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EF67EF03Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Experimentar e fruir esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combinatórios, valorizando o trabalho coletivo e o protagonismo.

EsportesEsportes de marca Esportes de precisão Esportes de invasão Esportes técnico-combinatórios
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF67EF03 da BNCC, eu vejo como uma forma da gente ajudar os meninos a se divertirem e aprenderem uns com os outros enquanto jogam vários tipos de esportes. Não é só jogar pelo jogar, sabe? É experimentar e aproveitar de verdade todas essas modalidades que eles podem não conhecer ainda. A ideia é que eles entendam como é bacana trabalhar em equipe, além de desenvolver aquele espírito de liderança que pode surgir quando se destacam em algo. Tipo, pensar nos esportes de marca, precisão, invasão e técnico-combinatórios como oportunidades de ver quem eles são no jogo e fora dele.

Na prática, isso quer dizer que a gente tá ali pra guiá-los, mas também pra deixar eles experimentarem, acertarem, errarem e aprenderem com isso. Por exemplo, os meninos já chegam no 6º Ano com uma noção básica dos esportes mais comuns, como futebol e vôlei, porque já viram isso em anos anteriores. Agora, a ideia é aprofundar e inserir novas modalidades pra que eles percebam a diversidade dos esportes. Eles precisam ser capazes de entender as regras, respeitar o adversário, coordenar ações com o time e até mesmo desenvolver estratégias. Tudo isso acaba contribuindo não só pro físico deles mas também pro social e emocional.

Vamos lá pras atividades que eu faço com a galera do 6º Ano:

Primeiro, tem uma atividade que eu adoro fazer chamada "Circuito de Precisão". Pra essa atividade a gente não precisa de muito: cones, bolas de tênis e umas argolas. Divido a turma em pequenos grupos de 4 ou 5 alunos. O circuito é montado com diferentes estações onde eles têm que acertar uma bola em alvos colocados no chão ou nos cones. É simples mas dá um trabalhinho fazer tudo certo. Cada grupo passa por todas as estações e soma pontos. Eu costumo usar uns 40 minutos pra essa atividade toda.

A última vez que fiz isso foi hilário! O Rafael tava super concentrado numa das estações mas o Pedro fez ele rir bem na hora do arremesso e ele errou feio! Todo mundo caiu na gargalhada e foi um momento muito legal porque mostrou como eles se apoiam mesmo nas falhas. E olha que a equipe do Rafael acabou ganhando, porque depois ele levou a sério e deu show na precisão!

Outra atividade bacana é o "Jogo dos Três Golpes" pro pessoal entender melhor os esportes de invasão. Aqui a gente usa bolas de diversos tamanhos – pode ser bola de handebol, basquete ou até futebol – e duas balizas (pode ser esses golzinhos pequenos). A turma é dividida em duas equipes e a regra é simples: só pode dar três passes antes de tentar marcar um gol. Isso faz eles pensarem rápido em como vão se posicionar no campo e também desenvolver a comunicação em time.

Na última vez que fizemos isso, a Ana Luiza brilhou! Ela tava meio tímida no começo do ano mas nesse jogo ela liderou o time dela com uma estratégia incrível. Além de marcar pontos importantes, ela conseguiu fazer com que todos se envolvessem igualmente no jogo. Todo mundo saiu do jogo discutindo como foi legal trabalhar juntos dessa forma.

Por último, uma atividade que sempre trago é a "Olimpíada dos Movimentos". Aqui misturamos um pouco de tudo: corrida de revezamento, saltos combinados e até dança com cordas. Uso basicamente cordas, bambolês e bastões. A turma forma equipes e cada membro tem que completar um desafio específico antes de passar pro colega seguinte.

Essa atividade costuma durar quase uma hora porque tem bastante coisa envolvida mas é super dinâmica e todo mundo participa ativamente. Na última vez o Jorge tava com medo de errar o movimento da corda porque nunca tinha feito dança antes mas foi só começar que ele pegou jeito rapidinho. A turma toda apoiou ele no processo e foi ótimo ver o quanto ele se animou depois.

O mais legal dessas atividades é ver como os alunos vão crescendo não só na habilidade física mas também socialmente. Eles começam o ano meio tímidos ou sem muita confiança mas ao longo dessas experiências dá pra ver mudanças significativas na postura deles. O mais importante é criar um ambiente acolhedor onde cada um sinta que pode tentar sem medo de errar - é assim que surge o tal protagonismo que queremos incentivar neles.

Bom, espero ter ajudado aí quem tá começando ou procurando novas ideias para trabalhar essa habilidade! Qualquer coisa, tamo junto aí pra trocar mais experiências!

E aí, pessoal! Continuando aqui sobre a habilidade EF67EF03, queria falar de como eu percebo que os meninos realmente pegaram o conteúdo sem precisar de prova formal. Olha, tem hora que é mais fácil do que parece. Quando tô circulando pela sala ou mesmo lá no pátio durante as atividades, dá pra ver claramente quem tá entendendo a parada toda.

Por exemplo, quando tô observando os alunos ali, só prestando atenção na conversa entre eles, eu percebo aqueles momentos de "ahá!", sabe? Tipo quando a Joana tá explicando pro Lucas como ele devia se posicionar na quadra pra aproveitar melhor a jogada de invasão. Ela fala com tanta confiança que dá pra ver que ela entendeu não só o que fazer, mas por que fazer, e isso é o que conta de verdade. Outra vez, vi o Pedro mostrando pra Amanda como calcular melhor o tempo de arremesso no basquete. Ele tinha pego a ideia de precisão no esporte e tava aplicando ali, no calor do jogo. Isso é aprendizado na prática!

Aí, claro, tem os erros comuns que acontecem. A galera às vezes se enrola um pouco com as táticas de equipe. O João, por exemplo, tem mania de querer resolver tudo sozinho durante o futsal. Ele acha que tá jogando bem, mas acaba se esquecendo de passar a bola pros outros colegas. Esse erro acontece porque ele ainda não entendeu totalmente a importância do trabalho em equipe. Quando vejo isso acontecendo, chamo ele de canto e converso sobre como o time pode render mais quando todo mundo participa. Gosto sempre de dar um exemplo concreto do jogo anterior onde umas trocas de passe bem feitas levaram ao gol.

Outra situação comum é quando a Ana tenta se destacar individualmente sem considerar os movimentos dos outros no jogo de vôlei. Ela se posiciona mal porque não observa a movimentação dos colegas e acaba desorganizando o time. Nesses casos, faço uma pausa e faço a galera inteira rever a estratégia junto comigo. Mostro o valor de cada posição e como um movimento errado pode mudar tudo.

Agora, falando do Matheus e da Clara, que têm TDAH e TEA respectivamente, eu preciso adaptar algumas coisas nas atividades pra eles também aproveitarem da melhor forma possível. O Matheus precisa de direções claras e objetivas porque ele se distrai fácil. O que funciona bem é dividir as atividades em etapas menores e dar feedback constante. Durante o jogo, sempre dou uma olhada extra nele e incentivo quando vejo ele acertar alguma coisa. Assim ele não perde o foco tão fácil.

Com a Clara é um pouquinho diferente. Ela precisa de um ambiente mais previsível e menos barulhento por conta do TEA. Tenho usado cartões visuais que mostram as sequências das atividades que vamos fazer ou até mesmo as regras do jogo em pictogramas. Isso ajuda bastante porque ela consegue acompanhar sem precisar do caos das instruções verbais que às vezes deixam ela confusa.

Uma coisa que não funcionou foi tentar usar muitos jogos rápidos e agitados pros dois ao mesmo tempo; percebi que o Matheus se empolgava demais e perdia a linha enquanto a Clara ficava sobrecarregada com tanta informação visual e sonora rolando ao mesmo tempo. Então agora sempre organizo o tempo de forma que eles consigam participar das atividades em pequenos grupos antes de serem inseridos no grupo maior.

E assim vou tocando o barco aqui com essa turma cheia de energia e vontade de aprender! Às vezes não dá certo logo de cara, mas faz parte do nosso trabalho ajustar as velas no meio da tempestade pra seguir em frente com todo mundo junto.

Bom, por hoje é isso! Espero que essas histórias daqui da sala inspirem vocês também na prática aí na escola! Qualquer coisa, me chamem por aqui mesmo! Abraço!

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