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EF05GE07Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Identificar os diferentes tipos de energia utilizados na produção industrial, agrícola e extrativa e no cotidiano das populações.

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Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

E aí, pessoal! Tudo certo? Hoje quero conversar com vocês sobre como eu trabalho a habilidade EF05GE07 da BNCC na minha turma do 5º ano. Essa habilidade é sobre os meninos entenderem os diferentes tipos de energia que a gente usa no dia a dia e também em indústrias, na agricultura e na extração de recursos. Na prática, isso significa que eles precisam ser capazes de olhar ao redor e identificar de onde vem a energia que move o mundo deles.

Por exemplo, quando a gente acende uma lâmpada, os alunos devem pensar: "De onde vem essa energia? É da hidrelétrica lá no rio ou tem outra fonte?" Ou quando eles veem um trator na fazenda: "Será que tá funcionando com diesel ou com energia solar?" A ideia é que eles consigam fazer essas conexões e entendam que cada tipo de energia tem suas vantagens e desvantagens. E olha, é uma habilidade que se conecta muito com o que eles já viram antes sobre sustentabilidade, meio ambiente, coisas assim. No 4º ano, por exemplo, eles já começaram a entender sobre a importância da preservação ambiental, então, agora a gente amplia esse olhar pro uso responsável dos recursos energéticos.

Bom, agora vou contar pra vocês três atividades que eu faço na sala pra trabalhar essa habilidade. Cada uma tem um jeitinho diferente de abordar o tema, e os meninos costumam curtir bastante.

A primeira atividade que faço é chamada "Mapa da Energia". Pra isso, só preciso de cartolina, canetinhas e revistas velhas. Eu divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Peço pra eles cortarem imagens das revistas de coisas do dia a dia que usam energia – pode ser um carro, um celular, uma geladeira – e colarem na cartolina formando um mapa. Na última vez que fizemos isso, o grupo da Larissa encontrou uma imagem de um carro elétrico e começou uma baita discussão se era melhor que o carro a gasolina. Levamos uns 50 minutos nessa atividade e foi bem legal ver como eles argumentaram entre si.

Outra atividade é o "Tour Energético". Funciona assim: levo a galera pra dar uma volta pela escola. Aí a gente vai identificando quais fontes de energia estão sendo usadas em cada lugar. Na cantina, por exemplo, notamos que o fogão é a gás. No pátio, tem uns postes de luz com painéis solares. Depois de uns 30 minutos andando por aí, a gente volta pra sala e faz uma roda de conversa pra compartilhar o que observamos. Teve uma vez que o Joãozinho perguntou se dava pra usar energia solar no chuveiro de casa dele e isso virou uma questão pra levarmos pra família discutir.

A terceira atividade é um "Jogo do Desafio Energético". Dá um pouco mais de trabalho pra preparar porque eu preciso criar umas cartas antes (faço umas 20 cartas com desafios), mas vale a pena. Cada carta tem um desafio relacionado ao uso de energia em diferentes contextos – industrial, agrícola ou no cotidiano. Divido a turma em duplas e cada dupla tem que resolver o maior número de desafios possível em 20 minutos. Um exemplo de desafio é: "Você é um fazendeiro e quer reduzir o uso de combustível fóssil na sua plantação. O que você faria?" Na última vez, o Pedro sugeriu usar um trator movido a biocombustível e ficou empolgadíssimo em explicar isso pros colegas.

As reações dos alunos sempre variam bastante e é legal ver como cada um tem uma percepção diferente sobre as coisas. Alguns já chegam com alguma informação anterior porque viram algo em casa ou conversaram com os pais. Outros aprendem ali mesmo com os colegas e com as situações apresentadas nas atividades.

Essas atividades são sempre um sucesso porque conseguem aproximar as crianças do tema de forma prática e visual. Eles conseguem ver como a energia está presente em diversos aspectos da vida deles e como as escolhas energéticas têm impacto no mundo ao redor. É engraçado lembrar como o Lucas ficou chocado ao saber que dá pra cozinhar comida usando energia solar – ele morre de medo dos alimentos ficarem "sem gosto" por causa disso!

E assim vou tentando fazer com que os meninos não só compreendam essa habilidade da BNCC mas também levem essas discussões pra fora da sala de aula. Afinal, a ideia é formar cidadãos conscientes desde pequenos sobre as escolhas que fazemos todos os dias no uso da energia.

Espero que tenham curtido saber mais sobre essas atividades! Qualquer dúvida ou sugestão, tô aqui pra trocar ideia! Abração!

do a gente fala de carro, eles precisam pensar: \"Será que é um carro elétrico? Tá usando gasolina, etanol?\" Esse entendimento é super importante porque leva a galera a perceber a diversidade de fontes energéticas e a importância de cada uma delas pro nosso cotidiano.

Agora, como é que eu percebo que os meninos pegaram a ideia sem ter que fazer uma prova formal? Olha, a chave tá na observação do dia a dia. Quando eu circulo pela sala durante as atividades, vou prestando atenção nas conversas entre eles. É nesses momentos que você nota se eles realmente estão conectando as ideias. Teve uma vez que a Ana tava explicando pro Lucas de onde vinha a energia que alimentava o ventilador da sala. Ela falou: "Lucas, é da tomada, mas essa energia vem lá da usina que usa o rio pra gerar." Nesse momento, pensei: "Ah, essa entendeu o recado!"

Outra situação é quando eu vejo eles discutindo entre si durante atividades em grupo. Aí, eu escuto uma coisa ou outra e percebo as conexões que estão fazendo. Semana passada, o Pedro estava explicando pra Julia sobre como o sol pode ser usado pra gerar energia elétrica. Ele disse algo tipo: "Imagina um monte de placas no telhado da escola pegando sol o dia todo." E aí eu me dei conta: esse sabe do que tá falando!

Sobre os erros mais comuns, um frequente é confundir as fontes de energia. Tipo assim, a Letícia já chegou me falando que a energia elétrica vinha do petróleo. Esse tipo de confusão às vezes acontece porque eles acabam misturando as informações de diferentes fontes de energia com as aplicações delas no nosso dia a dia. Quando isso acontece, tento corrigir na hora com exemplos do cotidiano deles pra ajudar a fixar o conceito certo.

Mas tem também aqueles alunos que têm um pouco mais de dificuldade em se concentrar ou entender determinadas explicações. É o caso do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA. Pra ajudar o Matheus, eu tento fazer atividades mais dinâmicas e com mais movimentação pela sala. Por exemplo, uma coisa que funciona muito é usar jogos educativos ou simulações práticas onde ele possa participar ativamente. Isso ajuda ele a manter o foco e assimilar melhor os conceitos.

Já com a Clara, preciso adaptar um pouco mais as instruções e usar materiais visuais bem claros. Sempre deixo disponível imagens e esquemas que mostram os diferentes tipos de energia e suas aplicações. E tem uma técnica que funciona super bem: dividir as atividades em passos menores e mais simples pra ela conseguir seguir sem ficar ansiosa.

Uma coisa que não deu muito certo foi tentar fazer uma discussão em grupo grande com todos eles juntos tentando explicar uns pros outros de forma livre. A Clara ficou um pouco perdida e o Matheus não conseguiu se fixar por muito tempo. Aprendi que com eles assim é melhor manter grupos menores ou até mesmo um atendimento individual naquela parte específica que dá mais trabalho.

Bom, gente, acho que era isso que eu queria compartilhar sobre essa habilidade de Geografia no 5º ano. Espero ter dado algumas ideias boas pra vocês experimentarem na sala de aula também. Se vocês tiverem dicas ou quiserem trocar experiência, tô por aqui! Abraços!

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