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EF89EF14Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Discutir estereótipos e preconceitos relativos às danças de salão e demais práticas corporais e propor alternativas para sua superação.

DançasDanças de salão
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89EF14 da BNCC é um negócio bem interessante de trabalhar com os meninos do 9º Ano. Quando a gente fala de discutir estereótipos e preconceitos nas danças de salão, o que eu entendo é que a gente tá tentando abrir a cabeça da galera pra enxergar além das ideias pré-concebidas que eles têm. É tipo mostrar que dança não é só coisa de mulher ou que um homem dançando não é ridículo. Na prática, eu quero que eles consigam perceber o valor cultural e histórico dessas danças, entendam que elas são uma forma de expressão e interação e, mais importante, que elas são para todos, independentemente de gênero ou qualquer outra coisa. Isso se conecta com o que a galera já viu nas séries anteriores, onde a gente começou a falar sobre a diversidade nas práticas corporais.

Bom, vou contar agora três atividades que eu faço na sala pra trabalhar isso.

A primeira atividade é a roda de conversa. Olha, simples mesmo: eu não preciso de nada além de cadeiras ou colchonetes pra galera sentar em círculo no meio da quadra. Eu começo lançando umas perguntas provocativas sobre o que eles acham de dança de salão, se já tentaram alguma vez, e o que pensam sobre pessoas que dançam. Deixo eles falarem abertamente, sem julgamento. Isso geralmente leva uma aula inteira, porque o papo rende. O que rola geralmente são uns comentários engraçados, tipo o Felipe falando que acha dança de salão coisa de novela antiga e a Ana dizendo que queria aprender a dançar valsa pro baile de formatura. A última vez que fiz isso, teve um momento bacana quando o Lucas contou que os pais dele fazem aula de dança e como isso melhorou a relação deles. Aí os outros começaram a ver com outros olhos.

A segunda atividade é prática. A gente faz uma mini-oficina de dança na quadra da escola. Eu mesmo coloco um som no celular e uso uma caixa de som emprestada do professor de música. Eu ensino passos básicos de forró e samba de gafieira pra começar. Pra organizar a turma, faço pares mistos sem obrigar ninguém, tipo quem se sentir mais confortável com quem. Leva umas duas aulas pra todo mundo estar minimamente pegando o jeito e sem medo de errar na frente dos outros. A reação inicial é sempre aquela resistência, muitos risinhos nervosos e olhares desconfiados. Mas depois, quando eles veem que ninguém tá julgando ninguém, até entram na brincadeira. Na última vez que fizemos isso, a Juliana, que sempre foi mais tímida, pegou o Rodrigo pra dançar e os dois deram um showzinho à parte! Foi uma quebra total do gelo.

A terceira atividade é trazer vídeos e fazer análise crítica. Eu levo o projetor da escola (quando ele tá funcionando) ou improviso com meu notebook mesmo pra mostrar alguns vídeos curtos de apresentações de dança de salão do YouTube. Não precisa ser nada muito sofisticado; pego uns vídeos bem variados: de campeonatos até apresentações amadoras. Eu peço pra cada grupo observar alguns aspectos específicos: como os dançarinos se comunicam sem falar nada, o tipo de roupa (que também diz muito sobre o estilo), e como eles interagem com o público. Essa atividade leva mais ou menos uma aula também. Eles discutem em grupos pequenos e depois compartilham com todo mundo. Na última vez, a Débora apontou como num dos vídeos os homens usavam maquiagem e roupas brilhantes, quebrando aquele estereótipo do "machão" na dança. A galera ficou surpresa em perceber como isso é normal nesse contexto.

Tipo assim, todas essas atividades têm ajudado bastante na desconstrução dos preconceitos que muitos carregam quase sem perceber, sabe? E aí já me perguntaram como consigo lidar com algumas resistências iniciais dos meninos (principalmente dos meninos), mas com paciência e mostrando exemplos reais — às vezes trazendo alguém da comunidade pra conversar — as coisas vão fluindo melhor do que se imaginava.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade é ajudar os alunos a se tornarem pessoas mais abertas e respeitosas nas suas interações diárias. E quando eu vejo algum deles mudando de opinião ou até se interessando em fazer uma aula fora da escola, sinto que estamos no caminho certo! Bom, acho que é isso por hoje... Se alguém tiver alguma ideia nova ou abordagem diferente pra sugerir nessa área, tô sempre aberto a ouvir! Até a próxima!

Olha, saber se os meninos realmente compreenderam o conteúdo é uma arte, né? A gente aprende a perceber nos detalhes do dia a dia. Quando vou circulando pela sala durante as atividades práticas, já dá pra ver. É na postura corporal, na segurança com que eles executam os movimentos e, principalmente, nas conversas que rolam entre eles. Tipo assim, outro dia mesmo, tava passando por uma roda de conversa e ouvi a Juliana explicando pro Lucas que na dança de salão não tem problema se a mulher liderar os movimentos. Ela falou algo do tipo: "Tá vendo, Lucas? Aqui você pode dançar do jeito que quiser, só precisa estar em sintonia com seu par." Aí eu pensei: "É isso, ela entendeu o espírito da coisa!"

Outra coisa que eu observo é quando um aluno explica pro outro. Isso é ouro! Isso significa que o aluno não só entendeu, mas assimilou de verdade a ideia e tá conseguindo passar adiante. Tipo quando o Felipe tava ajudando a Mariana a entender como encaixar o ritmo da música nos passos de samba. Ele dizia: "Olha, Mariana, ouve o tamborim aqui e tenta seguir o passo junto com ele." A Mariana deu uma risadinha nervosa no começo, mas depois engrenou direitinho.

Claro que os erros acontecem e fazem parte do aprendizado. Um erro comum é eles acharem que todo mundo tem que fazer os passos exatamente iguais. A Ana sempre se enrola nisso. Ela fica nervosa achando que tá fazendo tudo errado porque não tá no mesmo ritmo da colega. E aí eu chego pra ela e falo: "Ana, calma! Dança é expressão pessoal também. Você pode tá um pouco fora do tempo hoje, mas olha só como você tá curtindo!" Esse erro acontece porque a galera ainda tem aquela visão de que dança é só performance perfeita. Tento quebrar isso incentivando eles a focarem mais na parceria com o colega e na diversão.

Agora, sobre o Matheus que tem TDAH e a Clara com TEA, essa parte exige uma atenção especial da minha parte. Com o Matheus, eu percebi que ele se dá melhor em atividades mais dinâmicas e com pausas regulares. Então o que funciona bem é dividir a aula em blocos curtos e variar bastante as atividades. Coisas rápidas como quiz sobre ritmos musicais entre as danças ajudam ele a manter o foco. Já tentei deixar ele anotando coisas no quadro como forma de se expressar e interagir com os outros sem perder a atenção.

Com a Clara, que tem TEA, o negócio é um pouco diferente. Ela precisa de previsibilidade e clareza nas instruções. Então eu sempre explico bem claramente o que vamos fazer antes de começar e também uso cartões visuais com os passos básicos das danças—isso ela adora porque pode consultar sem precisar perguntar toda hora. O desafio maior é lidar com as mudanças inesperadas, então quando isso acontece, sempre tenho um plano B à mão. O que não funcionou foi tentar mudar muito rápido as atividades porque isso gerava uma ansiedade nela.

Ah, e uma coisa que faço também é adaptar algumas músicas de forma que fiquem menos barulhentas ou intensas, porque sei que tanto o Matheus quanto a Clara podem se sentir desconfortáveis com sons muito altos ou complexos.

No fim das contas, lidar com essas diferenças na turma me ensina muito sobre paciência e criatividade. E é gratificante ver cada um encontrando seu jeito único de se expressar através da dança.

Bom, acho que é isso por hoje galera! Espero ter dado uma luz pra quem tá trabalhando esse conteúdo aí também. Se tiverem dicas ou dúvidas sobre como lidar com essas questões em sala de aula, só me chamar aqui no fórum. Adoro essa troca! Até mais!

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