Voltar para História Ano
EF05HI08História · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo os povos indígenas originários e os povos africanos.

Registros da história: linguagens e culturasAs tradições orais e a valorização da memória O surgimento da escrita e a noção de fonte para a transmissão de saberes, culturas e histórias
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EF05HI08 com a turma do 5º Ano é bacana porque a gente consegue conectar muitos pontos da história que eles já começaram a aprender lá no 4º Ano. A ideia é que os meninos entendam como diferentes sociedades marcam a passagem do tempo, e isso vai além de simplesmente olhar o calendário ou ver as horas. A gente fala sobre como culturas diversas têm suas próprias formas de perceber e registrar o tempo. Então, os alunos precisam conseguir reconhecer que, por exemplo, enquanto a gente usa calendário gregoriano, muitos povos indígenas têm suas próprias maneiras de contar o tempo através das estações do ano ou ciclos da natureza. E aí entram também os povos africanos, com suas tradições e formas de marcação do tempo que são passadas oralmente de geração em geração. Essa habilidade dialoga muito com o que eles já sabem sobre história oral e escrita.

A primeira atividade que eu faço é um mapa cultural do tempo. Eu divido a turma em pequenos grupos — geralmente de quatro ou cinco alunos — e dou pra eles papéis coloridos, canetas e uma folha grande branca para montar o mapa deles. Peço para pesquisarem, com materiais que eu levo pra sala mesmo, tipo livros que falam sobre culturas indígenas e africanas, como esses povos marcam a passagem do tempo. Cada grupo escolhe uma sociedade específica para representar. Eles têm cerca de duas aulas pra discutir, pesquisar e criar o mapa deles. Na última vez que fizemos isso, o grupo da Mariana ficou encantado com os ciclos lunares dos povos indígenas da Amazônia. Eles desenharam fases da lua e colaram no mapa com algumas explicações. Os alunos se empolgam porque é bem visual, e eles adoram apresentar pros colegas o que descobriram.

Outra atividade bem legal é a construção de uma linha do tempo viva. Nessa eu uso cordas ou barbantes que estico pela sala e distribuo cartões com eventos históricos importantes pra cada aluno. Cada cartão tem informações sobre uma data ou evento relacionado à passagem do tempo em diferentes culturas — pode ser a construção de um relógio de sol africano ou uma cerimônia indígena que marca o início das colheitas. Dou uma aula inteira pra essa atividade. Os alunos devem trabalhar juntos pra colocar os cartões na ordem correta na linha do tempo. Aí vem a parte mais divertida: cada aluno apresenta seu cartão pros outros, explicando por que aquele evento é importante na marcação do tempo daquela cultura. Quando fizemos isso na última vez, o João ficou fascinado pelo conceito de tempo cíclico dos maias e começou a perguntar um monte sobre eles, querendo até saber mais detalhes pra ir atrás depois.

A terceira atividade é quase um teatro: as histórias contadas ao redor da fogueira. Eu organizo a sala em círculo e falo pros alunos imaginarem que estamos em volta de uma fogueira ancestral. Trago textos curtos de mitos ou histórias tradicionais tanto indígenas quanto africanas que falam sobre como o tempo é percebido nessas culturas. Cada aluno lê um trecho e depois discutimos o que aquela história diz sobre a passagem do tempo. Eu costumo fazer isso numa aula só, mas às vezes esticamos para duas porque o papo fica bom! Na última vez que fizemos isso, a Ana estava meio tímida pra ler, mas quando chegou sua vez e ela entrou na história de um mito africanista sobre a criação do mundo e os ciclos do tempo, ela se soltou bastante e até dramatizou um pouco! A turma toda ficou animada.

Essas atividades são maneiras de tornar essa habilidade mais palpável pra garotada, mostrando que nossa maneira convencional de marcar o tempo não é universal e que há muita riqueza em entender essas diferenças culturais. E eu sinto que quando os meninos se envolvem ativamentenessas histórias e tradições diferentes, eles não só aprendem mais sobre história como também desenvolvem respeito e curiosidade pelas culturas alheias.

E aí, alguém mais tem alguma dica ou experiência legal pra compartilhar sobre trabalhar essa habilidade? Sempre é bom trocar ideias!

E aí, continuando a falar sobre a habilidade EF05HI08, uma das formas mais legais de perceber que os alunos realmente entenderam o conteúdo é quando a gente circula pela sala e ouve as conversas entre eles. Olha, às vezes eu estou ali andando, observando, e pego um aluno explicando pro outro de um jeito que eu mesmo não conseguiria. Um dia desses, o Pedro tava ali falando com a Júlia sobre como os povos maias tinham um calendário bem diferente do nosso, e ele explicava com tanta convicção que eu pensei "ah, esse entendeu". Ele usava exemplos do dia a dia deles, tipo "imagina se a gente mede o tempo pelo ciclo da lua como os maias faziam". Esse tipo de conversa mostra que eles internalizaram o conceito.

Outra situação é quando eles começam a fazer perguntas mais aprofundadas ou relacionar o conteúdo com algo que viram fora da escola. Isso acontece muito quando um aluno volta das férias ou de um passeio e fala "lá no museu vi uma coisa igual àquela que aprendemos". Aí você percebe que a coisa ficou marcada na cabeça deles. Outro exemplo foi quando a Bia veio falar comigo depois da aula sobre os calendários dos povos indígenas, porque ela tinha visto um documentário em casa com os pais dela. Quando o aluno traz o assunto por iniciativa própria, é sinal de que a aprendizagem tá acontecendo.

Agora, falando dos erros mais comuns, a confusão entre o tempo cronológico e o tempo histórico aparece demais. Semana passada o João estava tentando fazer uma atividade e ele falava que "os índios fazem aniversário pelo sol", misturando as ideias de calendário solar com aniversários. É engraçado, mas demonstra como às vezes eles têm dificuldade de separar conceitos. Geralmente isso acontece porque eles ainda estão no processo de entender que existem diferentes formas de medir o tempo. Quando eu pego esses erros, tento logo corrigir na hora com exemplos visuais ou voltando pra explicações anteriores. Tipo mostrar imagens de calendários diferentes ou fazer uma atividade onde eles mesmos criam um calendário fictício baseado em elementos da natureza.

Sobre lidar com Matheus e Clara, são desafios diferentes mas igualmente importantes. O Matheus tem TDAH e é aquela coisa: a energia dele não tem fim! Então o que funciona bem é quebrar as atividades em partes menores. Assim ele consegue focar por períodos mais curtos. Também faço uso de materiais visuais chamativos pra prender a atenção dele. Lembro que uma vez usei cartões coloridos com imagens dos diferentes calendários e ele ficou super interessado. Agora, nem sempre dá certo – como aquele dia em que tentei fazer uma atividade só com leitura de texto longo e ele simplesmente não conseguia parar quieto. Aprendi que pra ele, precisa ser dinâmico.

Já com a Clara, que tem TEA, o desafio é diferente. Ela precisa de um ambiente mais estruturado pra se sentir confortável. Então procuro sempre explicar as atividades claramente e manter uma rotina previsível. Ela se dá bem com atividades visuais também, mas que sejam menos estimulantes do que as usadas com o Matheus. Uma coisa legal foi quando fizemos uma linha do tempo em sala e ela pôde participar colocando as figuras no lugar certo. Isso deu super certo! Porém, já tive dias em que quis fazer atividades em grupo sem muito planejamento e percebi que ela se sentiu perdida. O segredo é sempre ter um plano claro.

Enfim, ensinar história pros meninos do 5º Ano é uma aventura cheia de surpresas e aprendizado mútuo. A gente aprende tanto quanto ensina! Saber observar e adaptar conforme as necessidades de cada aluno é essencial – afinal, cada um tem seu jeito único de aprender e perceber o mundo. Bom demais compartilhar essas experiências aqui no fórum e ouvir como vocês também lidam com as particularidades das turmas aí por esse Brasil afora! Até a próxima!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF05HI08 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.