Voltar para Geografia Ano
EF06GE02Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedade, com destaque para os povos originários.

O sujeito e seu lugar no mundoIdentidade sociocultural
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando eu vejo essa habilidade EF06GE02, eu penso logo em ajudar a galera do 6º ano a enxergar como diferentes sociedades, ao longo do tempo, foram mudando as paisagens ao seu redor. É como mostrar pra eles que o lugar onde a gente vive hoje não é só o que tá aqui agora, mas um resultado de tudo que foi feito antes. Tipo assim, os povos indígenas, por exemplo, tinham e ainda têm uma relação muito própria com a terra, e isso influenciou os lugares onde viveram.

A ideia é fazer os meninos perceberem essas mudanças e entenderem que cada grupo de pessoas traz algo diferente pro lugar onde estão. Eles precisam conseguir olhar pras paisagens e sacar como e por que elas foram transformadas. Isso vai além de só dizer que "aqui tinha uma floresta e agora tem uma cidade". É sobre entender o processo, as escolhas feitas por essas sociedades e como isso tudo impacta a nossa identidade e cultura.

A turma já chega no 6º ano com alguma noção de que as pessoas mudam o ambiente onde vivem, principalmente por causa do conteúdo que viram no 5º ano sobre meio ambiente. Então, eu aproveito essa base pra aprofundar mais o olhar crítico deles sobre as paisagens, mostrando que essas mudanças não são só recentes e nem sempre são ruins ou boas por si só. É entender o contexto dessas modificações.

Agora, vou contar um pouco das atividades que faço pra trabalhar isso na prática. Uma delas é a famosa "linha do tempo da paisagem". Uso papel craft, fotos antigas e atuais do nosso bairro que pego na internet (de sites de história local ou arquivos públicos), e divido a turma em pequenos grupos. Cada grupo fica responsável por uma parte da linha do tempo: passado distante (como era antes dos portugueses chegarem), passado recente (como era há uns 50 anos) e o presente.

Eles colam as imagens na sequência certa e depois a gente troca ideias sobre o que mudou em cada período. Esse debate leva umas duas aulas completas. É muito legal ver como eles reagem. Da última vez que fiz essa atividade, o Pedro ficou impressionado com a quantidade de árvores que tinham antigamente no lugar onde agora é o terminal de ônibus aqui do bairro. Ele comentou algo tipo "Nossa, dava pra pensar que era um parque!". Aí, puxo pra discutir as razões dessas mudanças: crescimento populacional, necessidades econômicas...

Outra atividade que gosto muito é a "visita guiada imaginária". Nessa eu reúno a turma em duplas e cada dupla recebe um trecho de um texto ou relato de viajantes antigos sobre as paisagens do Brasil de séculos passados. Eles têm que ler esse trecho em voz alta pra turma como se fossem guias turísticos daquela época. Dou umas dicas pra eles usarem mapas antigos também (que imprimo em tamanho grande) e pedirem pra turma imaginar mesmo como era aquele lugar.

Geralmente essa atividade ocupa mais ou menos uma aula inteira. E aí sempre tem aquelas reações engraçadas! Na última vez, a Ana Clara fez uma apresentação tão empolgada sobre como era o Rio de Janeiro visto pelos primeiros viajantes portugueses que todo mundo queria fazer perguntas como se ela realmente tivesse estado lá! Isso faz eles se envolverem muito com o tema.

E não posso deixar de falar da "oficina de maquetes", onde eles criam maquetes representando diferentes tipos de sociedade ao longo do tempo: indígenas, coloniais e contemporâneas. Uso materiais simples tipo papelão, massinha de modelar, tinta guache... Divido a turma em três grandes grupos, cada um responsável por uma época. Eles têm umas duas semanas pra planejar e executar isso nas aulas.

Da última vez, o grupo da sociedade indígena fez uma aldeia tão detalhada que até colocaram uns bonequinhos representando os indígenas com penas feitas de papel colorido! A Júlia disse toda animada "Olha só minha oca! Até dá pra ver a fogueira dentro!". No fim, expomos tudo na escola e eles explicam pros outros alunos e professores sobre as escolhas feitas nas maquetes.

O mais bacana dessas atividades é ver como os alunos começam a perceber as paisagens de forma mais crítica e consciente. E eu sinto que eles saem dessas experiências mais conectados com o próprio lugar onde vivem, entendendo melhor sua identidade sociocultural. É um processo gostoso de acompanhar, ver o crescimento deles nessa jornada.

Bom gente, é isso aí! Espero que essas ideias possam ajudar quem tá começando ou buscando novas maneiras de abordar essa habilidade. Se tiverem outras dicas ou experiências diferentes pra compartilhar, tô sempre aqui pra trocar uma ideia! Valeu demais!

Olha, perceber que um aluno aprendeu sem aplicar aquela prova formal é uma questão de estar atento durante as aulas, sabe? Você tá ali circulando na sala, ouvindo as conversas, e de repente, capta uma fala ou vê uma ação e pensa: "esse menino aí entendeu!". Um exemplo bem claro foi um dia daqueles em que a gente tava discutindo sobre como o crescimento urbano muda a paisagem. Aí eu ouvi a Júlia virando pro Pedro, meio que explicando assim: "mas olha, Pedro, antigamente aqui em Goiânia tinha mais verde e agora tá cheio de prédios porque as pessoas precisavam de lugar pra morar e trabalhar". Rapaz, na hora pensei: "entendeu direitinho o conceito de urbanização!".

Outra situação foi com o João, aquele menino que sempre fica lá no fundo e não fala muito. Uma vez ele tava desenhando no caderno enquanto eu explicava e parecia distraído. Mas, quando passou do lado dele, vi que ele tava fazendo um antes e depois de uma área urbana. Ele mesmo criou um desenho com árvores e depois mostrou a mesma área cheia de construções. Aí eu perguntei: "João, o que você tá desenhando aí?". Ele respondeu: "tô mostrando como a cidade vai mudando". Puxa vida, foi muito bom ver que ele captou o espírito da coisa só desenhando.

Aí, tem aqueles momentos em que um aluno ensina o outro. Aí sim você vê que eles internalizaram o que foi discutido. Certa vez, o Lucas tava com dúvida sobre como as sociedades antigas usavam os recursos naturais, daí vi a Ana Paula explicando: "Olha Lucas, eles plantavam perto do rio pra ter água fácil pras plantações". Ver isso rolando na prática é gratificante demais.

Mas nem tudo são flores e sempre tem aqueles erros comuns que aparecem. Um erro que vejo muito é quando confundem paisagem natural com paisagem modificada. Tipo assim, teve uma vez a Mariana e o Felipe estavam discutindo uma foto de uma floresta com um rio cortando pelo meio. O Felipe falou: "Ah, isso aí é tudo natureza pura". Daí a Mariana respondeu: "Não é não, não vê que o rio foi desviado pelos fazendeiros?". Esse tipo de confusão acontece porque os alunos às vezes veem a paisagem e não percebem as intervenções humanas sutis. Quando pego esses erros na hora, procuro mostrar exemplos mais claros ou uso comparações fotográficas pra destacar as diferenças.

Sobre lidar com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA, é um desafio diário adaptar atividades pra ajudar eles sem deixar de lado os outros alunos. Pro Matheus, por exemplo, eu gosto de usar atividades mais práticas e movimentadas. Se tô falando de como o solo se transforma com a urbanização, por exemplo, faço ele pesquisar na internet por imagens antes e depois — ele adora isso! E tento organizar o tempo com intervalos curtos pra ele não perder o foco.

Pra Clara que tem TEA, tento ser o mais visual possível nas explicações. Uso mapas coloridos e figuras bem detalhadas porque ela responde bem a estímulos visuais. Uma coisa que deu certo foi usar maquetes pra mostrar transformações urbanas — ela gosta de tocar nas coisas pra entender melhor. Mas já teve uma vez que tentei usar um jogo de tabuleiro pra explicar crescimento urbano e não rolou muito bem. Ela ficou perdida nas regras e não conseguiu acompanhar.

Uma coisa importante também é adaptar o ritmo da aula. Com ambos, procuro dar mais tempo para as atividades individuais e evitar forçar respostas rápidas nas discussões em grupo. Às vezes deixo eles trabalharem juntos em dupla em tarefas específicas — deu certo quando pedi pro Matheus ajudar a Clara numa busca por imagens na internet.

Bom, galera, é isso aí! Espero ter conseguido dar uma ideia de como percebo o aprendizado dos meninos no dia a dia sem precisar daquela coisa toda formal das provas. E também compartilhei como lido com alguns dos desafios na sala de aula pra atender todo mundo da melhor forma possível. Se alguém tiver alguma dica ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui aberto pra trocar ideias! Abraço a todos!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF06GE02 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.