Voltar para Educação Física Ano
EF12EF08Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e utilizar estratégias para a execução de diferentes elementos básicos da ginástica e da ginástica geral.

GinásticasGinástica geral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha só, pessoal, falando sobre a habilidade EF12EF08 da BNCC, quando a gente fala lá no 2º ano de planejar e usar estratégias na ginástica, é basicamente ajudar os meninos a desenvolver coordenação, equilíbrio e força através de movimentos básicos. Não é coisa de outro mundo não, viu? A ideia é que eles consigam executar aqueles movimentos que já estão meio acostumados, mas de uma forma mais pensada, com mais consciência corporal. Coisas tipo dar uma estrelinha, fazer um rolamento pra frente ou tentar aquele pino básico com o apoio de um coleguinha.

O que eu percebo é que essa habilidade vem meio que evoluindo o que eles já aprendem no 1º ano. Lá atrás eles começam a entender o corpo deles, melhorar a coordenação motora grossa e começam a ter noção de espaço. Quando chegam no 2º ano, já dá pra explorar um pouquinho mais essas capacidades. A galera já tem uma base melhor e a gente começa a ver algumas estrelinhas mais ajeitadas e menos joelho ralado, se é que vocês me entendem.

Uma das atividades que eu faço e que ajuda bastante é o circuito de ginástica. Olha, é simples mas eficaz! Eu uso materiais básicos: cones, algumas colchonetes e bambolês. Aí monto umas estações. Uma estação pode ser só pra fazer rolamentos pra frente numa colchonete, outra pra pular dentro dos bambolês no chão, e outra pra fazer uma sequência de equilíbrio andando entre cones. Eu divido a turma em pequenos grupos de 5 ou 6 alunos e cada grupo começa numa estação diferente. Passam uns 5 minutinhos em cada estação e depois trocam. No total, leva uns 30 minutos essa brincadeira toda.

E aí, vocês sabem como é criança nessa idade, né? Ficam super empolgados! Teve uma vez que a Letícia, sempre mais tímida e quietinha, foi fazer o rolamento e saiu cambaleando no final. Todo mundo começou a rir e ela também caiu na risada. Foi engraçado porque isso ajudou ela a se soltar mais nas outras atividades.

Outra atividade legal é o famoso jogo da estátua em movimento. Não precisa de material nenhum além do espaço livre. Eu explico pra eles que enquanto a música toca eles têm que andar pelo espaço correndo ou saltitando ou fazendo algum movimento específico que eu peço, tipo andar nas pontas dos pés ou só num pé. Quando a música para, eles têm que ficar parados feito estátua. A brincadeira dura uns 20 minutos a depender do pique deles, e ajuda muito na questão da reação e do controle do corpo.

Uma situação legal foi quando o Joãozinho resolveu inventar moda e tentou ficar na ponta dos pés numa perna só durante o jogo da estátua. Ele acabou levando um tombo daqueles mas se levantou rapidinho com um sorriso no rosto dizendo "Tô bem!" E os amiguinhos todos bateram palmas pra ele.

A terceira atividade que eu gosto bastante é a pirâmide humana. Calma aí que não é nada complicado! Eu peço pros alunos formarem duplas e faço uma demonstração de como apoiar um joelho no chão e o outro aluno subir com os pés nos ombros do colega agachado. Uso colchonetes pra maior segurança claro! E sempre supervisiono um por um pra garantir que ninguém vai se machucar.

Esses exercícios demoram em torno de 15 minutinhos cada dupla porque faço questão de ajudar todos eles pessoalmente se precisarem. Os alunos reagem bem animados porque adoram mostrar pros outros colegas quando conseguem ficar equilibrados direitinho.

Da última vez que fizemos isso, o Pedro ficou super empolgado porque conseguiu pela primeira vez fazer um "apoio perfeito", como ele mesmo chamou! A turma toda foi ao delírio quando ele desceu todo sorridente.

Bom pessoal, essas são algumas estratégias simples mas muito eficazes pra trabalhar essa habilidade da BNCC no 2º ano. É legal ver como a galera vai ganhando confiança e melhorando nesses aspectos básicos da ginástica enquanto se divertem bastante. E vocês aí? Como têm trabalhado essa habilidade com os seus alunos? Bora trocar umas ideias!

O que eu percebo é que essa habilidade vem, de verdade, no dia a dia, quando você vai observando os meninos e as meninas na prática. Sem precisar daquela prova formal que muitos acham indispensável. Tipo, enquanto eu tô circulando pela sala durante uma atividade, dá pra ver claramente quem tá pegando o jeito das coisas. É o famoso "olhar de professor" que a gente desenvolve com o tempo.

Por exemplo, tem vezes que a gente tá lá na quadra fazendo um exercício de equilíbrio e eu vejo o Lucas explicando pra Ana como ela pode ajustar o corpo pra manter o equilíbrio por mais tempo. Ele diz algo tipo "Ana, tenta olhar pra frente e abrir um pouco mais os braços". Aí eu penso: "Ah, esse entendeu!".

Outro dia, tava rolando aquela atividade de fazer o rolamento pra frente, e a Sofia tava com medo de ir sozinha. Aí o João se ofereceu pra ajudar e foi explicando passo a passo enquanto a guiava. Ele falou: "Sofia, coloca o queixo no peito e vai devagar até sentir que tá rolando". Quando vejo essas interações, sei que eles não só entenderam, mas estão aplicando o conhecimento além do que a gente ensina de forma direta.

Agora, claro que rolam uns erros comuns nessa fase. Tipo a Mariana, que às vezes confunde a força que precisa aplicar num movimento e acaba meio desajeitada no fim do exercício. Isso acontece porque eles ainda estão entendendo como o corpo responde aos comandos. Aí eu chego junto e mostro a diferença. Digo algo como: "Mari, tenta usar só um pouquinho menos de força aqui no começo e vê como você se sente".

E tem também a questão do timing. O Paulo sempre se apressa nos movimentos e acaba sem terminar direito. É aquela coisa da ansiedade de querer fazer tudo rápido demais. Nesses casos, pausa a atividade rapidinho e converso com ele. "Paulo, tenta respirar fundo antes de começar e sentir cada passo". Isso ajuda ele a ter mais calma e melhorar a execução.

Agora, falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA. Olha, cada um deles ensina tanto pra gente quanto a gente pra eles. Com o Matheus, já percebi que ele precisa de movimentos mais curtos e bem definidos. Então quando a turma tá fazendo um circuito completo, às vezes crio uma versão reduzida só pra ele ou divido em partes mais simples. Dá muito certo quando uso cartões coloridos com instruções visuais claras ao invés de só falar o que é pra fazer.

Já com a Clara, o desafio é diferente. Ela responde super bem quando sabe exatamente o que esperar da atividade. Então eu faço pequenas rotinas pra ela antes de começarmos qualquer novo exercício, tipo mostrar vídeos curtos ou imagens das posições finais dos movimentos. Ela adora quando tem um cronograma visual na mão mostrando o que vem primeiro, segundo... Ajuda muito na previsibilidade e na confiança dela.

Teve uma vez que tentamos um exercício em grupo com eles dois juntos e não deu muito certo porque ambos precisavam de atenção individual em momentos diferentes. Aprendi rapidinho que dividir eles em momentos distintos ou dar funções específicas dentro da atividade é mais produtivo.

Bom, acho que deu pra compartilhar um pouquinho do nosso mundinho aqui na escola com essa habilidade EF12EF08. É sempre um aprendizado constante ver como cada aluno absorve o conteúdo de formas tão únicas. E é isso aí pessoal, espero ter contribuído com vocês! Vamos continuar trocando essas experiências por aqui, porque é assim que a gente cresce junto nessa jornada de ensinar. Até mais!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EF12EF08 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.