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EF08GE08Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar a situação do Brasil e de outros países da América Latina e da África, assim como da potência estadunidense na ordem mundial do pós-guerra.

Conexões e escalasCorporações e organismos internacionais e do Brasil na ordem econômica mundial
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Oi pessoal, tudo certo? Hoje eu vim aqui falar um pouco sobre como eu trabalho a habilidade EF08GE08 com a galera do 8º ano. Essa habilidade é sobre entender a posição do Brasil e de outros países da América Latina e da África no cenário mundial depois da Segunda Guerra, além de entender o papel dos Estados Unidos nesse contexto todo. É coisa séria, mas dá pra deixar mais leve e interessante para os meninos.

Então, como a gente entende essa habilidade na prática? Olha, é basicamente fazer os alunos perceberem como o Brasil e esses países todos se conectam no mundo das relações internacionais, e como os Estados Unidos têm essa influência toda. Os meninos precisam conseguir olhar para um mapa ou uma notícia e sacar por que o Brasil tem uma relação assim com tal país, ou como a história desses países afeta o presente deles. Tá ligado em geopolítica? É isso aí, mas de um jeito que faça sentido para eles que estão começando a entender o mundo.

Na prática, eles já têm uma noção de geografia básica do ano anterior, sabem localizar países, capitais, essas coisas. Agora é fazer essas conexões ganharem mais sentido. Tipo, quando tem uma notícia sobre uma conferência internacional ou sobre algum acordo econômico, eles já precisam sacar por que aquilo importa pra gente aqui.

Uma das atividades que eu faço é usar mapas interativos que encontramos na internet. A galera adora mexer em computador e essas coisas mais tecnológicas chamam muito a atenção deles. Eu levo os meninos pro laboratório de informática, divido em grupos pequenos, uns quatro ou cinco por computador. Aí uso uns 50 minutos da aula pra eles navegarem por esses mapas interativos e explorarem as relações econômicas entre os países. Eles ficam surpresos quando descobrem que o Brasil exporta soja pra China ou carne pros EUA. Uma vez, a Ana Clara ficou chocada que a gente exporta tanto minério de ferro pra China e falou: “Professor, por isso que vejo tanto caminhão de minério na estrada!”, aí já ligou com o que vê no dia a dia. Eles fazem muitas perguntas e acabam aprendendo mais uns com os outros também.

Outra atividade legal é fazer um debate simulado entre países. Eu divido cada turma em grupos e cada grupo representa um país da América Latina ou da África. Dei pra cada grupo uns artigos simples sobre a história política e econômica recente dos seus países e deixei eles prepararem uma apresentação rápida. Depois cada grupo tem que defender os interesses do seu país numa reunião fictícia das Nações Unidas. Isso leva umas duas aulas completas. O Pedro teve que representar a Argentina e queria insistir em falar sobre futebol o tempo todo! Mas depois ele entendeu que devia focar mais nas questões econômicas para o debate fazer sentido. É sempre engraçado ver como tentam argumentar pelas perspectivas dos países.

E não posso deixar de falar do uso de filmes e documentários. Passo parte do filme “Encontro com Milton Santos” para eles entenderem como a globalização afeta diferentes regiões do mundo, inclusive no Brasil. Usei também partes de outros documentários curtos disponíveis no YouTube sobre Cuba ou sobre a política externa dos EUA na América Latina. Depois faço eles discutirem em grupos menores sobre o impacto dessas relações para os países estudados. Lembro que o Lucas comentou que não sabia nada sobre o embargo econômico em Cuba e ficou intrigado com isso. Disse que ia buscar mais informação porque estava curioso mesmo.

Essas atividades ajudam muito porque saem do tradicional “abrir livro e fazer exercício”. Eles conseguem ver as coisas de forma mais prática e relacionar com o mundo ao seu redor. A gente sabe que nem sempre vai ter tempo ou estrutura perfeita pra tudo isso, mas quando dá certo é gratificante ver eles saindo da sala com aquela expressão de quem aprendeu algo novo.

Bom, pessoal, é isso aí por hoje! Espero que essas ideias ajudem vocês também aí nas aulas. Se alguém tiver mais sugestões ou quiser trocar umas figurinhas sobre outras atividades, tô por aqui! Abraço!

e olha, é incrível ver quando eles começam a pegar o jeito da coisa. Um dos momentos em que eu mais percebo que um aluno entendeu esse conteúdo é quando tô circulando pela sala e escuto as conversas deles. Tipo, outro dia, o João tava explicando pro Pedro como o Brasil, por exemplo, fez parte do bloco dos não-alinhados durante a Guerra Fria. Ele falava com tanta confiança que eu pensei comigo: “Ah, esse menino entendeu mesmo!”

Outra situação foi quando a Ana tava ajudando a Luísa a entender sobre o papel dos Estados Unidos nesse contexto. Elas estavam discutindo na carteira sobre como os EUA influenciaram economicamente vários países e a Ana exemplificou com aquele velho caso do Plano Marshall na Europa, e como essa ideia de ajuda econômica também se refletiu aqui nas Américas de certa forma. Isso me deixou feliz demais, porque é justamente essa troca entre eles que faz o aprendizado valer a pena.

Agora, falando dos erros mais comuns, tem aqueles clássicos. Tipo o Marcelo sempre confunde qual país fazia parte de qual bloco na Guerra Fria. Ele vive colocando o Brasil como aliado dos EUA sem entender que a coisa era mais complexa. Isso acontece porque, às vezes, eles simplificam demais as coisas na cabeça deles pra tentar memorizar. Quando percebo isso na hora, dou um jeito de explicar ali mesmo com um exemplo que faça sentido pra ele. Falo algo tipo: “Marcelo, pensa no Brasil como aquele amigo da turma que tá sempre tentando não tomar partido em briga nenhuma, mas que acaba dialogando com todo mundo”. Isso ajuda um pouco e ele sempre ri.

A Júlia também vive trocando os papéis da União Soviética e dos Estados Unidos. Ela vê os filmes e séries e acha que tudo era tudo preto no branco, mas aí eu trago exemplos das parcerias comerciais e culturais que existiam entre esses blocos pra mostrar que não era assim tão simples. Com ela, eu acabo mostrando uns vídeos curtos de documentários ou trechos de programas antigos pra fixar mais essas ideias.

E sobre o Matheus e a Clara, com eles eu tenho um cuidado todo especial. O Matheus tem TDAH e ele precisa de atividades que prendam a atenção dele de forma dinâmica. Então, costumo fazer atividades mais rápidas com ele, tipo quizzes ou jogos de tabuleiro adaptados ao tema. Ele adora quando fazemos isso em dupla porque consegue se concentrar mais quando há uma competição leve ou um amigo do lado dando aquele empurrãozinho.

A Clara tem TEA e precisa de um ambiente mais controlado e previsível. Então já aprendi a usar rotinas visuais pra ela saber exatamente o que vai acontecer na aula. Criei uns cartões coloridos com as etapas das atividades que vamos fazer. E fico sempre por perto pra dar aquele suporte necessário caso ela se sinta perdida em algum momento.

Uma vez tentei usar muita tecnologia com eles achando que ia ser uma boa ideia pra engajar mais, mas aí não deu tão certo pro Matheus porque muita informação visual ao mesmo tempo acabou distraindo ele demais. Já pra Clara foi até bacana porque ela gosta de assistir vídeos sozinha no tablet com fones de ouvido num canto tranquilo.

Enfim, a chave mesmo é adaptar e observar. Cada dia é uma surpresa diferente e a gente aprende muito também convivendo com eles. Bom galera, acho que por hoje é isso! Se vocês tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar suas experiências com essa habilidade ou com alunos especiais, vou adorar saber! Abraço a todos!

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