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EF89EF07Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Experimentar e fruir um ou mais programas de exercícios físicos, identificando as exigências corporais desses diferentes programas e reconhecendo a importância de uma prática individualizada, adequada às características e necessidades de cada sujeito.

GinásticasGinástica de condicionamento físico Ginástica de conscientização corporal
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF89EF07 da BNCC na prática é basicamente ajudar os meninos a entenderem o que o corpo deles precisa quando estão fazendo exercícios. Tipo assim, a galera tem que perceber que cada um tem seu tempo, seu ritmo, suas limitações e que não existe uma receita única pra todo mundo quando o assunto é exercício físico. Não adianta copiar o treino de um amigo ou seguir exatamente o que um influenciador tá fazendo na internet. A ideia é eles experimentarem diferentes tipos de exercícios, sentirem como o corpo responde e daí entenderem qual é a melhor forma de se exercitar pro próprio corpo deles.

No 7º ano, a galera já tem uma base de algumas práticas esportivas, já passaram por atividade aeróbica, anaeróbica, e sabem o básico sobre aquecimento. Então, dá pra puxar mais fundo agora no 8º ano. Eles já sabem que precisam aquecer antes de qualquer atividade física e que é importante ter um descanso adequado. Agora, a gente trabalha mais com a percepção de como cada tipo de exercício afeta o corpo de maneiras diferentes e como adaptar isso à realidade de cada um.

Vamos lá pras atividades que costumo fazer com os meninos:

Uma das primeiras coisas que eu faço é uma atividade chamada "Circuito de Sentidos". O material é bem simples: cones, cordas, colchonetes e pesos leves. A turma é dividida em grupos de quatro, cinco alunos, depende do número total. A atividade dura cerca de 40 minutos. Cada grupo passa por estações diferentes: pular corda, levantamento de peso leve, agachamento e flexão em colchonetes. O legal é que eles vão anotando como se sentem em cada estação num papelzinho. Aí da última vez eu me lembro do João dizendo que sentia as pernas tremendo após o agachamento e da Ana dizendo que adorou pular corda porque sentia o coração acelerado mas de um jeito bom. É interessante ver como uns adoram uma estação e outros detestam a mesma coisa.

Outra atividade bem bacana é a "Escolha do Exercício". Aqui só precisa de um espaço livre mesmo e música pra animar. Eu dou umas opções: alongamento, corrida parada (aquela no lugar), dança livre e abdominais. Divido a turma em duplas e cada dupla escolhe um exercício pra fazer por cinco minutos. Depois desse tempo, trocam com outra dupla e assim vai até todo mundo experimentar tudo. Dura uns 30 minutos no total. Na última vez que fizemos essa atividade, o Pedro ficou super empolgado porque ele não sabia que gostava tanto de dançar. Já a Larissa odiou ficar correndo parada e jurou que nunca mais queria fazer isso na vida.

Pra fechar, tenho uma atividade chamada "Meu Treino Ideal". Os meninos precisam só de papel e caneta nessa aqui. Eles têm uns 20 minutos pra anotar num papelzinho como seria o treino ideal pra eles levando em conta as experiências anteriores. Depois disso, juntamos em círculo na quadra e cada um compartilha suas ideias com a turma. O bacana é ver como eles começam a perceber que têm preferências bem distintas e aprendem a respeitar isso no outro também. Desta vez me marcou o Lucas falando que queria incluir exercícios de respiração porque ele acha que isso ajuda ele a se acalmar depois dos treinos mais puxados. E a Júlia comentou que queria fazer mais treinos ao ar livre porque ela se sente melhor com mais espaço.

O legal dessas atividades é ver como os alunos vão descobrindo as próprias preferências e limites corporais. Tem gente que descobre uma paixão por algo novo ou percebe que precisa mudar algo no próprio jeito de se exercitar pra continuar saudável sem forçar demais.

Então é isso que eu tento fazer: dar ferramentas pra eles experimentarem tudo isso na prática e se conhecerem melhor nesse processo todo. Pra mim, mais importante do que eles serem super atletas é eles serem capazes de ouvir o próprio corpo, entenderem suas necessidades e serem felizes com a prática física independente do nível onde estejam.

E aí, se você tiver outras ideias ou experiências com essa habilidade também, manda aí! É sempre bom trocar essas figurinhas!

Então, pessoal, percebo que um aluno realmente entendeu a habilidade EF89EF07 quando ele começa a ter aquela autonomia na hora de se exercitar. Sabe quando você tá ali, circulando pela turma, e vê que o João tá explicando pro Pedro que ele não tá respirando direito durante o exercício? Ou a Maria comentando com a Ana que o alongamento antes e depois da atividade faz toda a diferença? Esses momentos são ouro! Eu vejo que eles tão incorporando o conhecimento quando começam a ajustar o próprio treino por conta própria, sem eu precisar falar nada. Tipo aquela vez que o Lucas falou pro colega que tava sentindo dor porque provavelmente tava forçando um músculo sem aquecer direito – ali eu pensei, “esse moleque tá pegando o jeito!”

O erro mais comum entre os meninos é achar que todo treino tem que ser intenso pra funcionar, sabe? O Gabriel, por exemplo, uma vez tava lá correndo igual um doido no pátio da escola e depois veio me falar que tava cansado demais e com dor. Expliquei que intensidade não é tudo; tem dia que o corpo precisa de um descanso ou de um ritmo mais leve. Outro erro que vejo é a comparação constante. A Júlia ficava frustrada porque não corria na mesma velocidade que a amiga. Aí eu disse pra ela: “Júlia, cada corpo tem seu tempo. Foca no quanto você melhorou, não no tempo dos outros.”

Sobre erros, costumo abordar na hora mesmo. Se vejo alguém forçando demais ou respirando errado, dou um toque ali na hora. Com o Gabriel, por exemplo, expliquei a importância do aquecimento e do alongamento. No caso da Júlia, trabalhei essa questão da autoestima no esporte, mostrando como celebrar as próprias conquistas.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Olha, é um desafio bom! O Matheus tem TDAH e às vezes ele se perde no meio da atividade. O jeito é sempre redirecionar de uma forma gentil e paciente. Eu uso cartões com ilustrações dos exercícios pra ele ter sempre uma referência visual do que fazer. Isso ajuda muito porque ele se concentra melhor tendo algo visual pra seguir. E com a Clara, que tem TEA, eu sempre deixo claro o passo a passo das atividades. A previsibilidade pra ela é tudo! Uma vez tentei uma atividade em grupo sem planejar bem a sequência e foi um caos. Aprendi rápido! Agora sempre passo pra ela uma listinha do que vamos fazer.

Ah, e tem o lance do tempo também. Pro Matheus e pra Clara, eu dou mais tempo nas atividades. Isso significa ajustar o ritmo da aula toda vez que preciso e ter sempre uma atividade complementar pros outros alunos caso eles terminem antes. Com o Matheus, já percebi que uma música tranquila ajuda ele a focar mais. E com a Clara, um simples cronômetro visual ajuda muito ela a entender quanto tempo ainda falta pra terminar.

E claro, tô sempre aberto a conversar com eles e os pais sobre o que tá funcionando ou não. Já peguei várias dicas assim! Uma vez a mãe do Matheus sugeriu tentar fazer uma pausa curta pra ele entre as atividades mais longas. Isso ajudou demais na concentração dele.

A galera da turma também é super parceira. Quando eles veem que o Matheus tá meio disperso ou quando a Clara precisa de ajuda com alguma etapa da atividade, eles tão lá pra ajudar. Isso cria um ambiente super inclusivo na sala.

Bom, gente, acho que por hoje é isso! Sempre tem novidade e coisa pra aprender em sala de aula, né? Se vocês tiverem dicas ou experiências parecidas sobre essa habilidade ou sobre lidar com alunos como o Matheus e a Clara, compartilhem aqui também! Até mais!

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