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EF08GE09Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar os padrões econômicos mundiais de produção, distribuição e intercâmbio dos produtos agrícolas e industrializados, tendo como referência os Estados Unidos da América e os países denominados de Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Conexões e escalasCorporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundial
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08GE09 da BNCC, na prática, é sobre fazer a galera entender como a economia mundial funciona e onde o Brasil e os outros países do BRICS entram nessa história. A ideia é que os alunos consigam perceber como produtos são produzidos em um canto do mundo, distribuídos pra outro e como isso afeta nossa vida. Tipo, eles precisam saber por que tanta coisa que a gente usa vem da China, ou como o café do Brasil vai parar na xícara de alguém nos Estados Unidos. E isso se conecta com o que a gente já trabalhava no 7º ano, sobre as diferentes economias pelo mundo, mas agora o foco tá mais em entender esses processos e conexões.

A primeira atividade que eu faço é meio que uma "viagem de campo virtual". Eu pego uns vídeos curtos do YouTube que mostram desde a produção de um produto agrícola como soja ou café até a sua exportação. O material é super simples: só os vídeos e o mapa-múndi que tenho no fundo da sala. Divido a turma em pequenos grupos e cada um fica responsável por assistir e discutir um vídeo específico. Isso leva uns 40 minutos de uma aula. Os alunos adoram quando eu faço isso porque eles se sentem tipo investigadores. Na última vez que fiz essa atividade, o João ficou impressionado com o vídeo sobre soja e não parava de falar sobre como a China compra muita soja do Brasil. Ele até perguntou se podia anotar tudo pra contar pro pai dele.

Outra atividade legal é uma simulação de mercado internacional. Eu uso papelzinho e canetinha colorida, nada muito elaborado. Cada grupo representa um país do BRICS ou os Estados Unidos e eles têm que negociar produtos entre si. Essa leva duas aulas, porque primeiro eu explico as regras e depois eles têm tempo pra se preparar e realizar as negociações. Normalmente eles reagem super bem, ficam animados querendo vender seus produtos e negociar preço. Na última vez, a Ana foi um fenômeno! Representando a Índia, ela conseguiu trocar uma carga enorme de algodão por eletrônicos dos EUA, e todo mundo aplaudiu.

A terceira atividade é um debate sobre corporações internacionais. Eu levo recortes de revistas e jornais com notícias atuais sobre empresas como Google, Apple, Petrobras, etc. Divido eles em dois grupos: um pra defender as corporações e outro pra criticar os impactos delas nos países do BRICS. Essa atividade é feita em uma aula só e costuma gerar bastante discussão. Os alunos ficam super engajados porque envolve opiniões pessoais e eles adoram dar opinião! Uma vez, o Pedro levantou uma questão super interessante sobre corrupção em grandes corporações brasileiras, o que levou o debate pra um nível muito mais profundo.

Essas atividades ajudam muito a turma a entender não só os padrões econômicos mas também como essas relações internacionais têm impacto direto na nossa vida diária. E é incrível ver como alguns alunos passam a enxergar as etiquetas dos produtos de maneira diferente ou começam a discutir com os pais temas de economia mundial. Acho que o mais legal é quando eles percebem que tudo isso não tá tão distante assim da realidade deles.

Bom, espero ter dado uma ideia de como eu aplico essa habilidade na sala de aula. É sempre um desafio fazer com que assuntos tão complexos façam sentido pra galera e se tornem interessantes, mas com criatividade dá pra tirar leite de pedra! Se alguém tiver outras ideias ou quiser trocar figurinhas sobre como trabalha isso com os alunos, tô aqui sempre aberto pra aprender também!

Então, pra saber se os meninos tão realmente entendendo esse lance todo sem precisar fazer prova formal, eu fico de olho durante as aulas mesmo. Quando a gente circula pela sala, dá pra perceber quem tá pegando a ideia. Tipo assim, outro dia eu tava caminhando entre as mesas e ouvi o Pedro explicando pro Lucas como a China conseguiu se tornar um gigante na produção de eletrônicos. Ele tava falando que eles têm uma mão de obra gigantesca e barata, além de políticas do governo que incentivam a produção. Nessas horas, eu penso "ah, esse entendeu". Ou quando vejo a Júlia falando pra turma que o Brasil é um dos maiores exportadores de soja por causa da terra fértil e do clima, aí vejo que ela tá ligando os pontos.

Eu gosto de reparar também nas conversas informais que eles têm entre si. Às vezes no intervalo ou na saída da aula, eles tão discutindo sobre uma notícia que viram na TV sobre economia e aí eu percebo que tão levando o que aprenderam pra vida fora da escola. Uma vez, peguei a Ana e o Gustavo debatendo sobre um documentário que viram na Netflix sobre como o fast fashion funciona e como isso tá ligado à produção na Ásia. Acho fantástico ver quando eles trazem essas discussões por conta própria.

Mas claro, tem aqueles erros comuns né? O João, por exemplo, sempre confunde o PIB com o IDH. Ele acha que porque um país tem um PIB alto, automaticamente é desenvolvido. Aí eu sempre explico que não é bem assim, que o IDH leva em conta outros fatores como educação e saúde. A Maria já erra ao pensar que todos os países do BRICS têm o mesmo peso econômico no mundo. Eu tento corrigir esses erros na hora, mostrando gráficos ou dados atualizados pra eles verem as diferenças.

Agora, sobre o Matheus com TDAH e a Clara com TEA, tenho que adaptar algumas atividades pra eles. Pra começar, com o Matheus, as instruções precisam ser claras e curtas. Ele se distrai fácil, então uso fichas coloridas pra marcar etapas das atividades. Isso ajuda ele a se organizar e não perder o fio da meada. E também dou mais tempo pra ele fazer as coisas, porque sei que ele demora um pouco mais para se concentrar.

Com a Clara, as coisas são um pouco diferentes. Ela gosta de previsibilidade nas atividades e de saber exatamente o que vai acontecer na aula. Então procuro manter uma rotina bem definida e aviso antes quando vamos mudar algo. Ela também se dá bem com recursos visuais, então uso muitos mapas e esquemas nas atividades dela. Certa vez tentei usar um joguinho de simulação econômica online com ela, mas não foi muito bom porque tinha muitos estímulos ao mesmo tempo e ela acabou se perdendo.

Ah, tinha esquecido de contar que uma coisa legal pro Matheus foi usar uma tabela com emojis pra ele expressar como tava se sentindo durante as aulas. Tipo assim, ele poderia apontar um emoji triste ou feliz dependendo se tava entendendo ou não, aí eu sabia quando precisava dar mais atenção.

Bom, acho que é isso! Espero ter contribuído com alguma ideia útil pro pessoal aqui do fórum. Se alguém tiver mais alguma dica ou quiser compartilhar como lida com essas situações em sala de aula, tô por aqui! Até mais!

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