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EF89EF12Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Experimentar, fruir e recriar danças de salão, valorizando a diversidade cultural e respeitando a tradição dessas culturas.

DançasDanças de salão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EF89EF12 da BNCC tem muito a ver com a gente dar valor às danças de salão e entender que cada uma delas tem uma história, uma tradição por trás. Eu vejo essa habilidade como um convite pros alunos experimentarem e se divertirem com essas danças. E é interessante porque liga muito com o que eles já trazem do 8º ano, quando começam a perceber que dança não é só movimento, mas também uma forma de expressão cultural. No 9º ano, a ideia é que os meninos e meninas não só dancem, mas também recriem as danças, dando aquele toque pessoal e respeitando a diversidade cultural. Então, por exemplo, se a gente tá falando de um samba, quero que eles consigam não só seguir uns passos básicos, mas também inventar algo novo em cima disso, mantendo o respeito pela tradição da dança.

A primeira atividade que eu faço é um "Café com Dança". Olha, o nome é mais chique do que parece. A gente organiza a sala como se fosse um café mesmo, com mesas e cadeiras em volta. Eu levo meu velho computador com uma caixa de som, e os alunos ajudam na decoração. Trago algumas músicas de diferentes tipos de dança de salão: tango, salsa, forró, e claro, o nosso samba. O material é simples: música e espaço pra dançar. Eu explico um pouco sobre cada dança antes de tocar as músicas e depois deixo eles experimentarem. Tento deixar uns 15 minutos pra cada estilo, então leva mais ou menos uma aula inteira de 50 minutos. Na última vez que fizemos isso, a Mariana tomou frente na hora do tango e deu até uma aula pros colegas. Foi engraçado porque ela puxou o Marcos e ele tava todo sem jeito no começo, mas depois entrou na brincadeira.

A segunda atividade é tipo uma "Oficina de Criação". Aqui eu divido a turma em grupos menores de quatro ou cinco alunos e dou um tempinho pra eles criarem uma coreografia curta em cima de alguma dança que a gente viu no "Café com Dança". Eles podem misturar estilos se quiserem, desde que mantenham elementos das danças tradicionais. O material é só o espaço da quadra ou da sala mesmo. Normalmente dou uns 20 minutos pra criação e uns 10 minutos pra apresentação de cada grupo. É impressionante como eles se soltam nessa parte. Teve um grupo da última vez que resolveu juntar samba com salsa e ficou muito interessante, até porque eles inventaram uma história pra contar através da dança. A Júlia foi quem deu a ideia do enredo e o Gabriel fez umas acrobacias meio perigosas, mas foi tudo bem. Os alunos costumam se sentir bem engajados porque é uma atividade onde eles têm liberdade pra criar.

A terceira atividade é um "Festival de Danças". Esse é mais grandioso e envolve um pouco mais de preparação. A ideia é que a galera se prepare pra apresentar suas criações para outras turmas ou até mesmo pros pais. O material novamente é básico: som, espaço e animação. Eu organizo isso sempre perto do final do semestre pra dar tempo deles ensaiarem direitinho. Esse é o momento onde os alunos realmente se sentem artistas. Eles costumam até fazer um figurino improvisado pra apresentação. Na última edição desse festival, o Pedro se destacou com uma apresentação de forró que emocionou todo mundo porque ele dedicou ao avô nordestino, contando depois como aprendeu a dançar com ele nas festas de família. Foi muito bacana ver os pais emocionados também.

O legal dessas atividades é ver como elas crescem a partir do que os alunos já conhecem ou trazem de casa. A gente consegue ver uma evolução não só na técnica deles ao dançar, mas principalmente no respeito pela diversidade cultural e na capacidade deles de se expressarem através da dança. A turma aprende a trabalhar em grupo, respeitar os colegas, ouvir opiniões diferentes e valorizar culturas diversas.

E assim vou trabalhando essa habilidade com a galera do 9º ano. É sempre gratificante ver como eles se empolgam e se entregam nas atividades. No final das contas, mais do que aprender passos novos ou criar coreografias bonitas, o importante é eles entenderem o valor cultural das danças que estão experimentando e como cada movimento carrega consigo uma história.

Bom, espero ter ajudado você aí a ter umas ideias pra trabalhar essa habilidade na sua turma também! Qualquer coisa estamos aí pra trocar ideia!

Então, pessoal, como é que eu sei que os meninos e as meninas realmente aprenderam sobre as danças de salão sem precisar dar prova? Olha, é por estar sempre ali, circulando pela sala e prestando atenção nas conversas entre eles. Não tem jeito melhor de perceber o aprendizado do que quando eles estão explicando uns pros outros. Teve um dia que eu escutei a Júlia explicando pro Lucas sobre a diferença entre o samba de gafieira e o forró. Ela falou algo tipo "O samba é mais gingado, tipo assim, com mais passinhos pra cá e pra lá", e eu pensei: "Ah, ela pegou a essência da coisa!". É nesses momentos que você saca que a galera tá entendendo.

Outro jeito que vejo que entenderam é quando eles começam a dar aquele toque pessoal nas danças. Outro dia, pedi pra turma criar uma coreografia e o Pedro, que sempre foi meio tímido, veio com uns passos misturando salsa com funk. Ele explicou pros colegas como uns passos podiam ser adaptados, e a turma embarcou na dele! Aí você vê que eles não só aprenderam os passos, mas também estão brincando com a ideia de recriar.

Agora, falando dos erros mais comuns... Às vezes os meninos confundem os estilos por conta da música. Tipo, a Ana, uma vez tava dançando lambada com música de tango! É engraçado, mas mostra um pouco da falta de conexão entre ritmo e passo. Quando pega na hora, o que faço é parar tudo e fazer um mini desafio: coloco uma música no som e peço pra eles identificarem qual dança combina melhor. Isso ajuda muito porque coloca em prática o que aprenderam ouvindo e dançando.

Outra coisa comum é a falta de sincronia com o parceiro. O João é um exemplo clássico disso. Ele sempre quer liderar os passos rápido demais e acaba atropelando a parceira. Aí eu dou aquela dica: "João, dança é uma conversa. Escuta ela também!". Ou seja, reforço que dança de salão é sobre parceria e comunicação.

Agora, sobre como trabalho com o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, que tem TEA... Bom, com o Matheus eu preciso bastante de rotina e previsibilidade. Então sempre dou uma prévia das atividades do dia pra ele saber o que esperar. Quando vamos começar uma coreografia nova, dou um tempo extra pro Matheus praticar os passos sozinho antes de juntar com a turma. E se percebo que ele tá inquieto demais, sugiro pequenas pausas pra ele dar uma volta na quadra e se acalmar. Já tentei algumas vezes atividades sem essa estrutura e não funcionou tão bem; ele ficava perdido e acabava se frustrando.

Com a Clara, algumas adaptações são necessárias por conta das questões sensoriais do TEA. Ela tem uma certa sensibilidade ao barulho alto, então uso fones de ouvido quando ensaiamos em grupo. E também dou opções de participação; se ela não quer dançar junto num dia específico, pode observar e anotar o que vê sobre os passos e depois conversamos sobre isso individualmente. Um método que não deu certo foi forçar atividades em pares logo no início; percebi que ela precisava primeiro entender sozinha antes de interagir fisicamente com o colega.

Aí no fim das contas a gente vai ajustando as atividades conforme vamos conhecendo melhor cada aluno. Eu acredito muito na ideia de inclusão onde cada um participa do jeito que consegue. E claro, sempre rola uma conversa depois das atividades pra ouvir o feedback deles e ajustar para as próximas aulas.

Bom, gente, é isso por hoje! Espero que essas histórias tenham ajudado vocês a pensar em formas diferentes de perceber o aprendizado dos alunos sem precisar daquelas provas formais complicadas. Se tiverem mais dicas ou quiserem compartilhar experiências também, estou aqui ouvindo! Vamos seguir trocando essa figurinha porque a gente sabe que todo dia na sala é aprendizado pra eles e pra nós também. Abraço!

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