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EF12EF07Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Experimentar, fruir e identificar diferentes elementos básicos da ginástica (equilíbrios, saltos, giros, rotações, acrobacias, com e sem materiais) e da ginástica geral, de forma individual e em pequenos grupos, adotando procedimentos de segurança.

GinásticasGinástica geral
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF12EF07 da BNCC aí é uma das que a gente trabalha na educação física do 2º ano. Quando li a primeira vez, achei meio complicado com essas palavras bonitas, mas na prática, é o seguinte: a gente precisa fazer os meninos experimentar e se divertir com diferentes movimentos da ginástica. É um tal de equilíbrio, salto, giro, essas coisas. Eles têm que conseguir fazer isso tanto sozinhos quanto em pequenos grupos. E claro, sempre cuidando pra ninguém se machucar, né?

Então, o que os alunos precisam realmente conseguir fazer? Bom, eles têm que ser capazes de, por exemplo, andar numa linha reta sem cair (isso é equilíbrio), pular de um lugar pra outro (são os saltos), dar uma cambalhota (é um giro) e tentar pequenos movimentos acrobáticos. Isso tudo sem precisar de materiais complicados. E olha, esse tipo de atividade já conecta com o que eles viram no primeiro ano, onde começaram a ter noção do próprio corpo e a fazer movimentos mais simples.

Agora, vou contar três atividades que rolam aqui na minha turma do 2º ano. A primeira é o “Circuito Maluco”. O nome já entrega que é uma bagunça organizada. Eu uso cones, cordas e colchonetes. Os cones pra marcar o trajeto no chão, as cordas pra eles pularem (tipo uma linha imaginária) e os colchonetes pra fazerem os giros. Divido a turma em pequenos grupos de quatro ou cinco alunos e cada grupo vai passando pelo circuito de um jeito diferente: primeiro caminhando em linha reta numa corda no chão pro equilíbrio; depois eles pulam de um cone pra outro; logo depois tem que dar uma cambalhota no colchonete.

Da última vez que fizemos isso, o Pedro conseguiu dar uma cambalhota tão perfeita que a turma toda começou a bater palma pra ele. Já a Ana ficou meio insegura na hora do salto entre os cones. Mas aí a galera começou a incentivar ela, e na segunda tentativa ela conseguiu pular direitinho. Normalmente essa atividade leva uns 30 minutos. Eles curtem bastante porque se sentem desafiados e é quase como uma competição saudável.

Outra atividade que sempre funciona bem é a “Dança dos Equilíbrios”. Pra essa eu só preciso de música. Aí coloco uma música animada e vou pedindo pra eles inventarem movimentos enquanto dançam, mas tem que ser tudo em pé num pé só! A turma adora porque parece brincadeira de estátua. Eu deixo tocarem umas três músicas diferentes e faço pausas entre elas pra eles descansarem um pouquinho.

Foi engraçado da última vez porque o Lucas começou a inventar uns passos malucos e todo mundo caiu na risada. A Mariana tava super concentrada tentando equilibrar com as mãos na cabeça ao mesmo tempo que levantava uma perna, parecia até bailarina! E olha, essa atividade além de trabalhar o equilíbrio, melhora muito a criatividade deles.

A terceira atividade é mais tranquila: “Giro e Paro”. Aqui eu não uso nenhum material especial, só o espaço da quadra mesmo. Faço eles ficarem em duplas e cada dupla escolhe quem vai girar primeiro. Então a criança começa a girar no próprio eixo enquanto eu conto até 10 em voz alta. Quando eu digo “pare!” eles têm que parar rapidinho sem desequilibrar. Depois trocam quem gira.

A última vez que fizemos isso foi engraçada porque o João começou girando tão rápido que até quando parou ficou meio tonto e foi andando torto até se segurar na parede. Aí todo mundo deu risada mas ele mesmo riu junto. Isso vai uns 20 minutinhos e dá pra repetir várias vezes porque eles não cansam fácil.

Essas atividades são legais porque além de trabalharem as habilidades motoras dos meninos de forma bem concreta, ainda fazem eles cuidarem uns dos outros. Eles têm que prestar atenção pra não esbarrar no amigo durante o circuito ou garantir que tá todo mundo seguro enquanto roda igual pião.

E assim vamos indo nas aulas de educação física. É muito bom ver como os alunos evoluem nessas atividades ao longo do ano e como vão ganhando confiança nos movimentos deles mesmos! Se alguém tiver dúvidas ou quiser mais ideias sobre como trabalhar isso em sala, só falar aí!

ando na trave de equilíbrio sem cair, pulando de um lado pro outro, girando no chão. Mas não é só isso, eles têm que se sentir confiantes nesses movimentos, entender como o corpo deles funciona, sabe? E o mais legal é ver quando eles começam a ajudar uns aos outros e dar dicas. Nesses momentos eu percebo que eles realmente estão aprendendo.

Agora, sem aplicar prova formal, a gente observa de outras formas. Quando circulo pela sala ou pelo pátio, eu fico de olho. Um dia desses, a Mariana tava mostrando pra Lúcia como fazer um salto com mais força pra alcançar a outra ponta do colchonete. Ela explicava direitinho: "Pula mais alto e usa os braços assim, ó!" Aí eu pensei: "Ah, essa entendeu". E tem o João que sempre comenta: "Hoje consegui fazer sem tremer na trave". É nesses comentários e nessas interações que a gente percebe o aprendizado.

Outra coisa que adoro é quando eles começam a inventar jogos ou variações do que eu propus. A galera realmente internalizou quando começa a criar suas próprias regras ou maneiras de fazer um movimento mais desafiador ou divertido. Tipo o Pedro e a Ana, que criaram uma competição de quem conseguia girar mais vezes sem sair do lugar. Eles estavam praticando o equilíbrio e o giro, mas de um jeito que fazia sentido pra eles e engajava todo mundo.

Mas olha, os erros acontecem e fazem parte do processo. Um erro comum é subestimar o próprio equilíbrio ou força e acabar se desequilibrando ou caindo. A Letícia uma vez quis fazer um salto muito ambicioso e acabou caindo sentada. Ela ficou um pouco envergonhada, mas eu expliquei que faz parte tentar e errar. Pra evitar isso, procuro sempre reforçar a ideia de ir com calma, testar os limites com segurança.

Outro erro comum é não prestar atenção no espaço ao redor. O Tiago tem mania de começar a girar sem olhar quem tá perto e às vezes quase colide com alguém. Esse erro geralmente acontece por falta de atenção ou empolgação demais. Quando vejo isso, eu paro a atividade e faço todo mundo relembrar a regra do "olha o espaço", sempre cuidando pra não ser uma bronca, mas sim um lembrete do trabalho em equipe.

Com relação ao Matheus, que tem TDAH, eu percebi que ele se sai melhor com instruções claras e atividades com menos tempo de espera. Ele precisa estar sempre em movimento, então adapto as atividades pra ter mais rodízio ou mini-desafios dentro do que estamos fazendo. Às vezes usamos cones coloridos pra ele seguir como percurso, o que ajuda ele a manter foco na tarefa.

A Clara, que tem TEA, já é um caso diferente. Ela gosta de rotina e previsibilidade. Eu procuro manter algumas atividades fixas no começo das aulas pra ela se sentir segura. E uso sempre cartões visuais com desenhos dos movimentos nas mãos dela antes de começarmos algo novo. Isso dá tempo pra ela processar o que vai fazer sem pressa.

O que não funcionou muito com o Matheus foi tentar atividades muito longas ou complexas sem dividir em partes menores. Ele acabava perdendo interesse ou se distraía fácil. Já com a Clara, perceber que muita mudança na rotina dela deixava ela inquieta foi uma lição importante.

No fim das contas, adaptar as atividades para cada aluno é essencial e não só pros que têm necessidades especiais. Todo mundo tem seu jeito de aprender e encarar desafios físicos.

E é isso, galera! Cada dia é um aprendizado diferente pra mim também. Tô sempre tentando melhorar minhas aulas pra todo mundo aproveitar ao máximo e se sentir parte da turma. Se alguém tiver dicas ou quiser compartilhar experiências parecidas, tô por aqui! Valeu!

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