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EF02GE07Geografia · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Descrever as atividades extrativas (minerais, agropecuárias e industriais) de diferentes lugares, identificando os impactos ambientais.

Mundo do trabalhoTipos de trabalho em lugares e tempos diferentes
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF02GE07 da BNCC, eu vejo como ensinar os meninos a entenderem o que tá por trás da extração de coisas do meio ambiente e como isso afeta o lugar onde vivem. Não é só falar que mineram ouro ou plantam soja, mas mostrar o que essas atividades fazem com o solo, com a água, com a vida ali. É fazer os alunos enxergarem que o trabalho humano muda o ambiente e que essa mudança pode ser positiva ou negativa. Eles precisam conseguir descrever essas atividades e identificar os impactos — tanto os bons quanto os ruins.

Na prática, pro 2º ano, isso significa que as crianças precisam começar a olhar para as coisas com um olhar mais crítico. Tipo, se a gente tá falando de uma mina de ferro perto de onde moram, eles devem ser capazes de dizer: “Ah, essa mina emprega pessoas, mas também pode poluir o rio”. E eles vêm do 1º ano já conhecendo coisas básicas sobre o ambiente e a comunidade. Então, a gente só aprofunda esse conhecimento.

Primeira atividade que faço é uma brincadeira que chamo de "Mapa da Extração". Eu levo mapas impressos simples do Brasil, um monte de imagens recortadas de revistas — tipo fazendas, minas, fábricas — e papel cartão. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco e entrego pra cada grupo um mapa, as imagens e cola. Peço pra eles colarem as imagens nos lugares do mapa onde acham que aquelas atividades acontecem. Isso dura uns 40 minutos. E olha, a criançada adora brincar de colagem. Teve uma vez que o Lucas colou uma fábrica no meio da Amazônia e aí a Ana logo falou: “Mas aí na Amazônia não tem floresta?” Aí eu entro na conversa e pergunto: “Então, será que tem mesmo fábrica aí? O que você acham?” Aí vira discussão e é muito legal ver eles refletindo.

Outra coisa que faço é um passeio virtual usando vídeos curtos do YouTube. Tem uns vídeos bem legais mostrando mineração, colheita de café e fabricação de carros. Coloco no datashow na sala e vamos assistindo juntos. Depois de cada vídeo, abro pra perguntas: “O que vocês viram? O que acontece com o ambiente?” É interessante porque eles ficam super curiosos. Aí a Sofia outro dia perguntou: “Mas tio, se tirar tudo do chão não vai faltar depois?” Aí é a deixa pra explicar sobre renovação e conservação dos recursos naturais. Esse tipo de atividade dura uns 30 minutos por vídeo.

A terceira atividade é mais prática ainda. A gente faz uma mini-horta na escola. Cada aluno planta uma mudinha de alface ou cebolinha num potinho de iogurte reciclado — nada muito caro ou complicado. Enquanto plantam, conversamos sobre como é importante cuidar do solo e da água para ter um bom crescimento das plantas. Falo sobre como na agropecuária também tem que se preocupar com isso em escala maior. Essa atividade toda demora uns 50 minutos — entre preparar os materiais, plantar e discutir. Na última vez que fizemos isso, o João tava todo animado plantando sua mudinha quando começou a regar demais e encharcou a terra. Aí foi ótimo pra mostrar ao vivo como o excesso d’água pode ser prejudicial.

Os meninos sempre reagem bem a essas atividades porque eles são super curiosos e gostam de entender como as coisas funcionam na prática. Eles fazem muitas perguntas e às vezes surgem umas dúvidas inesperadas que rendem boas discussões. E entre uma atividade e outra a gente sempre aproveita pra reforçar que mesmo os trabalhos importantes pros adultos podem ter seus efeitos colaterais no planeta.

Então é assim que eu tento trabalhar essa habilidade com eles. Uso muita mão na massa porque acho que nessa idade eles aprendem melhor fazendo do que só ouvindo falar. E mesmo sendo pequenos, já percebo que começam a pensar diferente sobre as coisas ao redor deles. E é isso que importa no final das contas: formar cidadãos conscientes desde cedo.

É isso pessoal, espero ter ajudado quem tá começando agora ou procurando ideias novas! Até a próxima!

Na prática, pro 2º ano, isso significa que eu fico sempre de olho nos meninos. Durante as aulas, quando a gente tá fazendo alguma atividade ou até num bate-papo mais descontraído, eu circulo pela sala e escuto o que eles estão conversando. Esse momento é muito valioso pra entender se eles realmente pegaram o conteúdo ou se estão só repetindo o que ouviram sem muito senso crítico. Tipo assim, teve uma vez que o Pedro tava explicando pro João sobre como a mineração pode poluir os rios. Ele usou um exemplo que a gente discutiu em aula sobre um rio local aqui de Goiás e fez uma ligação com a situação deles jogando lixo no parquinho da escola. Falei "olha, é isso!", porque ele conseguiu conectar a teoria com algo do dia a dia deles. Ouvi ele falando: "João, igual aquele negócio que o professor falou da água suja, se a gente joga lixo no riacho, os peixes podem morrer!". Aí você vê que ele não só entendeu como assimilou pro mundo dele.

Outra coisa que ajuda muito é observar quando eles ajudam uns aos outros. A Sofia tava meio perdida num exercício sobre mapear umas áreas de plantação e o Lucas foi lá explicar pra ela. Ele usou umas palavras simples, fez uns desenhos rapidinhos e resolveu o problema de um jeito que eu nem tinha pensado. Esses momentos mostram que eles não só entenderam o conceito, mas também conseguem reensinar pros colegas. Isso é ouro!

Agora, erros? Ah, tem alguns clássicos. Um erro comum é quando eles pensam que toda mudança feita pelo homem no ambiente é negativa. A Luana uma vez falou que cortar árvores sempre causa enchente. Aí a gente para pra conversar sobre como depende do contexto, né? Enfim, é hora de discutir sobre manejo sustentável e mostrar exemplos onde as práticas humanas podem ser positivas.

Também tem aqueles que ainda confundem os tipos de solo ou não conseguem identificar direito os impactos específicos de cada atividade econômica. O Felipe, por exemplo, costuma misturar os impactos da agricultura com os da pecuária. Ele pensa que tudo afeta o solo exatamente do mesmo jeito — aí é sentar com ele e diferenciar cada caso. Mostro imagens, faço ele desenhar em folhas grandes pra ver se ajuda na fixação.

Bom, aí tem o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA na turma. Com o Matheus eu sempre tento manter as atividades bem dinâmicas e curtas; nada de longos períodos de concentração numa mesma coisa porque sei que ele perde o foco fácil. Uso muito material visual e coisas táteis pra ele manipular — tipo maquetes pequenas ou peças pra montar um mapa tridimensional.

Pra Clara, eu tento oferecer uma rotina bem estruturada, porque ela se sente mais segura assim. Gosto de deixar ela sempre no mesmo lugar da sala e uso cartões com imagens pra auxiliar na comunicação quando estamos discutindo alguma atividade mais complexa. Com ela, aprendi rápido que o uso de linguagem clara e direta é essencial.

Uma coisa que não funcionou muito foi tentar fazer uma atividade em grupo com muitas etapas sem deixar claro quais eram as fases pra cada um dos dois. Fiquei meio perdido nos sinais deles até perceber que era melhor dividir as tarefas em partes bem definidas.

Olha, é desafiador às vezes conciliar tudo isso numa sala tão diversa, mas esses desafios tornam o trabalho ainda mais gratificante quando vejo progressos reais na aprendizagem deles.

Bom pessoal, é isso por hoje! Espero ter ajudado alguém com essas experiências e sugestões. Continuem acreditando nos seus alunos! Até a próxima conversa!

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