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EF05HI10História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Inventariar os patrimônios materiais e imateriais da humanidade e analisar mudanças e permanências desses patrimônios ao longo do tempo.

Registros da história: linguagens e culturasOs patrimônios materiais e imateriais da humanidade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05HI10 é uma daquelas que, quando a gente lê lá na BNCC, parece meio mirabolante, mas na prática faz muito sentido. Na verdade, o que a gente quer é que os meninos consigam reconhecer e valorizar os patrimônios culturais e históricos, tanto os que podem tocar quanto os que estão na memória. Imagina só, eles têm que perceber como essas coisas mudaram ou não ao longo dos anos. Isso envolve um bocado de observação e reflexão. E se a gente for parar pra pensar, desde o 4º Ano a galera já vem conversando um pouco sobre história e cultura local, então é dar continuidade e aprofundar o papo.

Pra colocar isso em prática na sala de aula, eu sempre procuro usar atividades que sejam bem concretas e que façam sentido pra realidade deles. Não adianta inventar algo mirabolante que eles não vão conseguir relacionar com a vida deles. Uma das atividades que a gente faz é o "Museu da Comunidade". Pego um dia da semana, geralmente quinta-feira, e peço pra cada aluno trazer um objeto de casa que tenha uma história pra contar. Podem ser coisas como um brinquedo antigo do pai, uma foto de família, uma receita de comida típica, enfim, algo que tenha valor sentimental ou histórico pra eles. No dia marcado, a gente organiza a sala como se fosse uma exposição. Eles ficam em pé ao lado dos objetos explicando pras visitas (os colegas) o significado daquilo. A turma se divide em grupos pra visitar as "exposições" dos amigos. Essa atividade leva uma aula inteira, mas vale muito a pena. Da última vez, a Maria trouxe uma panela de ferro que era da avó dela e contou como era usada pra fazer feijoada nos encontros de família. Foi muito legal ver os outros meninos querendo saber mais sobre as tradições da família dela.

Outra coisa que funciona bem é usar vídeos curtos de documentários ou animações sobre patrimônios culturais famosos, tipo as Pirâmides do Egito ou o Samba de Roda no Brasil. Eu escolho uns vídeos de 5 a 10 minutos e a gente assiste na sala mesmo com o projetor. Depois do vídeo, rola aquela conversa em roda onde eles falam o que acharam mais interessante ou surpreendente. A ideia é fazer eles refletirem sobre como essas coisas surgiram e por que são importantes até hoje. Um dia desses, depois de assistir um vídeo sobre Machu Picchu, o João virou e disse "Professor, mas será que um dia vão descobrir algo aqui perto da nossa cidade?". E aí começamos a conversar sobre sítios arqueológicos no Brasil e como tem muita coisa ainda pra ser descoberta.

Tem também uma atividade externa que é visitar algum museu ou centro cultural aqui da cidade. Sei que nem sempre dá pra fazer isso por conta dos custos ou das restrições, mas quando consigo organizar é sempre enriquecedor. A última visita foi ao Museu Zoroastro Artiaga aqui em Goiânia. Antes de ir, já preparo os alunos com algumas informações sobre o que eles vão ver por lá e dou algumas perguntas guias pra eles pensarem durante a visita. No museu a gente se divide em grupos menores com um adulto responsável junto (costumo chamar uns pais pra ajudar). A atividade dura uma manhã inteira e no final fazemos uma roda de conversa sobre o que cada um aprendeu ou gostou mais. Dá gosto ver como eles se empolgam! Na última ida ao museu, o Pedro ficou fascinado com as peças indígenas e não queria ir embora sem antes desenhar todos os detalhes no caderno dele!

Olha, essas atividades dão um trabalhinho sim, mas ver os meninos engajados faz tudo valer a pena. A ideia é sempre conectar o conteúdo com a realidade deles e mostrar como nosso patrimônio é rico e merece ser conhecido e preservado por todos nós. É assim que tento dar sentido à habilidade EF05HI10 dentro da sala de aula. E aí, colegas? O que vocês têm feito nessa área?

E aí, gente! Continuando o papo sobre a habilidade EF05HI10, queria falar de como eu percebo que os meninos realmente entenderam o negócio, sem precisar daquela prova formal toda. Olha, não é mágica não, é observação mesmo.

Quando eu tô andando pela sala, já consigo sacar se a turma pegou o espírito da coisa. Por exemplo, outro dia, tinha uma rodinha lá no fundo e a Ana tava explicando pro João sobre como as festas juninas que a gente conhece hoje têm um monte de elementos que vieram de tradições antigas. Ela falava animada, com os olhos brilhando! Aí eu pensei: "Ah, essa entendeu!". Isso acontece bastante quando os alunos começam a conectar as coisas do passado com o que eles vivem hoje. Tipo quando a Maria me contou sobre uma casa antiga no bairro dela e começou a relacionar com o que aprendeu sobre a arquitetura colonial.

E eu adoro ouvir eles conversando entre si. Sabe quando você fica aquele tempo em silêncio, só ouvindo? É aí que você percebe se eles estão assimilando as ideias. Outro dia ouvi o Lucas falando pro Pedro que as músicas que a avó dele cantava também são parte do nosso patrimônio cultural. Nesse tipo de conversa, vejo que tão absorvendo de verdade.

Claro que eles cometem uns errinhos aqui e ali. O Carlos, por exemplo, vez ou outra confunde datas e eventos. Ele disse que o Brasil foi descoberto na mesma época da Revolução Industrial. Aí tive que dar uma paradinha e corrigir gentilmente na hora. Esses erros acontecem porque história tem muita informação e pra eles é tipo um quebra-cabeça gigante. O importante é sempre conversar e mostrar onde tá o erro, sem bronca.

Tratar dos erros assim, na hora, torna tudo mais natural. Se tá todo mundo achando que café veio da Ásia só porque viram num vídeo no YouTube, eu paro tudo na aula e peço pra eles pensarem de novo com alguma pista ou pergunta provocativa até alguém acertar.

Agora, sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA. O Matheus é cheio de energia e gosta muito de atividades práticas. Então eu tento ao máximo inserir ele em tarefas onde ele possa mexer com coisas concretas. Uma vez fizemos um mural com fotos de patrimônios culturais e históricos e deixei ele responsável por recortar e colar as fotos no lugar certo dentro de uma linha do tempo que montamos juntos. Ele curtiu muito e conseguiu focar bem mais tempo do que quando tá só ouvindo.

Já com a Clara, eu preparo algumas atividades mais visuais e menos verbais. Ela se dá super bem com quebra-cabeças visuais ou mapas interativos no tablet da escola. Tem um aplicativo de realidade aumentada que usamos pra ver monumentos históricos em 3D na sala de aula. Isso funciona bem pra ela porque não depende tanto da linguagem verbal. A gente já tentou roda de conversa, mas percebi que ela fica um pouco perdida e prefere interagir de outras maneiras.

No geral, tento pensar em várias formas de abordar o mesmo conteúdo pra atender toda a turma do jeito mais inclusivo possível. Não funciona sempre tudo de primeira não, mas acho que o importante é ir ajustando o caminho conforme as necessidades aparecem.

Bom gente, por hoje é isso! Espero que essas experiências ajudem vocês também aí nas suas salas. Fiquem à vontade pra trocar ideia ou compartilhar como vocês fazem na escola de vocês! Até a próxima!

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