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EF12EF02Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Explicar, por meio de múltiplas linguagens (corporal, visual, oral e escrita), as brincadeiras e os jogos populares do contexto comunitário e regional, reconhecendo e valorizando a importância desses jogos e brincadeiras para suas culturas de origem.

Brincadeiras e jogosBrincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, pessoal, quando a gente fala de trabalhar a habilidade EF12EF02 da BNCC, eu penso que a ideia é muito mais do que só fazer os meninos jogarem ou brincarem. É sobre eles entenderem o que estão fazendo, o significado daquilo. A habilidade diz respeito a explicar as brincadeiras e jogos populares usando diferentes linguagens: corporal, visual, oral e escrita. Na prática, isso significa que os alunos precisam ser capazes de não só jogar ou brincar, mas também explicar como se joga, contar histórias sobre essas brincadeiras, desenhar ou mesmo representar essas atividades de alguma forma. É uma verdadeira oportunidade pra eles mergulharem nas culturas de origem dessas brincadeiras e valorizar o que tem de bom nelas.

Um exemplo concreto disso seria um aluno conseguir contar pros colegas como se joga uma brincadeira tradicional da região deles, tipo o pião ou a amarelinha, usando palavras, mas também mostrando com gestos e talvez até desenhando no quadro. E ainda entender a importância histórica e cultural daquela brincadeira na comunidade deles. Aí, a gente conecta com o que eles já viram antes. Na série anterior, eles já praticaram muitas dessas brincadeiras e aprenderam a jogar em grupo, respeitar regras e conviver com os colegas. Agora é hora de aprofundar e entender o porquê de tudo isso.

Agora vou contar como eu faço isso em sala de aula com três atividades diferentes.

A primeira atividade que eu gosto muito é a roda de conversa sobre as brincadeiras. Olha, eu peço pra cada aluno trazer uma brincadeira que aprendeu em casa ou na rua. Pode ser qualquer uma: esconde-esconde, pega-pega, cinco marias... Aí, durante a aula, eu organizo todo mundo em círculo e cada um vai contando sobre sua brincadeira. Eles explicam as regras, mostram como se faz e falam um pouco sobre onde aprenderam isso. Costuma durar uma aula inteira, tipo uns 50 minutos. Na última vez que fizemos isso, o Pedro trouxe uma brincadeira chamada "Baleado", que ele aprendeu com o pai dele. A galera ficou meio confusa no início porque ninguém conhecia, mas depois todo mundo quis aprender também! O Pedro ficou todo orgulhoso de ser o "professor" da vez. É um momento muito rico porque os meninos podem ver como cada um tem experiências diferentes e como podemos aprender uns com os outros.

A segunda atividade é mais prática: recriar as brincadeiras no pátio da escola. Eu levo os meninos pro pátio e cada um ensina a brincadeira que apresentou na roda de conversa. Divido eles em grupos pequenos e dou 15 minutos pra cada apresentação prática. Não uso muito material, no máximo uns giz pra marcar no chão ou bolinhas de meia pra quem quer mostrar algum jogo com bola. Os alunos reagem super bem porque adoram essa parte prática. Na última vez que fizemos isso, a Maria inventou de ensinar como fazer "cama de gato" usando barbante. Achei que os meninos não iam ligar muito, mas eles ficaram fascinados tentando repetir os movimentos com o barbante nos dedos. Foi interessante ver como algo tão simples pode prender tanto a atenção deles.

A terceira atividade envolve uma parte mais artística: criar cartazes das brincadeiras. Depois que já tiveram toda essa prática e conversa, peço pra fazerem cartazes sobre as brincadeiras aprendidas. Eles podem desenhar as etapas do jogo, escrever as regras fundamentais ou até colar fotos (se tiverem levado alguma). Pra isso, uso papel pardo grande e canetinhas coloridas. Essa atividade leva mais tempo, tipo duas aulas seguidas porque quero que eles caprichem e pensem bem no cartaz final. Eles adoram desenhar e colocar cor nas ideias deles! Uma situação engraçada aconteceu com o Lucas e o João: eles estavam brigando por causa do espaço no cartaz porque ambos queriam desenhar o pião bem grande no meio do papel – acabou virando uma parceria divertida quando decidiram fazer um pião gigante juntos!

E é isso! Essas atividades ajudam os meninos a entenderem mais sobre as próprias raízes culturais através das brincadeiras e jogos populares. É um aprendizado divertido porque envolve ação e reflexão ao mesmo tempo. Agora me conta aí: como vocês costumam trabalhar essa habilidade na sala de vocês?

maneira de ajudar os meninos e meninas a desenvolverem uma compreensão mais completa das atividades. Tipo assim, quando eu vejo que eles realmente pegaram o espírito da coisa, é bem na hora da prática, sacou? Não adianta só fazer uma prova escrita e pronto. A gente percebe no dia a dia, na interação deles.

Por exemplo, quando eu tô circulando pela sala ou pelo pátio e noto que durante os jogos um aluno tá explicando as regras pra outro com clareza, aí eu penso "ah, esse entendeu". Teve um dia que o Pedro tava explicando pro João como funcionava uma queimada que a gente tinha acabado de aprender: ele não só explicou as regras, como também falou sobre a estratégia de jogo, dizendo pra tomar cuidado com o lado da quadra que era mais vulnerável. Isso mostra que ele não só entendeu as regras, mas também absorveu um pouco sobre tática e como se adaptar à situação.

Outro exemplo foi a Maria e a Ana, que estavam conversando e a Maria começou a desenhar no caderno uma brincadeira de pular elástico que a avó dela ensinou. Ela foi mostrando pra Ana como os pulos tinham que ser feitos e desenhando cada etapa. Esse tipo de interação me diz mais sobre o entendimento deles do que um monte de respostas em papel.

Agora, os erros comuns... ah, esses aparecem sempre! Geralmente, os erros acontecem porque os meninos têm tanta energia que às vezes não escutam direito as instruções. O Lucas, por exemplo, sempre começa o jogo antes mesmo da gente terminar de explicar as regras, aí se atrapalha todo com as etapas. Isso acontece porque ele fica ansioso pra jogar logo. Quando eu percebo isso, dou um toque na hora e peço pra ele esperar até todo mundo entender direitinho antes de começar.

Aí tem também aquela situação clássica de achar que entendeu, mas quando vai fazer... Teve a Fernanda que falava "ah, já sei!" mas, na hora de explicar pro grupo dela como funcionava o pega-pega diferente que a gente tava testando, ela misturou tudo. Nesses casos eu costumo fazer uma pausa e peço pra ela tentar explicar de novo ou ajudo com umas perguntinhas pra ver se clareia. É normal se confundir no começo.

E agora falando do Matheus e da Clara... Bom, cada um tem suas particularidades e eu tenho que me adaptar. O Matheus tem TDAH e é um menino ligado no 220! Pra ele, eu tento sempre dividir as atividades em etapas menores. Tipo se o jogo tem cinco etapas, eu explico duas primeiro e deixo ele fazer antes de passar pras próximas. Isso ajuda ele a focar sem ficar perdido quando tem muita informação. Além disso, durante a atividade, sempre faço algumas pausas rápidas pra ele me contar como tá indo ou se precisa de algo.

Já a Clara é um doce! Ela tem TEA e gosta muito de previsibilidade. Eu sempre aviso com antecedência qual atividade vamos fazer no dia seguinte e mostro cartões com imagens das etapas do jogo antes da aula começar. Isso ajuda ela a se preparar mentalmente e ficar menos ansiosa. Uma vez tentamos usar música na atividade mas percebi que não funcionou bem pra ela - parecia estar distraindo mais do que ajudando. Então agora deixo essa parte opcional pra ela escolher se quer ou não participar.

No final das contas, cada dia é um aprendizado novo pra mim também! Tem vezes que nada funciona como planejado e outras que tudo flui tranquilamente. Mas acho que o essencial mesmo é estar sempre aberto a mudar o jeito de ensinar conforme a necessidade dos meninos.

Bom pessoal, por hoje é isso! Se alguém tiver sugestões ou experiências parecidas pra compartilhar sobre trabalhar essas habilidades com os alunos ou lidar com essas situações específicas, me manda aí! Adoro saber como outros professores estão lidando com esses desafios também. Até mais!

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