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EF08GE20Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar características de países e grupos de países da América e da África no que se refere aos aspectos populacionais, urbanos, políticos e econômicos, e discutir as desigualdades sociais e econômicas e as pressões sobre a natureza e suas riquezas (sua apropriação e valoração na produção e circulação), o que resulta na espoliação desses povos.

Natureza, ambientes e qualidade de vidaIdentidades e interculturalidades regionais: Estados Unidos da América, América espanhola e portuguesa e África
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08GE20 da BNCC é uma daquelas que parece complicada quando a gente lê, mas na prática dá pra entender direitinho. Basicamente, a ideia é fazer os meninos do 8º Ano entenderem como os países da América e África são em termos de população, cidades, política e economia. E aí a gente discute as desigualdades que existem e como isso impacta o meio ambiente e as riquezas naturais desses lugares. É tipo uma costura que liga o que aprendemos de geografia com questões sociais e ambientais do mundo atual. Os alunos precisam perceber, por exemplo, por que alguns países têm cidades superpopulosas enquanto outros são cheios de áreas rurais e como isso afeta a vida das pessoas. Eles vêm do 7º Ano já sabendo um pouco sobre regiões brasileiras e agora a gente amplia esse olhar pro mundo.

Primeira atividade que eu faço, e que acho que funciona bem, é um debate em sala sobre desigualdades sociais. Olha só, eu começo pedindo pra eles pesquisarem em casa sobre um país da América Latina e um da África. Não precisa ser nada muito profundo, só algumas informações básicas sobre população, economia e política. Usamos internet ou livros da biblioteca pra isso. Na aula seguinte, divido a turma em grupos pequenos e cada grupo fica responsável por apresentar suas descobertas. Aí vira uma roda de conversa onde cada aluno contribui com o que encontrou. Da última vez, o Lucas trouxe umas informações sobre o Quênia e a Luiza falou bastante sobre a Argentina. Fiquei impressionado como eles ligaram a questão das desigualdades sociais com o acesso à educação nesses países. Eles começam a ver que muitas das dificuldades que essas regiões enfrentam são parecidas com as nossas aqui no Brasil.

Outra atividade bacana é um mapa mental coletivo. Pegamos um cartaz grande e divido ele em duas partes: uma pra América e outra pra África. Aí os alunos vão preenchendo com post-its ou escrevendo direto no cartaz características dos países que estamos estudando. Coisas tipo: "muito populoso", "economia baseada em agricultura", "grande cidade industrial", "desigualdade social". Essa atividade leva umas duas aulas porque o pessoal gosta de caprichar na pesquisa e nos desenhos. Na última vez que fizemos, teve uma situação engraçada com o João, ele desenhou um elefante enorme pra representar a riqueza natural da África, mas fez ele tão gigante que quase não cabia no cartaz. A turma toda riu, mas foi legal porque gerou uma discussão sobre biodiversidade e exploração de recursos naturais.

Por fim, gosto de encerrar essa unidade com uma atividade um pouco mais prática: uma simulação de conferência internacional. A sala vira uma mini-reunião da ONU onde cada grupo representa um país ou grupo de países. O objetivo é discutir soluções para problemas como desigualdade econômica e exploração ambiental. Eles têm que se preparar bem, então dou uma semana pra pesquisa antes da simulação. Aí na aula usamos cartazes, bandeirinhas dos países (que a gente mesmo faz com papel colorido) e cada grupo apresenta suas propostas. Essa atividade leva uma aula inteira, mas vale muito a pena. Na última vez, a Júlia se destacou muito representando o Brasil e trouxe umas ideias super criativas pra combater o desmatamento na Amazônia inspiradas nas medidas que leu sobre o manejo florestal na Costa Rica.

Os meninos sempre reagem bem a essas atividades porque não ficam só sentados ouvindo teoria, eles participam ativamente do processo de aprendizado. Além disso, discutir questões reais do mundo ajuda eles a desenvolverem empatia e um senso crítico mais apurado sobre as relações internacionais e os problemas globais.

E vou te falar que dá até orgulho ver essa molecada discutindo temas tão complexos com tanta maturidade. Acho que essas atividades ajudam eles a entenderem seu papel no mundo e como podem contribuir para um futuro mais justo e sustentável. Enfim, espero ter ajudado! Se tiver alguma dúvida ou quiser trocar ideia sobre outras estratégias, só chamar!

Olha, perceber que os meninos entenderam essa habilidade sem fazer prova formal é uma questão de observar bastante, né? Tipo assim, quando eu tô andando pela sala e vejo os alunos discutindo entre eles sobre os temas, isso já dá um sinal. Outro dia mesmo, eu ouvi a Mariana explicando pro João como as diferenças econômicas entre países podem afetar a qualidade de vida. Ela usou um exemplo que eu tinha dado sobre uma cidade na África que enfrenta escassez de água por conta da má gestão de recursos, e eu pensei: "ah, essa entendeu."

Também tem aquelas situações quando você vê um aluno ajudando o outro. Teve uma vez que o Lucas tava com dificuldade de entender como a política influencia a economia de um país. Aí o Pedro chegou do lado dele e começou a desenhar um mapa na folha, mostrando como a América Latina tem uma história política conturbada que impacta a economia. Nesses momentos, dá pra ver que o menino não só entendeu, mas também tá conseguindo passar adiante o que aprendeu. E, olha, isso é ouro! Porque quando eles conseguem explicar pro colega, é sinal de que o conhecimento tá bem fixado.

Agora, sobre os erros mais comuns... Os alunos às vezes confundem causa e consequência nas questões de geopolítica e economia. Lembro do Tiago, que falava que a pobreza em alguns países era causada apenas pela geografia deles. Então tive que dar uma parada e explicar que não é tão simples assim. Aí usei o exemplo do Japão, que tem poucos recursos naturais mas conseguiu se desenvolver por conta de políticas eficientes e investimento em tecnologia. Ele ficou meio surpreso e aí deu aquele estalo de "puta merda, não tinha pensado nisso".

Aí tem também aqueles erros de generalização. A Sofia, por exemplo, disse numa atividade que "todos os países africanos são pobres". Aí eu falei pra ela pesquisar um pouco sobre os tigres africanos, como Botsuana e Ruanda, que têm crescido bastante economicamente nos últimos anos. Quando acontece esse tipo de erro, eu procuro sempre fazer eles se questionarem mais ao invés de só corrigir. É tipo plantar uma pulguinha atrás da orelha pra eles irem buscar mais informação.

Sobre lidar com o Matheus e a Clara... Bom, cada um tem suas particularidades na sala. O Matheus tem TDAH então pra ele é importantíssimo que as atividades sejam dinâmicas e que tenham quebra de rotina. Às vezes faço perguntas rápidas durante a explicação ou uso vídeos curtos pra captar a atenção dele. Já percebi que se eu deixar ele muito tempo na mesma tarefa, ele perde o foco rapidamente. Então divido as atividades em partes menores e dou pequenos intervalos pra ele se mexer ou beber água.

Com a Clara, que tem TEA, o desafio é diferente. Ela precisa de um ambiente mais previsível e tranquilo. Sempre envio as atividades pra ela com antecedência e uso muito material visual porque ajuda ela a entender melhor o conteúdo. Teve uma vez que tentei usar um jogo em grupo e vi que ela ficou bem desconfortável, então agora sempre faço pares ou grupos mais controlados pra garantir que ela se sinta à vontade.

E olha só, uma coisa legal: quando juntamos algumas atividades visuais pro grupo todo usar junto com as necessidades da Clara, percebi que outros alunos também se beneficiam desse jeito de aprender. Então é isso... muitas vezes adaptar para um aluno especial ajuda a turma toda.

Bom gente, acho que era isso que eu queria compartilhar hoje sobre como a gente vai lidando ali na prática mesmo com essa habilidade EF08GE20. Espero ter ajudado alguém aí com essas histórias da sala. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar como faz por aí, tô sempre aberto pra aprender mais também! Abraço!

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