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EF06GE09Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Elaborar modelos tridimensionais, blocos-diagramas e perfis topográficos e de vegetação, visando à representação de elementos e estruturas da superfície terrestre.

Formas de representação e pensamento espacialFenômenos naturais e sociais representados de diferentes maneiras
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF06GE09 da BNCC é um desafio legal de trabalhar, viu? Na prática, o que eu entendo disso é que a gente tem que ajudar os alunos do 6º ano a representar o nosso mundo em 3D. Não é só desenhar no papel, mas pensar como as coisas se conectam no espaço. É tipo quando você pega um mapa e tenta imaginar como seria aquele relevo, com montanhas e vales, em tamanho real na sua frente. E os meninos têm que conseguir visualizar isso e até construir modelos que representem essas ideias. É como se estivéssemos treinando eles pra serem pequenos geógrafos ou arquitetos, sabe?

A turma já veio do 5º ano com uma noção básica de mapas e localização. Eles sabem ler mapas simples, identificar algumas características, como rios e cidades. Mas agora a gente vai além: quer que eles consigam pensar em como essas coisas são na realidade tridimensional. Então, quando falamos em modelos tridimensionais ou blocos-diagramas, estamos falando de conseguir fazer um desenho virar uma maquete, por exemplo.

Bom, agora vou contar sobre três atividades que faço com a turma pra trabalhar isso.

A primeira atividade é a construção de maquetes de relevo. Pro material, a gente usa papelão que eu consigo lá na secretaria da escola (sabe como é, né? Aproveitar o que tem), massa de modelar de várias cores e tinta guache. Aí, eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos, porque funciona melhor assim: eles discutem entre si, trocam ideias e a coisa flui mais. Essa atividade costuma levar umas duas aulas. Na primeira aula, eles planejam e começam a montar o esqueleto da maquete; na segunda, pintam e finalizam. Da última vez que fizemos isso, o Pedro começou a construir uma montanha tão alta que precisou refazer porque não tava em proporção com o resto. Mas ele tirou isso de letra e no final o grupo dele fez o melhor vulcão da turma!

Outra atividade que gosto muito é criar blocos-diagramas usando dobraduras e papel cartolina. A gente faz tipo um origami geométrico que depois vira uma representação do relevo ou da vegetação. Parece complicado, mas os meninos adoram. Eu passo uns vídeos curtos antes pra mostrar como faz, aí eles tentam replicar. Isso dá pra fazer numa única aula se todo mundo estiver concentrado — o que nem sempre acontece! Uma vez o Lucas se empolgou demais com as dobraduras e acabou criando um bloco-diagrama que parecia mais uma cidade futurista do que uma montanha! A turma caiu na risada, mas ele foi super criativo.

A terceira atividade é sobre perfis topográficos feitos com barbante e papel milimetrado (simples e barato). Aqui eu organizo a turma em duplas pra que eles se ajudem e compararem os resultados. Eles colocam o barbante sobre um mapa topográfico pra criar um perfil que depois desenham no papel milimetrado. Leva uma aula inteira e exige muita atenção aos detalhes. Na última vez, a Mariana tava super perdida com os cálculos das altitudes, mas aí o João — que é fera nisso — deu umas dicas e ela conseguiu terminar direitinho.

E olha só, esse tipo de atividade não só desenvolve a parte técnica deles mas também estimula muita coisa importante: criatividade, trabalho em equipe e planejamento. Além disso tudo, eles começam a perceber como tudo que aprendem tem aplicação no mundo real. É bacana ver essa evolução nos meninos.

Então é isso, pessoal! Só quis compartilhar aqui essas ideias práticas porque sei como pode ser difícil traduzir essas habilidades da BNCC em atividades concretas pro dia a dia da sala de aula. Espero que ajude alguém por aí!

Até mais!

A turma do 6º ano é uma caixinha de surpresas, né? E perceber quando os meninos realmente aprenderam algo vai muito além de uma nota na prova. Eu ando pela sala, olho o que eles estão fazendo, ouço as conversas deles. Quando eu vejo o José explicando pra Ana como ele imaginou o mapa de uma cidade que criamos, e ele fala com detalhes sobre as partes mais altas e os rios, aí eu penso "esse moleque entendeu".

Tem um dia que a Júlia tava toda entusiasmada porque ela começou a usar o que aprendeu na aula pra desenhar o bairro dela no caderno. Ela veio me mostrar toda animada, apontando onde tinha morro, onde a rua faz aquela curva esquisita porque tem um riozinho ali. Ali eu percebi que ela tava começando a ver o mundo com olhos de geógrafa.

Agora, erro comum... Ih, tem vários. O Pedro, por exemplo, sempre confunde as direções cardeais. A gente tava conversando sobre como o sol nasce no leste e se põe no oeste, e ele apontou pro norte dizendo que era ali que o sol nascia. Bom, isso acontece porque às vezes eles têm dificuldade em internalizar essas noções mais abstratas. E aí eu brinco com eles de ser uma "bússola humana". Coloco eles em pé, faço eles virarem pro leste enquanto falo sobre o sol nascer e depois pro oeste pra ver a hora do pôr do sol. Assim, espero que eles fixem melhor.

Quando algum erro aparece na hora, tipo assim: quando a Maria tava desenhando o relevo de um mapa e acabou confundindo um vale com uma montanha por causa das sombras, eu paro tudo. Faço questão de explicar ali mesmo, usando até outros desenhos pra mostrar as diferenças. Porque se não corrigimos logo, eles podem levar essas confusões adiante.

E aí vem o Matheus. Ele tem TDAH e precisa de um ritmo diferente. Eu já percebi que ele aprende melhor quando tá em movimento. Então, deixo ele montar mapas usando blocos ou qualquer material mais físico, sabe? Ajuda ele a focar e entender melhor as coisas. Mas olha, já tentei fazer com que ele desenhasse sentado por muito tempo... não rolou! Não adianta forçar.

A Clara é um caso especial também. Ela tem TEA e às vezes demora um pouco mais pra socializar com as outras crianças. Mas o jeito dela observar tudo detalhadamente é incrível. Quando a atividade é de construção de maquetes ou mapas em 3D, eu sempre deixo ela usar um tempinho extra pra fazer no canto dela primeiro antes de compartilhar com a turma. E já vi que ela gosta de usar cores diferentes pra cada parte do mapa, então sempre deixo materiais mais coloridos à disposição.

De vez em quando tento envolver os dois juntos em atividades colaborativas simples. Tipo pedir pro Matheus ajudar a Clara com alguma parte do desenho ou modelagem que precisa de mais interação física. Isso dá certo porque cada um ajuda o outro nas suas dificuldades.

O que não deu certo foi tentar forçar a Clara a apresentar suas ideias na frente da turma quando ela não queria. Aprendi rápido que ela se expressa melhor através dos trabalhos e não falando.

No fim das contas, é sempre uma questão de adaptar e observar mesmo. Cada dia é um aprendizado novo pra mim também. Bom, vou ficando por aqui. Espero que essas histórias ajudem vocês a entender como personalizar as aulas pode ser valioso! Até logo!

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