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EF08HI15História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar e analisar o equilíbrio das forças e os sujeitos envolvidos nas disputas políticas durante o Primeiro e o Segundo Reinado.

O Brasil no século XIXBrasil: Primeiro Reinado O Período Regencial e as contestações ao poder central O Brasil do Segundo Reinado: política e economia • A Lei de Terras e seus desdobramentos na política do Segundo Reinado • Territórios e fronteiras: a Guerra do Paraguai
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de trabalhar a habilidade EF08HI15 da BNCC com os meninos do 8º ano, na prática, a ideia é que eles consigam entender como as forças políticas e sociais se equilibravam e se enfrentavam no período do Primeiro e Segundo Reinado no Brasil. Não é só saber datas e nomes importantes, mas entender os porquês, os interesses por trás das disputas e como tudo isso ajudou a moldar o nosso país.

Então, por exemplo, o aluno precisa conseguir analisar situações como as disputas entre os liberais e conservadores naquele tempo, entender o papel de figuras como Dom Pedro I e Dom Pedro II, e até perceber como guerras, como a do Paraguai, influenciaram as decisões políticas na época. E isso tudo se conecta com o que eles já viram no 7º ano sobre a independência do Brasil e as tensões sociais da época colonial. Aí eles já chegam com uma noção básica de como a política foi mudando no começo do século XIX.

Agora sobre o que eu faço na sala de aula, vou contar três atividades que têm dado certo com a galera. A primeira atividade que eu gosto de fazer é um "júri simulado". É assim: cada grupo de alunos representa um personagem histórico ou grupo social da época. Por exemplo, podem ter os liberais, conservadores, escravizados, militares, entre outros. Eu dou uma ficha simples com informações básicas sobre o grupo ou personagem e um tempo para eles pesquisarem mais na biblioteca ou online. Aí a gente organiza o "júri" onde cada grupo defende seus interesses numa disputa específica da época. Normalmente levo umas duas aulas pra essa atividade: uma pra preparação e outra pro júri em si. Os alunos adoram porque eles meio que encarnam os personagens, então sai cada coisa engraçada! Da última vez, o Lucas se empolgou tanto que começou a debater com um sotaque inventado... Foi hilário!

Outra atividade bacana é trabalhar com mapas históricos. Eu consigo uns mapas antigos e modernos do Brasil e da América do Sul. Então peço pra galera comparar os dois, identificando mudanças territoriais e discutindo as razões dessas mudanças. Aí entra bastante a questão da Guerra do Paraguai e como ela afetou nossas fronteiras. Eles trabalham em duplas ou trios pra fomentar discussão entre eles, porque sempre pinta uma interpretação nova ou engraçada. Geralmente rola em uma aula só porque é mais direto. Uma vez a Mariana ficou chocada ao perceber como a região sul mudou ao longo do tempo – "Ué, mas o Brasil era assim?", ela disse surpresa.

A terceira atividade é mais focada na análise de documentos da época. Eu trago algumas cópias de cartas, trechos de jornais antigos e leis importantes, como a Lei de Terras. Aí dividimos a turma em grupos pra cada um ficar com um tipo de documento e identificar as intenções por trás dele. Depois fazemos uma rodada de apresentação onde cada grupo explica sua análise pro resto da turma. Essa leva mais tempo porque nem todo mundo tá acostumado a interpretar documentos – então deixo duas aulas inteiras pra isso.

Teve uma vez que o João ficou tão interessado numa carta antiga que perguntou se podia levar uma cópia pra casa pra mostrar pros pais! Isso me deixou feliz porque mostra que eles estão realmente interessados no que a história tem a dizer sobre nosso passado.

Então é isso! Trabalhar essa habilidade é dar chance pros meninos entenderem que nosso passado político foi cheio de intrigas e interesses diversos, mas também muito formativo pro Brasil de hoje. E como sempre digo pra eles: entender tudo isso ajuda a gente a não repetir os mesmos erros lá na frente.

Espero que essas ideias ajudem quem tá em busca de novas estratégias pros oitavos anos por aí! Se alguém tiver outras dicas ou experiências pra compartilhar também, tô aqui pra ouvir!

Olha, perceber que os alunos estão realmente entendendo o conteúdo sem aplicar uma prova formal é um desafio, mas é aí que entra a observação no dia a dia. Quando eu tô circulando pela sala, atento às conversas, já dá pra sacar quem tá com a compreensão em dia e quem ainda tá patinando. Uma das coisas que eu gosto de fazer é prestar atenção quando eles explicam uns pros outros. Tipo, quando a Mariana vira pro João e tenta explicar por que Dom Pedro II teve que lidar com tanta pressão política de grupos diferentes, eu noto se ela tá usando exemplos concretos ou se tá só repetindo o que leu no livro. Teve uma vez que o Lucas tava todo empolgado contando pro amigo sobre como os liberais e conservadores tinham interesses diferentes em relação ao poder político e econômico, e eu fiquei ali só ouvindo de canto de ouvido pensando "ah, esse entendeu!"

E tem aquelas situações também em que durante uma atividade em grupo, a gente ouve eles debatendo. Se o Caio tá lá argumentando sobre como as tensões sociais impactaram nas decisões políticas daquele período e consegue sustentar a ideia mesmo quando alguém discorda, é sinal que ele tá sacando bem o conteúdo. Isso mostra um nível de compreensão mais profunda, que é justamente o que a habilidade EF08HI15 pede.

Agora, os erros comuns... Ah, esses aparecem bastante! Um erro clássico é a galera confundir as motivações dos liberais com as dos conservadores. A Ana, por exemplo, outro dia tava toda segura dizendo que os liberais queriam manter o poder centralizado no Rio de Janeiro, quando na verdade era o contrário. Isso acontece porque às vezes eles misturam os conceitos ou não conseguem relacionar direito com o contexto histórico. Nessas horas, eu paro tudo e explico de novo com exemplos práticos: "Imagina que você tá numa cidade onde tudo precisa passar por um chefe distante. Os liberais queriam mais autonomia pras cidades pequenas decidirem suas coisas sem depender tanto desse chefe."

Ah, e também tem aquela confusão básica entre as figuras históricas. O Mateus já me confundiu Dom Pedro I com Dom Pedro II algumas vezes. Essas confusões acontecem muito por causa dos nomes parecidos e pela quantidade de informações novas que eles têm que processar. Então, eu volto e faço uma linha do tempo rápida com eles na lousa pra fixar melhor.

Sobre trabalhar com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, isso é uma constante adaptação. Pro Matheus, eu tento quebrar as atividades em etapas menores e mais diretas. Em vez de pedir pra ele ler um texto inteiro de uma vez, divido o texto em parágrafos curtos e vou discutindo cada parte com ele. Outra coisa que ajuda é deixar ele se movimentar um pouco mais na sala sem ser um problema. Às vezes ele trabalha melhor se puder dar uma volta rápida pra arejar as ideias.

Já com a Clara, o desafio é manter ela engajada nas atividades quando elas são muito abertas ou dependem demais da interpretação social das coisas. Então procuro usar materiais visuais sempre que possível: mapas antigos, imagens da época. Ela responde bem a informações visuais e isso ajuda na compreensão dela do contexto histórico.

Mas olha, nem sempre tudo funciona como a gente espera. Teve uma vez que tentei usar um aplicativo interativo achando que ia ser legal pros dois. Só que o Matheus ficou agitado demais com tanta informação piscando na tela e a Clara ficou frustrada porque não conseguiu seguir o ritmo do app. Aí voltei pro básico: papel, mapa impresso e conversas em pequenos grupos.

Bom, cada aula é um aprendizado também pra mim. Esses dias levei uns panfletos políticos da época pra galera analisar e foi incrível ver como eles se interessaram mais quando tinham algo físico pra pegar na mão. E assim a gente segue, adaptando o conteúdo pra ser mais acessível pra todos os alunos.

Acho que por hoje é isso! Espero ter ajudado aí quem tá pensando em estratégias novas na sala de aula. Compartilhem também as experiências de vocês aqui no fórum! É sempre bom aprender com os colegas, né? Até mais!

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