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EF69CO11Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Apresentar conduta e linguagem apropriadas ao se comunicar em ambiente digital, considerando a ética e o respeito. Entender que as tecnologias devem ser utilizadas de maneira segura, ética e responsável, respeitando direitos autorais, de imagem e as leis vigentes.

Cultura digitalSegurança e responsabilidade no uso da tecnologia - Tecnologia digital e sociedade -
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF69CO11 é fundamental nos dias de hoje. A gente tá falando de ensinar os meninos a se comportar direitinho na internet, sabe? Não é só saber mexer no computador, mas também entender que tem que ter ética e respeito quando tá online. Assim, na prática, a gente precisa ajudar eles a perceber que o que fazem no meio digital tem consequências no mundo real também. Eles têm que saber, por exemplo, que não dá pra sair copiando e colando trabalhos dos outros sem dar crédito, ou que postar foto de alguém sem permissão não é legal.

Quando a gente fala sobre isso na sala, eu sempre lembro que eles já vêm com uma bagagem lá do 7º ano. Eles já sabem o básico de mexer em computadores e celulares, e muitos já participam de redes sociais. Então, o que a gente faz é pegar esse conhecimento deles e ir um passo além. É tipo ensinar a dirigir: eles já sabem ligar o carro e até dar umas voltas no quarteirão, mas agora eu tô ajudando a dirigir na estrada, com regras mais sérias.

Uma das atividades que eu faço é um debate sobre direitos autorais. E eu não tô falando de colocar todo mundo em roda e ficar só na teoria não. Eu começo mostrando um videozinho curto sobre o que são direitos autorais e a importância disso. Depois, eu divido a turma em grupos e dou pra cada grupo uma situação diferente envolvendo direitos autorais. Por exemplo, num dos casos, um aluno, vamos chamar ele de Lucas, quer usar uma música famosa num vídeo que ele tá fazendo pro canal dele no YouTube. Outro grupo pode ter que discutir sobre baixar livros de graça na internet. A gente faz isso durante uma aula inteira, mais ou menos uns 50 minutos.

É interessante como eles reagem. Da última vez que fiz essa atividade, teve uma discussão acalorada entre a Sofia e o Pedro no grupo deles. O Pedro achava que baixar livro de graça era igual pegar emprestado da biblioteca, enquanto a Sofia explicou direitinho que tinha diferença por causa do direito do autor. No fim, eles chegaram num consenso e aprenderam bastante uns com os outros.

Outra coisa que faço é uma oficina sobre segurança online. Para isso, uso uns folhetos simples com dicas básicas – tipo não compartilhar senhas ou clicar em links desconhecidos – e algumas estatísticas alarmantes sobre fraudes na internet. Nessa oficina, divido a turma em duplas e peço pra criarem um plano de segurança digital pessoal. Isso leva umas duas aulas completas porque gosto de dar tempo pra eles discutirem e pensarem com calma.

Na última oficina dessa, o João ficou impressionado quando leu sobre quantas contas são hackeadas por causa de senhas fracas. Ele e a parceira dele, a Maria Clara, decidiram mudar todas as senhas deles pra algo mais forte lá mesmo na sala de aula! Isso é o tipo de coisa que deixa qualquer professor satisfeito: ver o aluno aplicar o que aprende imediatamente.

Pra fechar essa parte de comunicação digital ética, tenho um projeto legal chamado "Diário Digital". É assim: cada aluno mantém um diário online durante um mês onde eles refletem sobre as interações digitais da semana – tipo comentários em redes sociais ou mensagens pelo WhatsApp. A ideia é eles anotarem casos onde tiveram que pensar antes de agir ou onde perceberam comportamentos inadequados dos outros.

Eles têm liberdade pra escrever do jeito deles mesmo, sem preocupação com nota pela escrita em si. O importante é refletir. Aí a gente reserva um tempo toda sexta-feira pra quem quiser compartilhar alguma coisa do diário com a turma. O Carlos Eduardo – outro Carlos igual eu – sempre tem umas reflexões interessantes sobre como às vezes ele mesmo sente vontade de responder mal numa briga online mas acaba não fazendo porque lembra das nossas conversas em sala.

Com essas atividades, a galera vai percebendo aos poucos que não é só questão de saber mexer nas ferramentas digitais mas entender o peso das ações deles nesse ambiente. E o melhor é quando eles começam a trazer essas questões pro nosso dia a dia fora da sala de aula também.

Bom, é assim que eu trabalho essa habilidade com os meninos do 8º ano. Cada atividade tem seu valor e vai construindo um pedacinho do entendimento deles sobre ser cidadão digital responsável. E olha, cada aula eu aprendo junto com eles também! Tá aí uma parte fantástica de ser professor: todo dia é uma nova descoberta. Valeu por ler até aqui!

Quando a gente fala sobre isso na sala, eu sempre gosto de deixar a conversa fluir. Sabe como é, né? Os meninos adoram dar opinião, e é nesse momento que eu vejo se eles tão mesmo entendendo. Vou te contar: uma vez, tava circulando pela sala e ouvi o Pedro explicando pra Luísa que não era certo usar a foto do amigo dela num meme sem pedir antes. Ele falava assim: "Luísa, pensa se fosse com você, todo mundo rindo da sua cara por aí." Aí eu pensei: "Ah, esse entendeu!" É nesses momentos que a gente percebe que a sementinha foi plantada.

Outra situação é quando tô acompanhando as discussões em grupo. Semana passada, por exemplo, o pessoal tava discutindo sobre fake news durante uma atividade. A Brenda virou e falou: "Gente, não dá pra acreditar em tudo que aparece no WhatsApp, né? Tem que checar se é verdade antes." Aí você vê o efeito das aulas porque ela usou exatamente o que a gente tinha trabalhado na aula passada. Esses momentos são ouro.

Agora, falando dos erros mais comuns... Tem uns clássicos. O Gabriel é um dos que sempre confunde plágio com inspiração. Eu lembro de uma vez que ele entregou um trabalho que era praticamente uma cópia de um artigo da internet. Quando fui conversar com ele, ele disse: "Mas professor, eu só me inspirei!" Aí foi aquela conversa sobre dar crédito e usar as próprias palavras. Esse erro vem muito da pressa e da falta de confiança em criar algo original. Eu sempre digo que tá tudo bem errar, o importante é aprender com isso.

Outra coisa comum é a turma achar que tudo na internet é grátis ou público. A Júlia uma vez encontrou uma música online e usou num vídeo do trabalho sem pensar duas vezes. Aí quando expliquei sobre direitos autorais, ela ficou surpresa: "Ué, mas tava no YouTube!" Expliquei que nem tudo que tá disponível pode ser usado livremente. Nessas horas, a gente volta algumas casas e reforça o ponto sobre responsabilidade digital.

Agora falando do Matheus e da Clara... É um desafio diferente, mas com certeza recompensador. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de atenção em algumas atividades. Pra ele, eu diminuo a quantidade de informações de uma só vez. Uso esquemas visuais porque ele se dá melhor com isso do que só texto. Durante uma atividade de criação de conteúdo, eu deixei ele usar cartolina e marcadores enquanto o resto da turma usava o computador. Ele adorou! E olha, consegui perceber mais foco dele assim.

A Clara tem TEA, e gosta de rotina. Então, eu sempre aviso ela com antecedência sobre mudanças nas atividades ou no cronograma da aula. Isso deixa ela mais confortável e menos ansiosa. Uma coisa que funciona bem é usar histórias visuais pra explicar conceitos abstratos. Recentemente usei uma historinha em quadrinhos sobre respeitar o espaço pessoal online e ela se engajou super bem.

Sobre o que não funcionou... Ah, já tentei algumas vezes mudar muito rápido de um tipo de atividade pra outra sem dar aquele tempo de transição pro Matheus e pra Clara. Resultado: os dois ficaram perdidos e isso gerou um pouco de ansiedade neles. Aprendi a importância de ir aos poucos com as mudanças pra evitar esses contratempos.

E é isso aí pessoal! Acho que cada dia na sala de aula traz uma nova lição não só pros alunos, mas pra mim também. A gente vai aprendendo junto como fazer melhor, né? Espero ter ajudado um pouco aí quem tá tentando abordar esse tema em sala com os alunos também! Qualquer dúvida ou ideia nova, manda aí porque eu adoro trocar experiências! Até mais!

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