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EF67EF13Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Diferenciar as danças urbanas das demais manifestações da dança, valorizando e respeitando os sentidos e significados atribuídos a eles por diferentes grupos sociais.

DançasDanças urbanas
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Bom, gente, falar sobre essa habilidade EF67EF13 da BNCC é como tentar dar um zoom nas danças urbanas e em como elas se diferenciam das outras manifestações culturais. Na prática, o que a gente quer é que os meninos percebam que cada tipo de dança tem uma história, um jeito e representa algo diferente para as pessoas. Não é só se mexer no ritmo, sabe? É entender que o break tem toda uma história por trás, ligada aos movimentos sociais, às vezes até de resistência e expressão de identidade. Os alunos já vêm de anos anteriores com uma noção básica do que é dança — tipo, eles sabem o que é dançar uma quadrilha na festa junina ou o que é uma valsa num casamento. Mas, quando chega no 7º ano, a gente quer que eles comecem a pensar no significado cultural e social dessas danças urbanas. Que eles consigam olhar pra um grupo dançando hip hop na praça e entender que ali tem mais coisa do que só a música e o movimento.

Agora vou contar como eu faço isso na prática com a turma do 7º ano. Eu gosto de começar com uma atividade bem simples, mas visualmente poderosa: “Roda de Dança e História”. Eu levo pra sala alguns vídeos curtos que mostram diferentes estilos de danças urbanas ao redor do mundo: krump, breakdance, hip hop... O material aqui não precisa ser nada demais, só um projetor ou mesmo meu celular ligado na TV da sala funciona. Aí eu coloco os meninos em roda no meio da quadra pra assistirem. Cada vídeo tem uns 3 minutos. Enquanto assistem, eu vou pausando pra dar umas explicações: “Olha só como esse movimento aqui veio lá dos anos 70 nos EUA”. Eles adoram quando eu conto umas curiosidades. Tipo o Pedrinho, ele sempre vem com perguntas do tipo “Professor, mas isso aí o pessoal inventou onde?”. Essa atividade dura uma aula inteira porque os meninos ficam doidos querendo saber mais.

Uma outra atividade legal é a “Oficina de Movimentos”. Aqui eu separo a turma em grupos menores e cada grupo recebe uma tarefa: reproduzir alguns movimentos básicos de um estilo específico de dança urbana. Eu peço pra eles trazerem roupas confortáveis porque tem chão pela frente! Ah, e não precisa de música ao vivo nem nada: a gente usa playlists do YouTube mesmo. Cada grupo tem uns 15 minutos pra ensaiar e depois apresentar pros colegas. É um tal de ginga pra cá, rodopio pra lá... E sempre tem aquelas risadas quando alguém erra o passo, mas sempre num clima muito respeitoso. Na última vez que fiz essa atividade, teve até o momento "estrela" do Lucas que conseguiu fazer um movimento de break super difícil que ele tinha visto no vídeo da aula anterior. A turma foi ao delírio!

Por fim, uma das atividades mais reflexivas é o “Debate Cultural”. Eu peço pra turma sentar em círculo e trago algumas perguntas para discutir: “Como vocês acham que as danças urbanas influenciam as músicas que vocês gostam?” ou “De que forma esses estilos de dança ajudam na expressão da identidade de quem mora nas cidades grandes?”. Eu deixo uns 20 minutos só pra essa conversa fluir. E flui mesmo! A Ana Clara sempre vem com umas reflexões profundas sobre como ela sente que pode ser ela mesma quando dança hip hop. É bonito ver como eles se abrem e respeitam as opiniões uns dos outros.

E olha, nem sempre é fácil! Às vezes a turma tá num dia mais agitado e concentrar todo mundo nas atividades dá trabalho. Mas faz parte do nosso papel como professores ir ajustando o ritmo das coisas conforme a energia deles.

Essas atividades ajudam os alunos a entenderem melhor as diferenças entre as danças urbanas e outras manifestações culturais. Eles saem da aula não só movimentando o corpo, mas também pensando no porquê daquela dança existir daquele jeito. E aí eu sinto que tô contribuindo pra formação deles como cidadãos críticos e conscientes.

Então é isso aí! Espero ter ajudado vocês a entenderem melhor como trabalhar essa habilidade na sala de aula. Pode parecer meio complicado no começo, mas quando a gente vê os olhos dos alunos brilhando com essas descobertas sobre cultura e identidade, vale todo o esforço! Se alguém tiver alguma sugestão ou quiser compartilhar experiências também, tô por aqui! Abraço!

Olha, gente, perceber que os alunos entenderam uma habilidade sem aplicar uma prova formal é meio que um talento que a gente desenvolve com o tempo. Claro, não dá pra ter 100% de certeza, mas algumas pistas vão mostrando o caminho. Na sala, por exemplo, quando eu tô circulando entre os grupos, fico atento às conversas. Se tô numa atividade de dança, gosto de ver como eles reagem às músicas e aos movimentos. Teve um dia em que tava tocando hip hop e o João começou a explicar pro colega do lado a diferença entre break e popping. Na hora eu pensei "ah, esse moleque entendeu". É um tipo de troca que não acontece se eles não tiverem internalizado o conteúdo.

Outra coisa que faço é prestar atenção na hora em que eles tão ensinando uns aos outros. A Diana, por exemplo, adora dançar e sempre foi muito comunicativa. Num desses dias, ela tava mostrando pros colegas como os movimentos do street dance se conectam com a história do gênero. Fiquei de butuca e vi a empolgação dela ao explicar. É nesse entusiasmo que percebo que o aluno captou mais do que só o passo de dança; ele entendeu a essência.

Mas olha, como com tudo na vida, há erros comuns que aparecem nesse processo. O Lucas vive confundindo estilos de dança, tipo misturando características do samba com o hip hop. Esses erros acontecem porque às vezes a ansiedade de participar e mostrar serviço faz a galera atropelar as informações sem processar direito. E quando pego esse erro na hora, o que faço é pedir pro aluno desacelerar um pouco. Falo: "Calma aí, Lucas, vamos dar uma olhada de novo nos estilos. Um tem muito ritmo nas pernas, o outro nos braços. Qual é qual?"

Já com a galera que tem necessidades específicas como o Matheus e a Clara, tenho algumas estratégias que fui desenvolvendo. O Matheus tem TDAH e precisa de um foco diferente. Descobri que dividir as atividades em blocos menores ajuda bastante. Então, em vez de uma aula longa com várias danças seguidas, faço intervalos curtos entre as sessões pra ele conseguir se reenergizar e voltar à concentração. Outra coisa que funciona são as indicações visuais com cartazes ou vídeos curtos.

O desafio com a Clara, que tem TEA, é ajustar o ambiente pra ela se sentir à vontade. A Clara responde bem a estímulos visuais e táteis. Então incluí materiais como vídeos explicativos com legendas e tecidos coloridos pra ela explorar durante as atividades. Teve uma vez que usei uns lenços leves pra mostrar movimentações fluidas do contemporâneo e vi como isso ajudou ela a se conectar mais com a aula.

Já tentei coisas que não deram muito certo também. Tentei usar música muito alta achando que animaria todo mundo de uma vez só, mas percebi rápido que tanto o Matheus quanto a Clara ficaram desconfortáveis com todo aquele barulho. Voltei atrás na hora e ajustei o volume pra algo mais tranquilo.

E assim vou ajustando aqui e ali pra todo mundo conseguir aprender junto. Acredito mesmo que é esse olhar atento pro dia a dia dos alunos e essas adaptações constantes que fazem a diferença no aprendizado deles.

Bom pessoal, acho que é isso por hoje. Adoro compartilhar essas histórias porque sempre tem alguém aí do outro lado que passa pelas mesmas situações e é bom saber que não estamos sozinhos nessa jornada. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô aqui curioso pra saber também! Vamos em frente, aprendendo e ensinando juntos! Abraço!

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