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EF06GE13Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar consequências, vantagens e desvantagens das práticas humanas na dinâmica climática (ilha de calor etc.).

Natureza, ambientes e qualidade de vidaAtividades humanas e dinâmica climática
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, essa habilidade EF06GE13 da BNCC, é meio que um desafio, mas também uma oportunidade da galera do 6º ano entender como as coisas que a gente faz no dia a dia impactam o clima e o ambiente ao nosso redor. Tipo assim, quando falo de "ilha de calor", tô falando daquela sensação de forno que a gente sente em algumas partes da cidade por conta do excesso de concreto e falta de verde, sabe? Então, a ideia é fazer os meninos perceberem como as ações humanas, tipo desmatamento, construção desordenada, poluição, essas coisas todas, acabam bagunçando o clima e alterando a qualidade de vida.

Os alunos já chegam no 6º ano com um pouco de noção sobre meio ambiente e cuidados com a natureza. No 5º ano, eles aprendem sobre reciclagem e poluição. Então, a gente pega essa base que eles têm e começa a aprofundar o papo. É importante que eles consigam não só identificar esses problemas, mas também pensar nas consequências dessas ações pro clima e pro nosso bem-estar. E nem sempre é fácil pra eles verem essas relações diretas, né? Por isso eu gosto de usar exemplos concretos, do dia a dia deles.

Uma das atividades que faço é levar a turma pra uma caminhada na escola e nos arredores. Olha só como funciona: peço pra eles levarem caderno e lápis, nada muito mirabolante. A gente vai andando e observando as coisas. Pergunto o que eles sentem em diferentes partes do pátio e das ruas próximas. Tem muita sombra? Muito concreto? Tá mais quente em algum lugar específico? Essa caminhada leva uns 40 minutos e é quase um passeio mesmo, mas com propósito. Da última vez que fizemos isso, a Letícia notou que perto das árvores era bem mais fresco e o Lucas ficou impressionado com o tanto de lixo jogado no chão ao redor da quadra. É legal ver como eles começam a entender na prática o que é essa tal "ilha de calor".

Outra atividade bacana é trabalhar com mapas simples. Eu gosto de usar mapas impressos da nossa cidade mesmo, coisa fácil que a gente consegue pela internet ou em papelarias. Divido os alunos em grupos pequenos de 4 ou 5, assim eles conseguem discutir melhor entre si. A ideia é cada grupo marcar no mapa as áreas que eles acham que podem ser "ilhas de calor" e as áreas mais verdes. Eles têm uns 30 minutos pra fazer isso e depois cada grupo apresenta suas ideias pro resto da turma. Da última vez, o Pedro lembrou do parque perto da casa dele e como sempre é mais fresco lá. A Ana disse que na rua dela tem muito asfalto e quase nenhuma árvore e por isso é sempre quente demais. É legal como os mapas ajudam eles a visualizar melhor essas questões.

E por fim, gosto de fazer uma roda de conversa pra discutir soluções. Eu levo algumas imagens impressas ou até mostro um vídeo curtinho sobre iniciativas pra reduzir ilhas de calor em outras cidades. Pode ser coisa simples tipo plantar mais árvores ou pintar telhados de branco. Aí deixo a turma falar sobre o que acham dessas ideias e se seria possível aplicar aqui na nossa cidade. Isso leva uns 20 minutos e sempre rende boas discussões. Na última roda, o João sugeriu fazer campanhas na escola pra plantar mais árvores no pátio e a Mariana teve a ideia de organizar uma coleta de lixo mensal nas redondezas.

Essas atividades são bem práticas e ajudam os meninos a verem as coisas com outros olhos. Ao invés de só ficarem na teoria, eles entendem como o ambiente muda conforme as ações humanas vão acontecendo ao redor deles. E mais importante ainda, começam a pensar em soluções e como podem ser parte dessas mudanças positivas.

Bom, é isso aí pessoal! Fico feliz quando vejo a turma engajada nesses assuntos porque são questões importantes para o futuro deles. E vocês? Como têm trabalhado essa habilidade nas suas turmas? Me contem suas experiências também!

Eu percebo que os meninos realmente entenderam a habilidade EF06GE13 quando vejo como eles interagem entre si e com o conteúdo no dia a dia. Tipo, às vezes, enquanto tô circulando pela sala, escuto um aluno dizendo pro outro algo como "você percebeu que tá mais quente aqui porque tem mais prédio?", ou "nossa, lá na chácara dos meus avós é bem mais fresquinho por causa das árvores". Aí, é bem legal ver que eles tão pegando o conceito de maneira prática. Já teve vez em que a Luana tava explicando pro Joãozinho sobre desmatamento e como isso altera o clima. Ela usou um exemplo super simples, comparando a sala de aula sem ventilador com uma floresta sem árvores. E o Joãozinho só balançava a cabeça, do tipo "agora eu entendi!".

Os erros mais comuns que vejo nessa habilidade são aqueles em que os alunos confundem causa e efeito. Tipo, o Pedro uma vez falou que as cidades são quentes porque tem ar condicionado demais. Aí eu tive que intervir e explicar que o ar condicionado é mais uma consequência do calor urbano do que a causa em si. Outra confusão comum é sobre o desmatamento: muitos acham que só cortar umas árvores não vai fazer tanta diferença assim. A Marcela, por exemplo, já falou isso numa conversa, e aí eu aproveitei pra explicar como uma pequena área desmatada pode ter um efeito em cadeia no microclima local. Os erros acontecem, acredito eu, porque às vezes eles pensam de forma muito isolada, não conseguem ver o todo. Quando pego esses deslizes na hora, procuro sempre usar exemplos bem concretos ou até experiências práticas pra clarear a ideia pra eles.

Agora, quando se trata do Matheus e da Clara, preciso ajustar algumas coisas nas atividades pra envolver todo mundo e fazer sentido pra eles. O Matheus tem TDAH e precisa de atividades que sejam mais dinâmicas e curtas. Descobri que se divido as tarefas em partes menores e mais focadas, ele consegue se concentrar melhor. Por exemplo, ao invés de uma atividade escrita longa, faço pequenas tarefas com intervalos de movimento no meio, tipo dar uma volta pela sala ou ir até o mapa apontar algo. Já a Clara, que tá dentro do espectro TEA, precisa de rotinas previsíveis e aquilo que a gente chama de apoio visual. Então, sempre procuro usar imagens, gráficos e vídeos curtos que ajudam ela a visualizar os conceitos. Uma vez fizemos um mapa mental juntos sobre as mudanças climáticas urbanas e isso funcionou super bem pra ela.

No caso do Matheus, também percebi que ele se sai melhor quando usa recursos tecnológicos. Tablets ou jogos educativos sobre o clima chamam a atenção dele muito mais do que papel e caneta. Com a Clara, tentei usar algumas histórias visuais que narram como as cidades vão mudando o clima ao longo dos anos. Foi um sucesso! Mas já teve vezes que não funcionou tão bem... Uma vez experimentei um jogo online com ela e não foi legal; ela acabou ficando mais ansiosa com os estímulos rápidos do jogo.

Ah, outra coisa: dou sempre um tempo extra pra eles terminarem as atividades e busco verificar se entenderam individualmente. Tentar fazer com que eles se sintam parte da turma sem diferenciação é essencial também. Lidar com essas particularidades é um desafio diário mas também muito recompensador.

Bom, gente, é isso! Esses são os desafios e estratégias que uso pra trabalhar essa habilidade na sala de aula. Espero ter ajudado quem tá passando por algo parecido ou procurando novas ideias pra aplicar com os seus alunos. Se alguém tiver outras sugestões ou quiser compartilhar suas experiências também, tô por aqui! Valeu demais pela troca! Até a próxima!

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