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EF05HI04História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Associar a noção de cidadania com os princípios de respeito à diversidade, à pluralidade e aos direitos humanos.

Povos e culturas: meu lugar no mundo e meu grupo socialCidadania, diversidade cultural e respeito às diferenças sociais, culturais e históricas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Aí, pessoal! Hoje vou falar um pouco sobre como trabalho a habilidade EF05HI04 da BNCC com a minha turma do 5º Ano. Essa habilidade fala sobre associar a noção de cidadania com respeito à diversidade, pluralidade e direitos humanos. Parece meio complicado de cara, né? Mas, olha, na prática, é mais simples do que parece.

O que eu entendo é que essa habilidade quer que os meninos entendam que cidadania não é só votar ou seguir as regras, saca? É mais sobre como a gente se comporta no dia a dia respeitando as diferenças entre as pessoas. Tipo, entender que cada um tem sua cultura, sua história e que isso é o que faz o mundo ser interessante e diverso. Então, quando a gente fala de cidadania aqui, é sobre como viver junto respeitando essas diferenças. Isso conecta com o que eles já aprenderam nas séries anteriores sobre diversidade cultural e respeito às diferenças sociais.

Agora vamos às atividades que eu faço com a galera para trabalhar isso na sala de aula. A primeira atividade é um projeto que chamo de "Histórias do Meu Bairro". Eu peço pros alunos entrevistarem alguém da comunidade que tenha uma história de vida interessante ou diferente. Pode ser um vizinho, parente, qualquer pessoa mesmo. A ideia é eles entenderem como essas histórias são partes importantes da nossa sociedade e enriquecem nosso conjunto cultural. Os meninos usam celulares pra gravar as entrevistas ou até mesmo cadernos pra anotar tudo. Na sala, eles se organizam em duplas ou trios pra essa missão. Normalmente, leva uma semana pra eles coletarem as histórias e depois mais umas duas aulas pra compartilhar com a turma.

A última vez que fizemos isso foi muito bacana. A Ana e o Gustavo entrevistaram um senhor chamado Seu João, que imigrou do Nordeste para trabalhar na construção civil aqui em Goiânia nos anos 70. Quando eles contaram a história dele na sala, deu pra ver nos olhos da galera um misto de curiosidade e respeito. Teve até umas perguntas bem legais sobre como era a vida dele lá e as dificuldades que enfrentou. Acho que aí eles começam a perceber como cada vida tem sua importância e como tudo isso faz parte da nossa história aqui.

Outra atividade interessante é o "Mapa Cultural". Cada aluno escolhe um país ou uma região do Brasil pra pesquisar sobre as tradições culturais de lá. Eu forneço algumas revistas antigas, mapas impressos e acesso à internet na escola pras pesquisas. Depois, eles criam pequenos cartazes com imagens e informações sobre comidas típicas, danças e festividades. Eles trabalham em grupos de quatro ou cinco alunos e temos umas três aulas pra concluir tudo. No final, fazemos uma espécie de exposição na sala.

Da última vez, teve até uma situação engraçada quando o Pedro resolveu pesquisar sobre o Japão porque gosta muito de animes. Ele trouxe umas imagens super coloridas de festivais japoneses e até tentou explicar o significado dos Kanji pra turma (é mole?). Mas aí a Júlia achou interessante fazer uma relação com festas brasileiras, tipo o carnaval, mostrando como ambos têm cores vibrantes e música alta. Foi legal ver como eles fazem conexões entre diferentes culturas.

A terceira atividade é um debate chamado "Julgamento dos Direitos". Divido a turma em grupos que representam diferentes personagens: cidadãos comuns, membros do governo, representantes de ONGs etc. Aí apresento um caso fictício onde algum direito humano está sendo violado (tipo falta d'água numa comunidade). Cada grupo tem que apresentar argumentos defendendo os direitos das pessoas envolvidas no caso. Uso só algumas folhas impressas com o caso descrito e umas diretrizes básicas de direitos humanos.

Na última roda de debates que fizemos, o Lucas estava super engajado, fazendo papel de defensor público no caso e defendendo com unhas e dentes o direito à água limpa pra todos (foi tipo um advogado mirim ali!). Isso gerou discussões calorosas mas muito respeitosas entre os grupos. E é nessa hora que eu vejo que eles estão realmente entendendo o lance do respeito às diferenças e à pluralidade.

Essas são algumas das maneiras pelas quais eu trabalho essa habilidade na sala de aula. Claro que há desafios – sempre tem aquele aluno mais tímido ou aquele outro mais falante querendo dominar tudo – mas acho essencial criar esse espaço onde eles possam explorar e entender melhor o mundo ao redor deles. No final das contas, quando vejo os alunos discutindo essas questões com interesse genuíno, sinto que estamos no caminho certo pra formá-los como cidadãos conscientes e respeitosos.

Bom, por hoje é isso! Espero que essas ideias sejam úteis aí na prática de vocês também. Se tiverem sugestões ou quiserem compartilhar experiências parecidas, estou sempre por aqui no fórum pra trocar ideia! Até mais!

"seus direitos. E, pra eles sacarem isso, eu gosto de fazer umas atividades práticas. Tipo, a gente monta um mural na sala onde cada aluno pode trazer uma história ou uma foto da sua família, e aí a gente discute as semelhanças e diferenças entre as histórias de cada um. Tem um jogo de tabuleiro também que a gente usa às vezes, onde tem que resolver dilemas do dia a dia pensando em como respeitar a diversidade. É bem legal ver como eles se envolvem.

Agora, sobre perceber se os alunos aprenderam isso tudo... Olha, eu costumo prestar muita atenção nos momentos informais. Quando eu tô circulando pela sala durante as atividades em grupo, dá pra ouvir umas conversas bem interessantes. Outro dia, por exemplo, o Lucas tava explicando pra Júlia por que é importante respeitar o espaço pessoal dos outros, e eu fiquei só de olho pensando: "Ahá, ele entendeu o recado!". Às vezes é quando eles estão debatendo em duplas ou grupos e alguém traz um exemplo do tipo "na minha família a gente faz diferente", e aí os outros começam a perguntar e a querer entender. Isso é um sinalzinho claro de que a coisa tá indo pro caminho certo.

E tem aqueles momentos em que um aluno ajuda o outro a entender uma atividade ou conceito. A Marina estava tentando explicar pro Tiago por que chamar alguém por apelidos que ele não gosta não é legal. Ela usou o exemplo da novela que eles gostam de assistir, mostrando como um personagem agia com os outros. Na hora pensei: "Olha aí, até com novela dá pra aprender sobre respeito!". Essas interações são ouro pra mim.

Agora, falando dos erros mais comuns... Bom, tem uns que aparecem sempre. O Gustavo, por exemplo, vive confundindo cidadania com só votar ou seguir ordens do governo. Ele já veio me perguntar umas três vezes se cidadania é só isso. Aí eu expliquei que não é bem assim: é mais sobre nossa responsabilidade com os outros no dia a dia. Quando percebo esse tipo de erro na hora que tá rolando uma discussão ou atividade, paro tudo e tento explicar com exemplos concretos: tipo quando ajudamos um vizinho ou respeitamos quem é diferente da gente.

Outra situação aconteceu com a Ana: em uma atividade sobre direitos humanos ela achou que era só sobre direito à vida e esqueceu dos outros direitos todos como saúde, educação, moradia. Aí eu aproveitei pra montar um jogo de perguntas e respostas na aula seguinte focando nessas áreas que ela tinha dificuldade. Isso ajuda eles a fixarem melhor.

Sobre o Matheus e a Clara... Bom, cada um tem suas necessidades especiais e adaptar as atividades pra eles é super importante. O Matheus tem TDAH, então sempre procuro manter ele engajado com atividades dinâmicas que não tenham textos muito longos ou muitos passos seguidos. Uma coisa que funciona bem é usar jogos educativos no tablet porque ele adora tecnologia e isso prende mais a atenção dele. Já tentei só colocar ele na frente de um livro pra ler mas não deu muito certo; ele se dispersa rapidinho.

A Clara tem TEA e com ela eu trabalho muito visualmente. Uso cartões com figuras e histórias em quadrinhos simples pra explicar conceitos de cidadania e diversidade. Ela responde bem quando vê imagens associadas ao que estamos discutindo. Também dei uns fones de ouvido anti-ruído pra ajudar a diminuir distrações na hora das atividades em grupo.

Tempo de atividade é outra coisa importante: dou pausas mais frequentes pro Matheus porque sei que ele precisa se mexer um pouco mais do que os outros pra gastar energia. E com a Clara tenho cuidado pra não mudar a rotina dela abruptamente porque ela gosta de saber exatamente o que vai acontecer em cada parte do dia.

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