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EF67EF10Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Diferenciar exercício físico de atividade física e propor alternativas para a prática de exercícios físicos dentro e fora do ambiente escolar.

GinásticasGinástica de condicionamento físico
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF67EF10 da BNCC, a parada é que os alunos têm que conseguir entender a diferença entre exercício físico e atividade física. Parece que é a mesma coisa, mas não é não, viu? No exercício físico, geralmente tem um objetivo claro, tipo melhorar o condicionamento físico, perder peso, essas coisas. Tem uma estrutura, uma sequência. Já a atividade física é mais solta, né? Tipo assim, subir escadas ou passear com o cachorro. Eles precisam ser capazes de propor alternativas pra praticar exercícios físicos dentro e fora da escola. Isso é legal porque ajuda a turma a ver que não precisa só daquele futebol na quadra ou da aula de educação física pra se mexer.

No 6º ano, eles já têm uma noção básica do que é praticar atividade física, porque trabalhamos bastante com jogos e esportes. Só que agora no 7º ano, eu tento aprofundar mais essa diferença e mostrar que eles podem criar suas próprias rotinas de exercício. Pra mim, é importante que os meninos e meninas entendam isso de uma vez, pra não ficarem dependendo só da aula de educação física pra se movimentar.

Agora, deixa eu contar como eu faço isso na prática. Uma atividade que eu gosto muito de fazer é o "Circuito Funcional". Olha, eu uso materiais simples mesmo: cones, cordas de pular e colchonetes. Organizo a turma em pequenos grupos de 5 ou 6 alunos. Aí monto umas 5 estações diferentes pelo pátio da escola. Cada estação tem um exercício diferente, tipo pular corda por um minuto, fazer abdominais, ou aquelas corridinhas entre cones. Cada grupo fica numa estação por uns dois minutos e depois troca. No total, essa atividade dura uns 30 minutos contando com as explicações e tudo.

Os alunos geralmente reagem bem empolgados com essa atividade porque eles ficam bem ativos o tempo todo e é meio desafiador. Teve uma vez que o João e a Ana Clara estavam se desafiando na estação de abdominais pra ver quem fazia mais em um minuto. Foi engraçado ver a competitividade saudável deles. E sempre tem aquele aluno mais tímido que no começo fica meio receoso mas depois entra na onda, tipo a Clara que nem queria participar no início mas depois tava lá pulando corda toda animada.

Outra atividade que faço é o "Diário de Atividade Física". Peço pra eles anotarem durante uma semana todas as atividades físicas que fizeram fora da escola. Pode ser correr no parque, ir até a padaria de bicicleta, essas coisas do dia a dia mesmo. Não precisa ser nada muito elaborado não. Na semana seguinte, trazemos os diários pra sala e fazemos uma roda de conversa pra compartilhar as experiências. Essa atividade toma uns 10 minutinhos por aula durante duas semanas.

Os alunos acabam se surpreendendo quando percebem quanta coisa já fazem sem perceber. Na última vez que fizemos isso, o Marcos comentou como ele achava que não fazia nada fora da aula mas viu que caminhar até a casa da avó dele conta como atividade física sim! Aí isso motiva eles a pensarem em mais maneiras de se mexerem no dia a dia.

A terceira atividade é um "Plano de Exercício Personalizado". Depois deles entenderem bem as diferenças entre exercício físico e atividades físicas, peço pra cada um criar um plano simples de exercícios pra fazer em casa ou no bairro onde moram. Algo acessível mesmo, usando coisas que têm em casa como garrafas PET pra usar como pesos ou escadas pro cardio. Levamos umas duas aulas pra eles montarem isso direitinho.

Os alunos sempre ficam animados em compartilhar os planos deles com a turma. É legal ver como cada um pensa diferente sobre exercício físico e propõe ideias criativas pros colegas. Teve a Letícia que sugeriu uma rotina usando músicas pra tornar tudo mais divertido, tipo dança livre mas com foco nos movimentos certos.

No fim das contas, trabalhar essa habilidade com os alunos acaba sendo muito gratificante porque olha só: eles saem entendendo melhor a importância das atividades físicas pro bem-estar geral deles e ficam mais autônomos na hora de cuidar disso por conta própria. Não ficam só esperando pela aula ou pelo jogo na quadra pra se movimentar.

Então é isso aí pessoal! Espero que essas ideias possam inspirar vocês também nas suas aulas! Abraço!

Aí, pensando em como a gente vê que os meninos aprenderam isso tudo, é meio que na observação do dia a dia, sabe? Não dá pra ficar só esperando a hora da prova ou de um trabalho formal pra sacar se a galera tá entendendo. Quando eu tô circulando pela sala, fico de olho nas interações entre eles. Tipo, se tô observando um grupo discutindo sobre as atividades da semana e alguém solta algo como "ó, esse exercício aqui é perfeito pra melhorar o equilíbrio!", aí eu já penso: "Caramba, esse moleque entendeu o conceito direitinho". E nem sempre eu preciso intervir, só de ouvir eles debatendo e trocando ideias já é um baita termômetro.

Outro dia mesmo, durante uma atividade em grupo, o Pedro tava explicando pro Lucas e pra Ana a diferença entre os tipos de atividades físicas. Ele pegou e falou assim: "Cara, quando você tá jogando bola com a galera no fim de semana, isso é atividade física. Mas quando você segue aquele treino que o professor passou pra fortalecer as pernas, aí é exercício físico!" Na hora, deu pra ver que os outros dois também acenaram com a cabeça, como quem diz "aham, isso faz sentido". Isso é legal demais porque mostra que não é só sobre decorar, mas sobre entender e saber explicar pros colegas.

Agora, quanto aos erros mais comuns... Olha, é normal rolar uma confusão entre essas definições no começo. A Beatriz, por exemplo, uma vez veio me perguntar: "Professor, se eu faço caminhada todos os dias pro colégio e penso em emagrecer, isso é exercício físico ou atividade física?" Aí eu expliquei que depende de como ela encara essa caminhada. Se tem uma meta diária e ela controla tempo e intensidade, vira exercício. Mas se é só o modo dela ir pro colégio todo dia sem preocupação com ritmo ou tempo, continua sendo atividade física. Esse tipo de dúvida é bem comum porque a linha entre um e outro pode ser bem tênue.

Outra confusão que acontece direto é achar que tudo que cansa é exercício físico. Como o João uma vez disse: "Joguei videogame ontem e saí suado! Isso conta como exercício?" Claro que não, né? Mas acontece porque eles associam cansaço físico com atividade organizada e não sentem a diferença estrutural.

Quando eu pego esses erros na hora, tento sempre puxar uma conversa pra clarear as ideias dos alunos. Faço perguntas que os levam a refletir: "Por que você acha isso?" ou "O que te faz pensar dessa forma?". Essa abordagem ajuda muito a eles próprios irem ajustando o raciocínio.

E falando em ajuste pras necessidades específicas dos alunos... Com o Matheus, que tem TDAH, minha estratégia principal é manter as atividades curtas e variáveis. Sabe como é complicado ele manter o foco por períodos longos. Então faço pausas frequentes e dou pequenos desafios que prendam seu interesse. Uma vez pedi pra ele ser o responsável por ensinar um alongamento simples pro grupo. Isso deu super certo porque ele ficou animado em ser o "profe" por um momento e manteve-se focado.

Já com a Clara, que está no espectro do TEA, o negócio é ser bem claro nas instruções e criar um ambiente previsível. Deixo sempre um quadro com as etapas da atividade desenhadas pra ela se situar melhor. Uso materiais visuais também, tipo cartões com imagens das posturas e movimentos. Houve uma vez em que ela se perdeu numa sequência porque eu mudei a ordem das estações sem avisar com antecedência. Aprendi rápido a importância da previsibilidade.

No geral, acho que a chave mesmo tá em conhecer cada um dos alunos e respeitar suas individualidades dentro das atividades físicas. Às vezes não dá certo de primeira, mas vamos ajustando até encontrar um jeito que funcione bem pra todos.

Bom, gente, acho que por hoje é isso. Se alguém tiver outras experiências ou ideias sobre esse tema pra compartilhar, manda aí! Tô sempre aberto a novas sugestões. Abraço!

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