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EF08GE19Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Interpretar cartogramas, mapas esquemáticos (croquis) e anamorfoses geográficas com informações geográficas acerca da África e América.

Formas de representação e pensamento espacialCartografia: anamorfose, croquis e mapas temáticos da América e África
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF08GE19 da BNCC é uma daquelas que a gente precisa trazer pra perto da realidade dos meninos, sabe? Quando a gente fala de interpretar cartogramas, mapas esquemáticos e anamorfoses, muita gente pode pensar que é um bicho de sete cabeças. Mas na prática, é algo que envolve os alunos entenderem como representações diferentes de mapas mostram informações geográficas de formas variadas. Por exemplo, um cartograma pode distorcer o tamanho de um país pra destacar uma informação específica, tipo a população. E um croqui, que é um mapa mais simples e esquemático, ajuda os meninos a localizarem ou traçarem um caminho. A ideia é que eles consigam olhar pra esses tipos de mapas e entender o que está sendo mostrado ali. Eles precisam ligar essas informações com o que já conhecem sobre o espaço geográfico da África e América, o que não é pouca coisa, né?

No 7º ano, por exemplo, a galera já passou por tópicos de orientação e localização no espaço, usando mapas mais tradicionais. Então, no 8º ano, é como se fosse um passo além: não só ver o mapa tradicional, mas também outras formas de representar esse espaço. É importante porque eles começam a perceber que um mapa não é só uma imagem bonitinha, mas uma ferramenta cheia de informações.

Agora vou contar três atividades que eu faço na sala com os meninos do 8º ano pra trabalhar isso. Primeira delas: eu levo cartogramas impressos em papel grande, e aí a gente faz uma atividade bem prática. Eu divido a turma em grupos de cinco ou seis alunos. Dou pra cada grupo um cartograma diferente da África ou América, mostrando coisas como densidade populacional ou recursos naturais. A galera tem que discutir entre si e depois apresentar pro resto da turma o que eles conseguiram interpretar daquele mapa. Eles têm uns 30 minutos pra isso. É bacana porque dá pra ver como eles começam a conectar os pontos. Tipo na última vez, o João e a Maria estavam discutindo sobre como um país na África parecia enorme no mapa por causa da quantidade de recursos hídricos e como isso se conectava com a economia local.

Outra atividade que faço é uma espécie de caça ao tesouro usando croquis. Eu faço uns croquis bem simples do entorno da escola e escondo umas pistas em pontos específicos lá fora (tudo combinado com o pessoal da escola antes, claro). A turma se divide em duplas e tem que seguir os croquis pra achar as pistas e responder umas perguntas geográficas sobre aquele ponto encontrado. Essa atividade leva uns 40 minutos no total, contando a explicação inicial e a resolução das pistas. Os alunos adoram porque saem da sala de aula e eles realmente se engajam muito mais quando tem movimento envolvido. Na última vez que fiz isso, o Pedro ficou super empolgado porque encontrou uma pista difícil num lugar que ele achava que não tinha nada a ver com as dicas do croqui.

Por fim, tem a atividade com anamorfoses geográficas. Essa é mais dentro da sala mesmo. Eu uso o projetor pra mostrar algumas anamorfoses da América Latina alterando o tamanho dos países conforme sua economia ou população. Aí rola uma discussão em sala onde cada aluno escolhe uma anamorfose específica e escreve um pequeno texto sobre como aquela representação muda a percepção deles sobre aquele lugar específico. Isso leva uns 50 minutos incluindo tempo pra pesquisa rápida na internet (usando celulares mesmo) e escrita dos textos. O interessante aqui é ver como eles interpretam essas distorções: a Ana Clara, por exemplo, ficou chocada em como um país parecia tão pequeno numa anamorfose comparada ao mapa tradicional e como isso fez ela refletir sobre sua importância econômica.

Todas essas atividades têm algo em comum: elas são dinâmicas e fazem os alunos pensarem criticamente sobre as representações geográficas — não apenas decorando informações, mas realmente entendendo o porquê dessas representações serem importantes e como elas mudam nossa visão do mundo.

Bom, espero ter ajudado a esclarecer um pouquinho mais sobre essa habilidade da BNCC e como trabalhá-la na prática com os alunos. Se alguém tiver mais ideias ou quiser trocar experiências sobre isso, tô aqui! Abraço!

compreenderem o espaço ao redor deles. E pra perceber se os alunos estão realmente entendendo, sem aplicar uma prova formal, tem toda uma artimanha que a gente desenvolve com o tempo, né? Uma coisa que faço é circular pela sala enquanto eles estão trabalhando em grupo ou fazendo alguma atividade prática. Aí, enquanto observo as conversas, consigo perceber quem tá pegando a ideia e quem ainda tá meio perdido.

Tipo uma vez, tava rolando uma atividade onde eles tinham que criar um croqui do trajeto de casa até a escola. Eu ouvi a Letícia explicando pro João que o croqui não precisa ter escala certinha, e que o importante era mostrar os pontos principais do caminho. Aí pensei "ah, essa aí entendeu". E ela tava certa! Outro dia, vi o Pedro ajudando a Maria com um cartograma. Ele tava mostrando como o mapa deles tava distorcendo os tamanhos dos estados do Brasil de acordo com o número de habitantes, e não pela área. Essas interações são ouro, porque mostram que eles tão não só compreendendo o conceito, mas também aplicando e ajudando os colegas.

Agora, todo mundo sabe que errar faz parte do aprendizado. Os erros mais comuns que vejo na sala são bem variados. Por exemplo, a Sarah sempre confunde croqui com mapa topográfico. Uma vez ela me trouxe um desenho super detalhado com elevações e tudo mais pra um croqui simples que eu tinha pedido. Outro erro frequente é na interpretação dos cartogramas: muitos alunos querem interpretar os tamanhos dos países como se fosse a área real e não a informação que tá sendo destacada. Lembro do Lucas, que passou uns bons 15 minutos tentando me convencer que a Rússia era menor que a Índia porque viu num cartograma de população.

Esses erros acontecem porque é natural tentar associar esses mapas alternativos aos mapas convencionais que eles tão mais habituados. Quando eu pego um erro desses na hora, paro e explico com outro exemplo. Muitas vezes volto ao básico e comparo com algo simples e visual, tipo perguntar "olha aqui nesse mapa de calor, o vermelho tá dizendo onde é mais quente e não onde é maior". Isso ajuda eles a ajustarem a forma de pensar.

Com alunos como o Matheus e a Clara, que têm TDAH e TEA respectivamente, preciso ajustar um pouco minhas estratégias pra garantir que eles também consigam aprender bem essas habilidades. No caso do Matheus, como ele tem dificuldade em manter o foco por muito tempo, eu divido as atividades em partes menores e dou intervalos mais frequentes. Algo que funciona bem é usar materiais táteis ou visuais que ele possa manipular enquanto aprende. Por exemplo, ele gosta muito de usar blocos ou peças de montar pra representar conceitos geográficos; isso ajuda ele a manter a atenção por mais tempo.

Já com a Clara, quem tem TEA, é muito importante dar instruções bem claras e diretas. Sempre procuro ter uma rotina previsível nas atividades pra não gerar ansiedade. Uso bastante imagens claras e organizadas pra explicar os conceitos – ela responde super bem a isso. Uma vez tentamos fazer uma atividade em grupo grande e ela ficou um pouco sobrecarregada com o barulho, então agora eu sempre busco mantê-la em grupos menores onde ela se sinta mais confortável.

Outra coisa foi perceber que certos tipos de material não funcionam tão bem com eles. Trabalhos muito teóricos ou exigindo muita leitura sem apoio visual não rendem tanto pro Matheus e pra Clara. Tive que experimentar bastante até achar o ponto certo entre visual e prático pras necessidades deles.

Bom, gente, é isso aí! Compartilhar essas experiências sempre me faz lembrar do quanto aprendemos todos os dias com os alunos. Ensinar é mesmo uma via de mão dupla. Se alguém tiver mais dicas ou histórias sobre essa habilidade ou outras adaptações que funcionaram na sala de aula, compartilha aqui também! Um abraço, pessoal!

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