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EF06CO09Computação · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Apresentar conduta e linguagem apropriadas ao se comunicar em ambiente digital, considerando a ética e o respeito. Entender que as tecnologias devem ser utilizadas de maneira segura, ética e responsável, respeitando direitos autorais, de imagem e as leis vigentes.

Cultura digitalSegurança e responsabilidade no uso da tecnologia - Tecnologia digital e sociedade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EF06CO09 da BNCC, o que a gente tá tratando é de preparar os meninos pra usar a internet de forma consciente e segura. Não é só sobre saber mexer no computador ou no celular, é sobre saber como se comportar lá no mundo digital. A gente precisa ensinar eles a se expressarem com respeito, entender o que pode ou não pode fazer online e respeitar os outros, sabe? Tipo, eles precisam saber que não dá pra sair postando a foto do coleguinha sem pedir, ou achar que tudo que tá na internet pode ser copiado e usado sem pensar duas vezes.

Lá do 5º ano, os meninos já chegam sabendo um pouco sobre as redes sociais, porque muitos já estão por lá, mesmo que não devessem estar. Então, eles têm uma noção básica de respeito e segurança, mas ainda falta entender o porquê das coisas. Aí é onde entra esse trabalho nosso: mostrar que por trás de cada clique tem consequência e responsabilidade. E também tem a questão dos direitos autorais que muitos não fazem ideia do que seja. Eles acham que tudo que tá na internet é deles pra usar como quiserem.

Uma das atividades que eu faço é o "Dia do Detetive Digital". Eu levo uns recortes de notícias de casos reais onde pessoas tiveram problemas por causa de comportamento na internet. Coisa simples mesmo: só imprimo as notícias. A turma se divide em grupos de três ou quatro e, em mais ou menos 40 minutos, eles leem o material e discutem entre si o que aconteceu de errado, quem foi prejudicado e como aquilo poderia ter sido evitado. É bacana ver como eles vão percebendo as coisas. Na última vez, o Pedro ficou chocado com uma história de um rapaz que perdeu o emprego por causa de um post infeliz no Twitter. Ele disse algo tipo "Nossa, não sabia que dava esse problema todo". É nesse momento que você vê a ficha caindo pra eles.

Outra atividade legal que fazemos é trabalhar com a criação de memes responsáveis. Todo mundo adora meme, né? Então eu peço pra galera criar memes usando imagens que podem ser usadas sem infringir direitos autorais. Pra isso eu mostro alguns bancos de imagens gratuitos e explico como funciona a licença Creative Commons. Eles fazem isso individualmente e depois compartilham com a turma num grupo fechado online que criamos só pra isso. Essa atividade leva mais ou menos uma aula inteira, uns 50 minutos. Uma vez a Camila trouxe um meme super engraçado sobre gatinhos e explicou direitinho de onde tinha tirado a imagem e qual licença era permitida. Até os colegas ficaram dando risada e elogiando.

A terceira atividade é sobre segurança nas redes sociais. Eu crio um perfil falso numa rede social qualquer, tipo aqueles perfis "iscas" mesmo, cheio de informações pessoais erradas, fotos falsas, etc., pra mostrar como as coisas podem ser enganosas online. Aí eu peço pros alunos analisarem o perfil em grupos pequenos e listarem o que parece suspeito. Em uns 30 minutos eles conseguem apontar várias coisas bizarras. Na última vez, o Lucas comentou: "Esse cara não existe! Olha o nome da cidade dele: Xurupita!" E todo mundo deu risada. Mas foi interessante porque eles começaram a perceber quantas informações falsas circulam na internet e como é fácil cair em armadilhas.

Acho importante essas atividades porque vão além do "não pode isso", "não pode aquilo". Elas colocam os meninos no papel de pensar criticamente sobre suas ações online. E olha, eles reagem muito bem! Às vezes entram na sala sem muita vontade porque acham que vão ouvir sermão, mas acabam se divertindo enquanto aprendem algo sério.

No final das contas, o nosso objetivo é fazer com que esses jovens entendam que o mundo digital tem regras semelhantes ao mundo real e que ser responsável ali é tão importante quanto ser na vida fora da tela. E quando vejo eles discutindo entre si, debatendo sobre como poderiam agir diferente ou mais eticamente, eu sinto que estamos no caminho certo.

Bom, galera, é isso aí! Se alguém tiver mais ideias ou quiser compartilhar outras experiências, tô aqui pra ouvir! Abraço!

E aí, continuando a nossa conversa sobre a habilidade EF06CO09, quero contar pra vocês como eu percebo quando a garotada realmente aprendeu o que a gente ensinou sem precisar aplicar uma prova formal. Porque, olha, nem sempre é aquela coisa de sentar e fazer prova que mostra quem entendeu, né? Na verdade, é mais sobre o dia a dia mesmo, os momentos em que eu tô circulando pela sala e ouvindo as conversas entre eles.

Por exemplo, teve um dia desses que eu tava andando pela sala enquanto eles faziam uma atividade em grupo sobre segurança online. Aí eu ouvi a Júlia falando pro Pedro: "Ei, não posta essa foto aí sem perguntar pro pessoal primeiro". Na hora, deu pra ver que ela tinha entendido direitinho a questão do respeito à imagem dos outros na internet. E quando eles começam a explicar pro colega do lado, tipo o João explicando pro Lucas que não pode sair clicando em todo link que aparece porque pode ser um vírus, é um sinal claro de que a mensagem tá sendo passada.

Agora, erros comuns... Ah, isso acontece bastante também. Um erro que vejo direto é a galera entender que só porque algo tá disponível na internet, eles podem usar como quiserem sem dar crédito. Lembro do Tiago apresentando um trabalho e dizendo que "pegou da internet mesmo", sem citar de onde veio. Isso acontece porque eles acham que o que tá ali é de todo mundo e acabam confundindo acesso livre com uso livre. Quando eu noto isso acontecendo na hora, paro tudo e explico: "Pessoal, se alguém pegasse seu trabalho e falasse que fez sozinho, você ia gostar? Então, é a mesma coisa com o que você pega da internet". E aí rola um papo sobre direitos autorais, mostrando exemplos que eles conseguem entender.

Outro erro comum é acreditar em tudo que leem online. Teve uma vez que o Felipe tava comentando com a turma sobre uma notícia absurda que ele viu nas redes sociais e achava que era verdade. Aí eu entrei na conversa e falei: "Felipe, vamos dar uma checada nisso aí?", e mostrei como pesquisar em outras fontes antes de acreditar e compartilhar qualquer coisa.

Agora falando do Matheus e da Clara... Bom, os dois são uns queridos na sala. O Matheus tem TDAH e tá sempre a mil por hora. Pra ele, tento fazer atividades mais curtas e variadas, porque ficar muito tempo numa mesma coisa acaba dispersando ele. Eu uso muito jogos educativos online, que além de serem interativos prendem mais a atenção dele. Uma vez testei uma atividade em papel mesmo e ele ficou meio perdido e entediado. Com tempo mais cronometrado pras atividades e descansos programados entre elas, ele rende bem melhor.

Já a Clara tem TEA e precisa de mais previsibilidade nas tarefas. Ela adora rotinas bem definidas e atividades em etapas claras. Pra ela, uso muito cartões visuais com o passo a passo do que precisa fazer. Teve uma vez que tentei mudar a atividade no meio do caminho pra ver se dava certo e ela ficou bem desconfortável. Aprendi rapidinho que com ela não dá pra improvisar tanto assim.

O material pra eles também varia um pouco pro resto da turma. Pro Matheus tento incluir coisas visuais mais dinâmicas enquanto pra Clara são visuais mais estáticos mas claros. Lidar com essas diferenças exige adaptar as estratégias mas no fim das contas é gratificante ver eles progredindo.

Bom gente, vou ficando por aqui hoje. Adoro poder compartilhar essas histórias com vocês e espero ter ajudado um pouco com essas experiências da sala de aula! Qualquer coisa me chamem por aí! Abraços!

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