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EF08ER01Ensino Religioso · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir como as crenças e convicções podem influenciar escolhas e atitudes pessoais e coletivas.

Crenças religiosas e filosofias de vidaCrenças, convicções e atitudes
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08ER01 da BNCC é um daqueles pontos que a gente precisa trazer pro dia a dia da molecada. Basicamente, é sobre ajudar os meninos a perceber como as crenças e convicções deles podem influenciar as escolhas e atitudes, tanto deles como dos outros. Na prática, o aluno precisa conseguir olhar pra uma situação e entender que a maneira como ele ou alguém ao redor acredita ou pensa pode afetar decisões. Tipo assim, se um cara acredita que é importante ajudar o próximo por causa da fé dele, ele talvez vá se engajar mais em atividades comunitárias.

Lá no 7º ano, a galera já vinha discutindo sobre as várias religiões e filosofias de vida que existem pelo mundo. Então eles chegam no 8º ano com uma base legal sobre diversidade religiosa e um pouco da noção de respeito às diferenças. Aí meu papel é aprofundar essa ideia, mostrando como essas crenças moldam comportamentos. É aquela coisa de entender que uma mesma crença pode levar pessoas a agir de formas diferentes dependendo do contexto e da interpretação pessoal.

A primeira atividade que eu faço com eles é uma roda de conversa. Olha, pode parecer simples, mas funciona que é uma beleza. Primeiro eu trago uma notícia ou uma situação fictícia (uso só um papel impresso mesmo) que retrata um conflito onde crenças estão em jogo. Um exemplo que já usei foi sobre um jovem que se recusa a prestar serviço militar por motivos de consciência, baseado em suas convicções religiosas. A turma toda participa e eu divido eles em grupos pequenos pra discutir antes de todo mundo falar junto. Isso leva umas duas aulas porque primeiro eles discutem entre eles e depois a gente faz o debate geral.

Os alunos normalmente ficam bem engajados nas discussões. Na última vez, o Pedro e a Júlia lideraram uma parte do debate, trazendo argumentos sobre como cada pessoa deve ter o direito de seguir suas próprias crenças desde que não prejudique os outros. E foi interessante ver como o Lucas trouxe uma perspectiva diferente, dizendo que às vezes as convicções podem causar conflito com regras sociais e aí o bicho pega.

Outra atividade que faço é o “dia das histórias”. E aqui é simples também: peço pros alunos trazerem histórias de vida, seja da própria família ou alguma conhecida, onde as crenças influenciaram decisões importantes. Eles contam essas histórias na aula enquanto todo mundo escuta e depois a gente reflete sobre elas. Eu uso só um gravador de celular pra registrar os relatos (com permissão deles) porque depois dá pra revisitar essas histórias se precisar.

Essa atividade leva umas três aulas porque nem sempre dá tempo de todo mundo contar tudo na mesma aula. Da última vez que fizemos isso, o Gabriel trouxe a história do avô dele que mudou de cidade pra poder viver sua fé sem perseguição, e isso tocou bastante os colegas. A Mariana comentou como isso fez ela pensar em como as pessoas têm coragem de correr atrás do que acreditam mesmo quando é difícil.

E olha, tem outra que gosto bastante: “cartas para o futuro”. A ideia aqui é fazer os alunos escreverem cartas sobre como eles acham que suas crenças vão afetar suas vidas daqui a 10 anos. Eu dou papel e caneta mesmo – nada digital nessa aqui – e eles têm uma aula inteira pra pensar e escrever sem pressa.

Depois de escreverem, eles compartilham as cartas com um colega (só se quiserem) e depois entregam pra mim guardar num envelope selado com o nome deles. Aí eu prometo devolver no último dia do 9º ano pra eles verem se as previsões mudaram ou não. Os alunos ficam super empolgados ao pensar no futuro e algumas previsões são bem criativas! O Rafael previu que vai usar a fé dele pra abrir uma ONG pra ajudar quem precisa, enquanto a Ana disse que provavelmente vai viajar pra conhecer novas culturas e filosofias.

Enfim, essas atividades todas são maneiras de conectar o que eles aprendem com o cotidiano deles, trazendo aquele entendimento prático que vai além do simples conhecimento teórico. E é gratificante ver como cada um vai amadurecendo sua visão ao longo do tempo e percebendo que as crenças realmente têm um papel enorme nas nossas escolhas diárias.

Bom, acho que é isso! Continuamos aí na missão de formar garotos mais conscientes do mundo ao redor deles. Vamos trocando ideias!

Aí, continuando aqui sobre como eu percebo que os meninos realmente aprenderam essa habilidade sem precisar de prova formal. Bom, não dá pra negar que a melhor maneira é quando eu tô ali circulando pela sala, prestando atenção nas conversas entre eles e quando os alunos começam a explicar as coisas uns pros outros. Tipo, já teve aquela vez que o João tava lá na rodinha conversando com a galera sobre uma notícia que ele leu. Ele começou a falar sobre como a visão de mundo de uma pessoa pode mudar a maneira como ela vê um problema social. E aí, ele citou que algumas pessoas podem se voluntariar mais porque acreditam em ajudar o próximo. Nessa hora, eu pensei comigo: "Caramba, o João entendeu mesmo."

Outra coisa que eu sempre noto é quando um aluno faz uma pergunta e outro responde usando o que aprendeu nas discussões da aula. Tipo, a Maria perguntou pro Pedro por que ele achava que tinha tanta gente engajada em causas sociais específicas, e o Pedro explicou que depende muito do que cada um valoriza ou acredita. Ele disse algo como, "Ah, porque pra algumas pessoas é importante ajudar porque acham que vão ser recompensadas no futuro por fazer o bem." Nessa hora, é sinal de que eles realmente não só absorveram, mas também internalizaram o conteúdo.

Agora, sobre os erros mais comuns nesse conteúdo, olha, tem algumas gafes clássicas. Tem muitos alunos que ainda confundem opinião pessoal com crença ou valor. O Lucas, por exemplo, tem essa mania de achar que tudo se resume ao que ele acha certo ou errado sem considerar que outras pessoas têm visões diferentes por causa do que acreditam. Aí eu sempre venho com aquele papo do "olha lá além do seu mundinho" e mostro com exemplos práticos como valores e crenças são construídos e podem divergir muito de pessoa pra pessoa.

Tem também aqueles momentos em que os meninos acham que só porque alguém tem uma crença religiosa forte, todas as ações deles vão ser 100% pautadas por isso. Tipo a Ana uma vez disse que a professora dela sempre ajuda os alunos porque ela é religiosa. Eu tive que explicar pra Ana que, apesar disso poder ser parte da motivação da professora, ela também pode ajudar porque acredita na educação de qualidade ou porque gosta de ensinar mesmo.

Agora falando do Matheus e da Clara. Ah, esses dois são uns desafios bons! O Matheus tem TDAH e ele é pura energia, então preciso adaptar bastante coisa pra ajudá-lo a focar. Eu sempre tento dividir atividades em partes menores e dou pausas entre elas pra ele não se perder no meio do caminho. Muita coisa visual funciona com ele também, tipo usar mapas mentais ou desenhos pra explicação. Teve uma vez que tentei deixar ele no grupo mais quieto achando que ia ajudar no foco dele, mas aí ele ficou mais disperso ainda! O negócio é deixar ele num grupo onde tenha alunos mais engajados pra puxar ele de volta pro foco quando necessário.

Com a Clara, que tem TEA, o lance é diferente. Ela precisa de previsibilidade e rotina, então procuro sempre avisar com antecedência qualquer mudança de atividade ou aula fora do comum. Uso bastante material visual também e sempre reforço o conteúdo usando exemplos concretos e repetição. Uma metodologia que funcionou bem com ela foi usar histórias ilustradas sobre diferentes crenças e como elas afetam as decisões das pessoas. Ah, uma vez tentei fazer uma atividade surpresa com todos os alunos e não avisei nada antes pra Clara; foi um desastre! Aprendi rápido a lição.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje! Se alguém tiver mais dicas ou perguntas sobre como lidar com essas situações em sala ou quiser compartilhar alguma história parecida, fala aí! Gosto muito de ver como cada um tá lidando com essas questões nas suas turmas.

Até a próxima!

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