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EF12EF03Educação Física · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Planejar e utilizar estratégias para resolver desafios de brincadeiras e jogos populares do contexto comunitário e regional, com base no reconhecimento das características dessas práticas.

Brincadeiras e jogosBrincadeiras e jogos da cultura popular presentes no contexto comunitário e regional
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF12EF03 da BNCC é uma dessas que a gente tem que saber levar pra prática de um jeito que faça sentido pros meninos. A ideia é que eles consigam pensar em estratégias pra resolver desafios nas brincadeiras e nos jogos populares. Então, na prática, isso quer dizer que a molecada precisa aprender a planejar, a resolver problema em grupo enquanto brinca, e também a reconhecer as características das brincadeiras que são comuns na região deles. Coisa tipo assim: se a gente tá jogando amarelinha, eles têm que saber como é que a gente joga por aqui, quais são as regras, e aí pensar em como ganhar o jogo ou completar o desafio dentro dessas regras.

A galera do primeiro ano já traz alguma coisa do ano anterior. Eles já sabem o básico de seguir regras nas brincadeiras e alguns já começam a pensar em como ganhar. Mas planejar mesmo, tipo "se eu fizer isso, aí acontece aquilo", é algo que eles começam a desenvolver agora. Então, a gente vai aprofundando esse pensamento estratégico aos poucos com atividades que conectem com o que eles já conhecem.

Bom, vou contar três atividades que eu faço com a turma e que ajudam muito nisso. A primeira é o clássico jogo das cinco marias. É um jogo tradicional e não precisa de muito material: só cinco pedrinhas ou saquinhos de areia pra cada aluno. Aí eu organizo a turma em duplas ou trios pra eles jogarem um contra o outro. A atividade dura uns 20 minutinhos e a reação deles é sempre legal de ver. Teve uma vez que o João e o Pedro estavam jogando e o João perdeu uma rodada porque não pensou onde iria lançar as pedrinhas. O Pedro então deu uma dica pro João sobre como ele poderia mover as pedrinhas pra evitar perder de novo. Foi bem legal ver como eles estavam ajudando uns aos outros.

Outra atividade que faço muito é a corrida do saco. Pra isso, só precisamos de sacos de estopa grandes, daqueles de batata sabe? Eu divido a turma em duas equipes iguais e cada equipe se organiza em fila. A corrida acontece no pátio e dura em torno de 10 minutos. É bem rápido mesmo porque cansa bastante! Eles adoram, ficam super animados! Na última vez, a Maria foi esperta: ela viu que o Leo tava ficando pra trás porque tava tentando pular muito alto e rápido, então ela decidiu dar pulos mais controlados e acabou ganhando tempo pro time dela. Isso é um exemplo claro de como eles vão percebendo as melhores estratégias durante as brincadeiras.

A terceira atividade é brincar de cabra-cega. Uso um lenço ou uma camiseta velha pra vendar os olhos de quem vai ser a cabra-cega. As crianças formam um círculo ao redor da cabra-cega e o jogo começa. Costumo fazer essa brincadeira ao ar livre e leva uns 15 minutos por rodada. Eles adoram a expectativa de serem pegos ou de pegar alguém! Na última vez, teve um momento hilário com o Lucas: ele escutou a risada da Ana se aproximando dele e ficou paradinho até o último segundo antes de sair correndo pro lado oposto! A turma inteira riu demais! Isso mostra como eles começam a desenvolver estratégias ao prestar atenção nos sons ao redor.

Essas atividades são simples mas ajudam demais porque os meninos começam a perceber que precisam pensar antes de agir. Eles vão aprendendo a colaborar com os colegas, reconhecer padrões nas brincadeiras e jogos comuns da nossa região e até respeitar as regras coletivas cada vez mais.

E assim vamos indo né? Cada dia um passinho novo no desenvolvimento desses pequenos estrategistas! E é isso gente, espero ter ajudado a clarear essa habilidade! Vamos trocando ideia por aqui! Até mais!

Aí galera, continuando essa conversa sobre a habilidade EF12EF03, vou contar como eu percebo quando um aluno realmente aprendeu sem precisar usar aquela prova formal que todo mundo conhece. Quando eu circulo pela sala ou pelo pátio, é observando as atitudes dos meninos que eu vejo quem tá captando a mensagem. Sabe quando eles estão jogando um jogo e de repente um deles fala: "Ei, vamos fazer desse jeito que assim a gente consegue ganhar!"? Isso é um sinal claro de que ele tá pensando estrategicamente, do jeito que a gente quer. Outro dia, na hora do recreio, ouvi o Pedro explicando pro João como jogar barra-manteiga. Ele dizia algo tipo: "Se você correr pro lado direito quando eu for, eles não vão conseguir pegar a gente!". Na hora já pensei: "Ah, esse entendeu!"

Mas não é só nas falas que a gente percebe. Tem também aquele brilho no olho quando eles conseguem resolver um problema sozinhos ou em conjunto. Tipo, teve uma vez que estávamos brincando de pega-pega e a Laura, que geralmente ficava meio de lado, começou a dar dicas pros colegas sobre como cercar o tag. Ela tava tão animada e as dicas faziam tanto sentido! Isso é aprendizado na prática.

Agora, falando dos erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo, percebo que muitos acabam esquecendo as regras ou inventam umas novas no meio da brincadeira. O Lucas, por exemplo, vira e mexe inventa regra nova pra ter vantagem no jogo de queimada. Aí eu tenho que chegar junto e explicar que parte da habilidade é respeitar as regras estabelecidas pra todo mundo. Essas confusões acontecem porque a molecada tá sempre querendo ganhar e às vezes esquece que o importante é a diversão e o aprendizado. Eu tento corrigir na hora mostrando o quanto é mais divertido quando todo mundo joga seguindo as mesmas normas.

Outra situação comum é quando eles não conseguem trabalhar em equipe. A Mariana tem dificuldade em aceitar as ideias dos outros. Uma vez num jogo de futebol de botão, ela ficou brava porque não quis ouvir a estratégia do time e acabou atrapalhando o jogo. Nessas horas, eu procuro conversar com eles sobre como ouvir os colegas pode fazer o jogo ser mais legal e como é importante valorizar o que cada um tem a dizer.

E aí vem o desafio maior: lidar com as necessidades especiais do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, que tem TEA. Com o Matheus, o negócio é garantir que ele esteja sempre engajado. Eu procuro usar materiais mais chamativos e atividades dinâmicas pra prender a atenção dele. Tipo assim, jogos com bolas coloridas ou atividades que tenham bastante movimento ajudam muito. E o tempo das atividades pra ele tem que ser mais curto pra não perder o foco. Já com a Clara, o segredo é criar uma rotina bem definida nas atividades. A gente usa cartões com figuras pra explicar cada etapa do jogo ou brincadeira antes de começar. E se ela precisa de um tempo de descanso no meio da atividade, tudo bem também.

Uma coisa que não funcionou foi tentar atividades competitivas demais pro Matheus logo de cara – ele acabava se distraindo fácil porque queria fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Já com a Clara, atividades com muito barulho ou muitas regras novas de uma vez só eram complicadas – ela ficava ansiosa.

Bom, pessoal, acho que deu pra dar uma ideia de como é na prática essa habilidade EF12EF03 na sala de aula e fora dela também. É sempre um desafio novo e uma aprendizagem contínua tanto pros meninos quanto pra mim. Qualquer dúvida ou sugestão diferente tô por aqui! Valeu!

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