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EF08HI16História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar, comparar e analisar a diversidade política, social e regional nas rebeliões e nos movimentos contestatórios ao poder centralizado.

O Brasil no século XIXBrasil: Primeiro Reinado O Período Regencial e as contestações ao poder central O Brasil do Segundo Reinado: política e economia • A Lei de Terras e seus desdobramentos na política do Segundo Reinado • Territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF08HI16, eu penso que o principal é fazer os meninos entenderem que o Brasil no século XIX era um lugar de muitas mudanças e conflitos. Não é só sobre decorar datas e nomes, mas sobre enxergar como as pessoas daquela época viviam, lutavam por seus direitos e como tudo isso influenciou o que somos hoje. E o mais importante: eles têm que ser capazes de identificar essas rebeliões e movimentos contestatórios, como a Cabanagem, a Revolta dos Malês, a Balaiada, e comparar esses eventos entre si. Assim, eles percebem as diferenças regionais e sociais que existiam e o quanto isso refletia na política.

Então, pro aluno conseguir fazer isso, ele precisa se colocar no lugar das pessoas daquela época. Tem que perguntar: "Por que essas pessoas estavam insatisfeitas? O que elas queriam mudar?" E aí ele compara uma revolta com outra, vê as semelhanças e diferenças, entende as razões por trás de cada movimento. Na série anterior, eles já tinham visto algumas coisas sobre a colonização e os primeiros movimentos de independência. Então, agora é aprofundar e ver como essa insatisfação continuou depois da independência.

Bom, vou contar três atividades que faço pra ajudar os meninos a desenvolverem essa habilidade.

A primeira é um debate organizado. Eu divido a turma em pequenos grupos, cada um finge ser um grupo social ou político daquela época. Pode ser os fazendeiros, os escravos, os militares, ou mesmo os líderes das revoltas. Dou pra eles textos curtos sobre cada grupo (alguns peguei de livros de história adaptados pra essa faixa etária) e falo pra eles montarem argumentos sobre o que queriam naquela época. Esse debate leva umas duas aulas de 50 minutos. Na última vez que fizemos, o João e a Maria estavam representando os fazendeiros do Segundo Reinado e começaram a rir muito quando perceberam que até hoje tem coisa que não mudou muito na política brasileira. Isso sempre provoca boas reflexões.

Outra atividade legal é a criação de um jornal da época. Aqui eles precisam pesquisar não só sobre os movimentos, mas também sobre o contexto social da época – moda, música, economia. Eu levo folhas A3 pra eles montarem as páginas do jornal como se fosse no século XIX. E olha que sai cada coisa criativa! Os alunos adoram esse tipo de atividade porque podem desenhar, criar manchetes e fazer entrevistas fictícias com personagens históricos. A última edição tinha uma entrevista imaginária com D. Pedro II feita pelo Lucas e pela Ana Clara. Eles fizeram perguntas super engraçadas sobre a Guerra do Paraguai como se fossem repórteres da atualidade. Essa atividade é feita em grupo também e geralmente leva umas três aulas.

A terceira atividade é uma visita virtual a museus ou exposições online sobre o Brasil do século XIX. Como nem sempre dá pra levar todos fisicamente num museu, uso aquilo que está disponível na internet mesmo. A galera entra no Google Arts & Culture, por exemplo, e explora exposições sobre a vida no Brasil daquela época. Depois eles precisam preparar uma apresentação simples sobre algo interessante que encontraram por lá. Uma vez o Paulo achou uma imagem antiga de uma festa popular na Bahia e foi tão curioso que acabou levando a turma toda pra saber mais sobre como as tradições culturais sobrevivem às mudanças políticas.

No fundo, o mais legal de trabalhar essa habilidade é ver como os alunos conseguem se conectar com o passado de forma mais crítica e consciente. Eles começam a perceber que as coisas não são preto no branco e que as histórias que contaram pra eles nos livros são feitas por pessoas reais com sentimentos reais.

Espero que essas dicas ajudem vocês também! Se precisarem de mais detalhes ou tiverem outras ideias pra compartilhar, estou por aqui!

Então, pessoal, como que a gente percebe que o aluno tá entendendo sem usar uma prova formal? Olha, eu acho que é naqueles momentos pequenos do dia a dia. Sabe quando você circula pela sala e vê os meninos discutindo entre eles sobre as histórias que a gente estuda? É ali que a mágica acontece. Tipo, outro dia eu tava passando pelas mesas e ouvi a Júlia explicando pro Marcos a diferença entre a Cabanagem e a Balaiada. Ela disse assim: "A Balaiada foi mais por conta do povo pobre mesmo, sabe? Já a Cabanagem era mais o pessoal todo revoltado, índios, negros e brancos lá no Pará". Aí eu pensei: "Uau, ela pegou o espírito da coisa!". Esses momentos me dizem muito mais que uma prova escrita.

E não é só isso. Tem vezes que eles me surpreendem com perguntas que mostram que tão ligando os pontinhos. Como quando o Lucas levantou a mão e perguntou: "Professor, mas por que em algumas rebeliões as elites às vezes ajudavam e em outras não?" Aí você vê que o menino tá pensando além do básico, tá fazendo conexões. Quando eles começam a questionar ou explicar pro colega de uma forma que faz sentido, aí sim eu vejo que tão aprendendo de verdade.

Claro que erros acontecem. E olha, os erros mais comuns têm a ver com confundir os motivos e as consequências das revoltas. O Pedro, por exemplo, vive trocando as bolas. Ele confunde quem lutava realmente por liberdade e quem tava mais interessado em poder mesmo. Daí eu digo: "Pedro, presta atenção nos motivos das pessoas naquela situação específica, tenta não generalizar". Às vezes eles também têm dificuldade com as datas e onde cada movimento aconteceu. E eu sempre falo pra eles: "Gente, olha pro contexto de cada movimento". Uma das maneiras de lidar com isso é usar mapas e linhas do tempo pra facilitar a visualização.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara que tem TEA, o desafio é adaptar as atividades pra eles sem deixar ninguém de lado. Pro Matheus, eu tento criar atividades mais dinâmicas e curtas, porque ele perde o foco fácil. Tipo assim, atividades em grupo onde ele possa se mover um pouco mais ou usar jogos educativos que prendam a atenção dele. Uma vez tentei fazer ele escrever um texto longo sozinho e não deu certo. Então agora eu divido a tarefa em partes menores.

Com a Clara, o foco é outro. Eu descubro que ela se dá melhor com instruções visuais e rotinas bem definidas. Uso cartões visuais pra ajudar ela a entender os conceitos e deixo claro o que vem depois na aula, porque mudanças bruscas no plano deixam ela ansiosa. Teve uma vez que mudei de atividade sem avisar e ela ficou muito perdida. Desde então sempre aviso antes qualquer mudança.

E olha só, tem uma coisa que funciona bem pros dois: rotatividade de estações de aprendizagem na sala. Eles passam por diferentes atividades em pequenos grupos ou individualmente com tempos limitados em cada estação. Isso dá ao Matheus oportunidade de se movimentar e manter o foco por períodos curtos e à Clara espaço pra trabalhar no seu próprio ritmo sem pressa.

Tá vendo? É questão de ter paciência e adaptar as expectativas para cada um dos nossos alunos. Cada um tem seu tempo e sua forma de aprender.

Bom gente, fico por aqui hoje! Espero ter ajudado vocês com essas histórias do dia a dia na sala de aula. Se tiverem dicas ou quiserem trocar ideias sobre como melhorar ainda mais nossa prática nesse assunto, tô por aqui! Abraço!

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