entendeu, seu danado!".

Outra coisa é quando eu vejo os alunos fazendo perguntas uns pros outros do tipo: "Você acha que isso tá claro?" ou "Será que tem outro jeito de dizer isso?". Isso é sinal de que eles estão pensando na comunicação de forma crítica, avaliando como as informações estão sendo passadas e se estão sendo compreendidas. Um exemplo concreto foi quando o Lucas estava explicando um conceito de física pra turma e ele parou no meio da explicação e disse: "Gente, acho que ficou confuso. Deixa eu tentar de novo de outro jeito". Isso pra mim é ouro! Ele mesmo percebeu que a comunicação não estava clara e tomou a iniciativa de ajustá-la.

Agora, erros comuns... ah, esses aparecem bastante também. Tem o caso clássico do Pedro, por exemplo. Ele sempre começa a falar super empolgado, mas acaba atropelando as palavras e se perdendo no meio do caminho. Daí a ideia principal se perde. Isso acontece porque o Pedro quer falar tudo de uma vez, não pausa pra respirar e organizar as ideias antes de se expressar. Quando eu pego isso no ato, dou um toque: "Calma, Pedro! Respira! Volta um pouquinho e tenta organizar as ideias antes de continuar". Funciona melhor do que só corrigir depois.

Outro erro comum é esquecer do público-alvo. Teve uma vez que a Júlia fez uma apresentação sobre um tema ambiental pesado e usou um monte de termos técnicos sem explicar antes. A turma ficou boiando. Bom, aí eu chamei ela pra um feedback depois da aula e disse: "Júlia, imagina que você tá explicando isso pra sua avó que não entende nada de ciência; como você explicaria?". Esse exercício de adaptação funciona bem.

Sobre o Matheus e a Clara... bom, esses dois são figurinhas carimbadas na minha sala e adoro ter eles por perto. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que sejam mais dinâmicas. Então, com ele, eu costumo dividir tarefas grandes em passos menores e dou um tempo extra pra ele finalizar as atividades. Às vezes uso gráficos e tabelas coloridas pra ajudar ele a se organizar melhor. Outra coisa que funciona é permitir pequenas pausas durante as atividades pra ele dar uma arejada na cabeça.

Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é diferente. Eu percebo que ela funciona melhor com rotinas bem definidas e previsíveis. Então procuro manter uma estrutura clara nas atividades e aviso com antecedência sobre qualquer mudança no cronograma. Com ela, materiais visuais são super importantes: uso muitos quadrinhos e desenhos porque ajudam ela a entender o contexto das situações que discutimos nas aulas.

O que não funcionou muito com o Matheus foi tentar forçá-lo a seguir exatamente o mesmo ritmo dos outros sem dar essas adaptações; percebi rapidamente que ele ficava frustrado demais. E com a Clara, tentamos uma vez fazer uma dinâmica em grupo muito barulhenta sem avisar antes – erro meu! Ela ficou desconfortável porque não conseguiu acompanhar o ritmo.

Bom, pessoal, é isso aí! Cada dia uma nova descoberta na sala de aula e acho que essa é a alegria da profissão. Espero que essas experiências ajudem vocês aí também! Qualquer coisa vamos trocando mais ideias por aqui. Abraço!

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