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EF08ER06Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Analisar práticas, projetos e políticas públicas que contribuem para a promoção da liberdade de pensamento, crenças e convicções.

Crenças religiosas e filosofias de vidaCrenças, filosofias de vida e esfera pública
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade que a BNCC pede pra gente trabalhar no 8º ano, a EF08ER06, é basicamente ajudar os alunos a entenderem como práticas e projetos podem promover a liberdade de pensamento, crença e convicção. Na prática, quer dizer que o aluno precisa conseguir olhar pras coisas ao redor, tipo políticas públicas, iniciativas de ONGs ou até movimentos sociais, e perceber como essas coisas garantem que cada um pode acreditar no que quiser e pensar livremente. É uma habilidade bem legal, porque conecta muito com o que eles já começam a ver de cidadania e direitos nas outras disciplinas.

Antes de chegar nesse ponto, os meninos já vêm do 7º ano sabendo um pouco sobre respeito às diferenças e diversidade cultural. Então, quando chegam no 8º ano, eles já têm uma base bacana sobre como é importante respeitar o outro e as crenças dele. Agora, a ideia é dar um passo além e mostrar pra eles que não é só sobre respeitar, mas entender como essa liberdade é garantida na prática.

Uma das primeiras atividades que faço é uma espécie de roda de conversa. Eu peço pra eles pesquisarem em casa sobre alguma política pública ou projeto social que promova a liberdade de crença. Nada muito complexo — pode ser algo da cidade deles mesmo. Depois, na sala, a gente junta todo mundo numa roda e cada um compartilha o que encontrou. Normalmente levo uma aula inteira pra isso, umas 50 minutos. A reação é bem bacana porque eles acabam descobrindo coisas novas sobre a própria cidade. Na última vez que fizemos isso, o João trouxe um projeto que rola numa ONG ali perto do bairro dele que faz encontros inter-religiosos. Foi bem legal porque daí a Débora comentou que o pai dela participa de algo parecido no trabalho dele. Esse tipo de troca faz a atividade render.

Outra atividade que gosto de fazer é trabalhar com imagens. Eu levo pra sala uma série de fotos impressas (nada muito chique — geralmente busco na internet) mostrando situações cotidianas onde a liberdade de crença está sendo exercida: uma pessoa com vestimentas religiosas num espaço público, uma manifestação pacífica por direitos religiosos, um templo ao lado de uma igreja. Aí divido a galera em grupos e dou umas duas aulas pra eles analisarem as imagens e prepararem uma apresentação rápida sobre o que aquela cena representa em termos de liberdade de pensamento e crença. A última vez que fizemos isso foi bem divertida. No grupo do Pedro, ele viu uma foto de uma manifestação religiosa que não conhecia e ficou super curioso, foi pesquisar mais em casa e até trouxe informação extra pros colegas na apresentação. Aí a Maria Clara se empolgou também e começou a fazer mais perguntas. É ótimo quando isso acontece porque mostra que eles tão querendo aprender mais por conta própria.

Por fim, gosto bastante de trabalhar com debates simulados. Divido a turma em dois grupos e dou um tema relacionado à promoção da liberdade de crença pra eles defenderem ou argumentarem contra. O tema pode ser algo como "A importância das políticas públicas para garantir a prática religiosa em espaços públicos". Eles têm um tempinho pra se preparar (geralmente uns 20 minutos) e depois cada grupo apresenta seus argumentos num debate moderado por mim. Isso leva mais ou menos umas duas aulas também. A última vez teve uns momentos super engraçados — o Felipe tava defendendo seu ponto com tanta paixão que acabou gesticulando demais e derrubou os papéis no chão! Mas foi bom porque deixou o clima leve e todo mundo riu junto.

Enfim, acho que trabalhar essa habilidade é essencial porque faz os alunos verem como a liberdade não é só um conceito abstrato, mas algo que precisa ser protegido e promovido ativamente na sociedade. E é gratificante quando vejo eles engajados nessas discussões e trazendo ideias novas pro debate. Cada atividade tem seu valor e ajuda os meninos a desenvolverem essa compreensão mais ampla sobre o tema. E no final das contas, é isso que importa: eles saírem da escola sabendo mais sobre seus direitos e deveres como cidadãos conscientes.

Bom, então, continuando. Como eu percebo que os meninos estão pegando o jeito da coisa sem aplicar uma prova formal? Primeiro, é no dia a dia mesmo, nas pequenas coisas. Tipo assim, quando eu circulo pela sala enquanto a galera tá fazendo atividade em grupo, dá pra perceber quem tá conseguindo fazer as conexões. Outro dia, eu tava passando pelas mesas e ouvi o Pedro explicando pro Lucas sobre como um projeto de uma ONG lá do bairro ajudava as mulheres a terem mais voz na comunidade. Ele tava falando com tanta segurança, conectando os pontos que a gente discutiu em aula com o que ele via ao redor dele. Na hora, pensei: "Esse aí já entendeu o recado!"

Outra coisa que ajuda a gente a ver o aprendizado é quando escuta as conversas informais deles. Às vezes, a gente fica de canto ouvindo sem ser intrometido mesmo, sabe? E aí você capta umas pérolas. Tipo, teve um dia que a Beatriz e a Larissa estavam discutindo se uma ação que a turma delas fez na feira livre do bairro podia ser considerada um exercício de liberdade de convicção. Elas estavam debatendo os prós e contras e tentando entender exatamente como aquilo se encaixava no que a gente tinha discutido. Isso me mostra que elas tão pensando de forma crítica e aplicando o que aprenderam.

Mas olha, os erros mais comuns também acontecem, né? Às vezes, os meninos confundem liberdade de pensamento com fazer qualquer coisa sem pensar nas consequências pros outros. Teve um caso do João, por exemplo. Ele achou que podia usar uma campanha escolar pra expressar umas opiniões bem polêmicas sem considerar o impacto delas sobre os colegas. Aí tive que pegar ele de jeito e explicar com calma que liberdade também vem com responsabilidade e respeito ao próximo. Isso acontece porque muitos ainda não fazem essa ligação direta entre liberdade e responsabilidade social.

Quando esses erros acontecem, eu tento sempre agir na hora. Chamo o aluno pra conversar, faço perguntas pra ele refletir sobre as consequências das ações dele e trago exemplos práticos pra eles enxergarem do lado deles como é importante respeitar as diferenças.

E aí tem os desafios com alunos como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA. Pra eles, eu adapto algumas coisas nas atividades. Pro Matheus, ajeitei um cantinho mais silencioso na sala pras atividades individuais onde ele consegue se concentrar melhor. Uso também muito recurso visual e divido as atividades em passos menores pra ele não se perder nem ficar ansioso. Funciona bem quando dou opções de escolha nas atividades também, isso ajuda ele a sentir mais controle.

Já com a Clara, procuro usar materiais visuais mais estruturados, tipo quadros visuais e listas de tarefas bem claras. Tenho um esquema onde crio rotinas bem definidas porque ela se sente mais segura assim. E é importante dar espaço pra ela processar as coisas no tempo dela sem pressão.

E olha, nem tudo funciona de primeira. Teve uma vez que tentei fazer uma dinâmica em grupo mais aberta com eles dois e não deu muito certo. Matheus ficou perdido demais e Clara se isolou. Aí aprendi que preciso preparar melhor essas atividades pra eles dois.

Enfim, gente, cada dia na sala é um novo aprendizado pra mim também. A chave tá em observar e adaptar conforme as necessidades dos meninos vão aparecendo. É um desafio constante mas também muito recompensador quando vejo eles crescendo como cidadãos conscientes.

Bom, era isso que eu queria compartilhar hoje! Espero que essas histórias ajudem vocês aí nas salas de aula também! Até mais!

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