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EM13LP06Língua Portuguesa · 1º EM Ano · Ensino Médio

Analisar efeitos de sentido decorrentes de usos expressivos da linguagem, da escolha de determinadas palavras ou expressões e da ordenação, combinação e contraposição de palavras, dentre outros, para ampliar as possibilidades de construção de sentidos e de uso crítico da língua.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EM13LP06 da BNCC é bem interessante de trabalhar na sala do 1º ano do EM. Na prática, eu vejo isso como ajudar os alunos a perceberem as nuances da linguagem. Tipo assim, quando a gente escolhe uma palavra ou expressão ao invés de outra, ou como a ordem das palavras numa frase pode mudar tudo. É sobre eles entenderem que a língua não é só uma ferramenta de comunicação, mas também de criação de sentido e interpretação. Na série anterior, os meninos já vinham com uma base de interpretação de textos, mas agora é hora deles começarem a enxergar além do que está escrito. Eles têm que conseguir ler nas entrelinhas e entender o subtexto, o que não é dito mas está lá.

Bom, pra atingir isso na minha aula, eu gosto de usar atividades que são meio práticas e divertidas. A primeira atividade que fizemos foi uma análise de letras de músicas. A galera adora música, então eu aproveito isso. Escolho umas músicas conhecidas, mas que tenham letras com um pouco mais de profundidade. Na última vez, usei "Construção", do Chico Buarque, porque ela tem essa questão da repetição e da mudança de ordem nas palavras que altera o sentido. Aí, eu pedi pra eles ouvirem a música primeiro e depois analisarem a letra escrita, dividindo a turma em grupos. Cada grupo tinha que encontrar palavras e expressões que se repetiam e discutir qual era o efeito disso. A atividade rolou por duas aulas de 50 minutos cada. Os alunos sempre reagem bem quando o assunto é música, ficam mais engajados e participam bastante. O Lucas até comentou que nunca tinha percebido como a repetição podia mudar tanto o significado.

Outra atividade que gosto bastante é trabalhar com tirinhas de quadrinhos. Elas são ótimas porque unem imagem e texto, então dá pra explorar bastante coisa. Eu levo algumas tirinhas impressas e a gente faz uma leitura coletiva. Depois, divido os alunos em duplas e peço pra eles reescreverem o diálogo das personagens usando palavras diferentes das originais, sem mudar o sentido geral da história. A ideia é mostrar como diferentes escolhas lexicais podem transmitir a mesma ideia ou até criar novos sentidos. Essa atividade é rápida, costuma levar uns 30 minutos só. Na última vez que fizemos, a Maria e a Ana reescreveram uma tirinha do Garfield e deram um toque todo dramático pros diálogos dele com o Jon. Foi hilário ver a criatividade delas.

E por último, tem uma atividade mais longa que envolve produção textual. Peço pra eles escreverem uma pequena narrativa em duplas ou trios, mas com um desafio: cada parágrafo precisa começar com uma palavra ou expressão que muda o tom da história. Por exemplo, eles têm que usar "infelizmente" pra começar um parágrafo mais dramático ou "felizmente" pra algo mais otimista. Eles passam umas duas semanas trabalhando nisso durante as aulas, é um projeto mais contínuo. Na última vez que fizemos isso, o João e o Pedro criaram uma história que começou super feliz e foi mudando totalmente de tom até ficar bem tensa. Eles mesmos ficaram surpresos com o resultado final.

Essas atividades não são só pra eles se divertirem (embora isso ajude muito no aprendizado), mas também pra eles perceberem essas sutilezas da língua na prática. Quando você vê os olhinhos brilhando depois de uma aula dessas, dá pra perceber que estão entendendo a importância dessas escolhas de linguagem no dia a dia deles.

É isso aí pessoal! Espero que essas ideias possam ajudar vocês também nas suas salas! Até a próxima!

começam a perceber que o jeito como uma mensagem é transmitida pode mudar completamente o que a gente quer dizer. É fascinante ver os alunos sacarem isso, sabe?

Bom, sem precisar de prova formal, eu percebo que um aluno aprendeu essa habilidade quando ele mesmo começa a reparar nessas sutilezas. Tipo, quando eu tô circulando pela sala e um deles tá explicando pro colega por que uma palavra deixa o texto mais informal ou mais formal. Aí eu penso: "ah, esse entendeu." Outro dia, a Gabriela tava comentando com o Rafael sobre um texto. Ela disse assim: "Tá vendo como essa frase aqui parece mais agressiva só porque tá na voz ativa?" Nossa, pra mim isso é música pros ouvidos! Quer dizer que tão realmente entendendo.

E tem a hora das conversas entre eles que são super reveladoras. Às vezes tô ali fingindo que tô olhando outra coisa e escuto eles discutindo sobre como uma palavra muda tudo. Teve um dia que o Luiz tava todo confuso enquanto lia um artigo e o Pedro virou pra ele e falou: "Tenta substituir essa expressão aqui por outra, talvez fique mais claro." Aí foi como se uma lâmpada acendesse na cabeça do Luiz. São nesses momentos que vejo que a galera tá pegando o conteúdo.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem alguns tropeços que sempre aparecem. A Ana, por exemplo, sempre troca a ordem das palavras achando que não muda nada e acaba desfazendo o sentido da frase. Isso acontece porque ela ainda tá se acostumando com essa ideia de que a estrutura também comunica algo além do significado das palavras isoladas. Quando eu pego esse erro na hora, às vezes faço uma abordagem meio teatral. Peço pra ela ler em voz alta com as duas ordens diferentes e ouvir como soa. Isso funciona bem porque elas mesmas percebem a diferença.

Outro erro comum é quando os meninos tentam usar palavras mais difíceis achando que vão deixar o texto melhor. O João adora fazer isso. Só que aí ele acaba usando num contexto onde não faz sentido. Quando isso acontece, eu tento mostrar exemplos concretos de textos bons escritos de forma simples e clara. Faço eles verem que escolher palavras difíceis nem sempre é sinal de um bom uso da linguagem.

Sobre a turma com Matheus e Clara, aí tenho que pensar em umas adaptações especiais mesmo. O Matheus tem TDAH, então eu preciso engajar ele mais nas atividades. Não adianta só falar "presta atenção". Uma coisa que funciona bem pra ele é dividir as atividades em partes menores e dar intervalos regulares para ele se movimentar um pouco. Também uso recursos visuais e audiovisuais porque prendem mais a atenção dele. Já tentei usar só texto escrito, mas ele se perde muito fácil assim.

Com a Clara, que tem TEA, eu foco em dar instruções bem claras e diretas, evitando ambiguidade. Ela responde melhor quando sabe exatamente o que esperar da atividade. Então, eu organizo bem o tempo e explico detalhadamente cada passo do que ela precisa fazer. Outro dia, a gente tava fazendo uma interpretação de texto coletivo e usei cartões visuais com expressões faciais para ajudar ela a entender os tons emocionais do texto — foi incrível ver como melhorou a compreensão dela.

Teve uma vez que achei que seria legal usar música como recurso na aula para engajar todo mundo, mas percebi que tanto Matheus quanto Clara ficaram meio perdidos no meio do barulho todo. Então aprendi que música precisa ser usada com cuidado e consideração das reações deles.

Enfim, cada dia é um aprendizado tanto pra eles quanto pra mim. E no final das contas, ver os alunos crescendo e se descobrindo na linguagem é realmente gratificante. É uma jornada cheia de tropeços e acertos, mas faz parte do processo. Acho que é isso aí pessoal! Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências também, estamos juntos nessa missão de educar! Até mais!

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