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EF05GE08Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Analisar transformações de paisagens nas cidades, comparando sequência de fotografias, fotografias aéreas e imagens de satélite de épocas diferentes.

Formas de representação e pensamento espacialMapas e imagens de satélite
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF05GE08 da BNCC é uma das que eu acho mais interessantes de trabalhar com os meninos do 5º ano. Basicamente, eles precisam aprender a olhar pras paisagens das cidades e entender como elas mudaram ao longo do tempo. Sabe quando a gente vê aquelas fotos antigas de algumas décadas atrás e compara com as de hoje? Pois então, é isso que a gente tem que fazer com eles, mas usando não só fotos antigas, mas também fotografias aéreas e até imagens de satélite. A ideia é que eles consigam perceber as mudanças que aconteceram nas cidades, tipo onde antes era mato e agora tem um monte de prédio ou uma avenida nova que surgiu.

O legal é que essa habilidade se conecta muito com o que eles já vêm estudando nos anos anteriores. Já na série anterior, a criançada aprende sobre o que são paisagens, a diferença entre naturais e modificadas pelo homem, essas coisas. Agora, no 5º ano, a gente aprofunda mais, mostrando como as cidades não são estáticas. Elas tão sempre em transformação e isso impacta a vida das pessoas.

Bom, agora vou contar pra vocês como eu trabalho isso em sala de aula. Uma das atividades que faço é levar os alunos pra uma viagem no tempo com fotos antigas da nossa cidade, Goiânia. Eu peço pros alunos trazerem fotos antigas de casa, se tiverem, mas também uso imagens da internet que mostrem bairros conhecidos daqui em diferentes épocas. Divido a turma em grupos de 4 ou 5 e dou pra cada grupo uma sequência de fotos do mesmo local em épocas diferentes. Eles têm que comparar e discutir entre si o que mudou: a quantidade de prédios, se a vegetação diminuiu, se apareceram novas ruas ou avenidas.

Olha, é incrível ver como eles ficam animados! Na última vez que fiz isso, o José ficou super empolgado porque reconheceu uma foto antiga do bairro dele. Ele falou “Nossa, professor! Aqui era tudo diferente!” Aí o grupo dele começou a discutir por que achavam que as mudanças aconteceram. Essa atividade leva mais ou menos uns 40 minutos. O bom é que eles aprendem não só sobre a cidade, mas também sobre história e desenvolvimento urbano.

Outra coisa bacana que eu faço é usar imagens de satélite. Parece complicado, mas hoje em dia tem sites na internet que ajudam bastante com isso. A gente acessa essas imagens no computador da escola e projeta na lousa digital. Mostro pra eles uma imagem recente de Goiânia e outra de alguns anos atrás. Aí o desafio é identificar mudanças mais sutis, como o tamanho de áreas verdes ou novos bairros surgindo.

Pra essa atividade, gosto de fazer todo mundo junto na sala mesmo. Faço perguntas diretas pra galera: “Quem consegue ver algo que mudou aqui?” ou “O que vocês acham que aconteceu nesse espaço?” Uma vez a Ana Maria levantou a mão num instante e disse “Olha ali! Tinha um monte de árvores e agora tá tudo cinza!” Eles acabam percebendo que essa cor cinza pode ser asfalto ou concreto e começam a pensar no impacto disso pro meio ambiente e pro dia a dia da cidade.

A terceira atividade é meio diferente: um projeto de criação. A ideia é eles pensarem no futuro da cidade! Depois dessas atividades de análise do passado e presente, peço pra turma pensar em como eles gostariam que Goiânia fosse daqui a 50 anos. Eles desenham mapas ou maquetes com materiais simples como papelão, caixas recicladas e tintas guache.

Normalmente deixo essa atividade rolar por duas aulas duplas seguidas (então umas duas horas no total). Eles trabalham em grupos grandes dessa vez — uns 6 ou 7 por grupo — porque assim fica mais fácil juntar ideias diferentes. A última vez que fizemos isso foi demais! O grupo da Maria Clara criou uma Goiânia cheia de parques e ciclovias; já o grupo do Pedro queria mais shoppings e menos carros — dá pra ver bem as prioridades da galera, né? Haha.

A reação dos alunos nessa atividade do futuro é sempre muito legal. Eles se envolvem bastante porque podem soltar a imaginação sem se preocupar tanto em acertar ou errar. E o mais importante disso tudo é que enquanto eles criam essas cidades imaginárias, estão refletindo sobre o papel deles mesmos nesses espaços urbanos futuros.

Enfim, trabalhar essa habilidade é super gratificante porque além dos meninos aprenderem sobre geografia urbana e meio ambiente, a gente acaba despertando neles um olhar crítico sobre o lugar onde vivem. Isso ajuda muito na formação deles como cidadãos conscientes. E aí a gente segue nessa missão divertida de ensinar e aprender junto com esses pequenos exploradores do tempo! Bom demais ver os olhinhos deles brilhando ao descobrir tanta coisa nova. É isso aí! Abraço pra todos vocês!

Continuando, pessoal, eu acho que você percebe que o aluno realmente entendeu o conteúdo quando ele começa a fazer aquelas conexões que vão além do que a gente ensina. Tipo, quando eu tô circulando pela sala e vejo o João lá no fundo, apontando pro mapa e dizendo pro colega ao lado: "Olha só, antes aqui era tudo fazenda e agora tem um monte de prédio!". Aí eu penso: "Ah, esse aí pegou a ideia!". Ou então a Sara, que chega pra mim e diz: "Professor, sabia que na rua da minha avó tinha uma fábrica velha e agora é um shopping?". Nesses momentos, você vê que a criança tá conseguindo relacionar o que a gente discutiu na aula com a realidade dela.

Outra pista é quando eles começam a explicar uns pros outros. A Luana, por exemplo, é sempre boa nisso. Ela tem uma paciência de Jó pra ajudar o Felipe, que às vezes se perde na linha do tempo das mudanças. Aí ela vai lá toda animada: "Felipe, pensa assim: primeiro era só mato, aí veio uma casinha, depois várias casas e bum!, virou cidade". Nesses papos entre eles dá pra captar muita coisa sobre como eles estão captando o conteúdo.

Agora os erros comuns... Ah, esses são parte do pacote, né? Tem vezes que os meninos confundem tudo! O Pedro, por exemplo, vive confundindo as fotos antigas com as mais novas. Uma vez ele tava argumentando que uma foto em preto e branco era mais recente porque na cabeça dele "fotos em preto e branco são mais modernas". Foi engraçado na hora, mas é um erro de percepção bem comum. A gente tá tão acostumado com a ideia de foto colorida ser do passado por conta de filtros e redes sociais que eles meio que invertem a lógica.

Outro erro comum é não perceberem o impacto das mudanças na vida das pessoas. A Ana Clara sempre fala das mudanças físicas – tipo árvores virando prédios – mas esquece de pensar em como isso afeta quem mora lá. Então eu tento sempre puxar essa discussão, perguntando: "E quem morava ali? Como será que foi pra eles ver tudo isso mudar?". Assim a gente vai ajustando essa visão mais ampla.

Agora sobre o Matheus e a Clara, esses dois são uns queridos e têm seus desafios. O Matheus, com TDAH, precisa de atividades mais dinâmicas, então sempre procuro incluir muito movimento nas aulas. Ele adora quando a gente faz uma 'caça ao tesouro' com mapas pela sala ou no pátio da escola. Só não pode ser muito longo senão ele perde o foco. Já tentei fazer listas mais extensas e não rolou bem.

Com a Clara, que tem TEA, eu percebi que ela responde muito bem a rotinas claras e visuais. Então eu sempre deixo um calendário bem colorido no canto da lousa com as etapas da aula que vamos seguir. Materiais visuais são ótimos com ela; imagens de satélite em alta resolução chamam muito sua atenção. Uma vez eu trouxe mapas em 3D pra galera mexer no tablet e foi um sucesso com ela. Só precisa ter cuidado pra não sobrecarregar com muita informação de uma vez.

E é isso aí! Cada dia é um aprendizado também pra mim. Embora sejam desafios diferentes, cada aluno dá sua contribuição única pro clima da turma. Acho que o segredo é mesmo ter paciência e estar sempre disposto a ajustar as velas conforme o vento muda.

Espero ter ajudado alguém aí do outro lado a pensar em novas formas de abordar essa habilidade no dia a dia. Bora trocar mais figurinhas sobre como cada um tá lidando com essas questões na sala de aula? Como vocês têm feito? Grande abraço e até a próxima vez!

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