Olha, essa habilidade EF04CO01 é um pouco complicada de entender só lendo a descrição dela, mas na prática é bem mais simples do que parece. Basicamente, a gente tá falando de ensinar os meninos a reconhecerem que existem algumas coisas que podem ser organizadas em matrizes, assim como as coordenadas no mapa. Tipo, vocês já viram aqueles joguinhos de batalha naval? Pois é, aquilo é uma matriz. Cada quadradinho tem um endereço certinho, tipo assim: se você quer acertar aquele barquinho, você precisa saber exatamente onde ele tá, usando uma coordenada como A3 ou B2. É mais ou menos isso que a habilidade pede: que eles consigam ver e usar essa lógica de matriz no mundo real e digital.
Aí, a galera do 3º ano já vinha mexendo com tabelas simples e coordenadas em mapas, então eles tinham uma base legal. Eles entendiam que pra achar um lugar num mapa, você não pode sair caçando aleatoriamente; tem uma lógica ali. No 4º ano, o desafio é fazer eles entenderem que isso também serve pra outras coisas, tipo planilhas no computador ou organizando qualquer coisa que precise seguir uma ordem.
Bom, vamos lá pras atividades práticas que faço com a turma.
A primeira coisa é o famoso jogo de batalha naval. Não precisa de muita coisa: folhas quadriculadas e lápis. Divido os meninos em duplas e cada um desenha seu tabuleiro em uma folha quadriculada, marcando os navios onde quiserem. A turma fica agitadíssima com isso! Aí eles vão tentando acertar os navios do colega dizendo as coordenadas onde querem "atirar". Eu dou uns 40 minutos pra essa atividade porque eles ficam bem empolgados e dá tempo de várias rodadas. Na última vez, o Pedro e a Maria estavam disputando acirradamente. Teve até torcida dos colegas! No fim, quando a Maria ganhou, o Pedro reclamou (de brincadeira) que ela tinha um “superpoder” de adivinhar as posições dele.
Outra atividade que faço é uma construção de matriz com LEGO ou qualquer peça de montar que tiver disponível. A ideia é eles montarem um desenho ou figura usando as peças e depois registrarem isso numa folha quadriculada como coordenadas. Cada peça tem que ter seu lugar exato descrito por números e letras. Divido a classe em grupos pequenos, três ou quatro alunos por grupo, porque assim eles conseguem discutir e chegar num consenso juntos. Dá pra fazer em uns 30 minutos. Da última vez que fizemos isso, o João teve uma ideia genial de montar uma figura em forma de árvore e depois ele explicou todo animado como cada peça fazia parte daquela árvore usando as coordenadas certas. Foi muito legal ver ele tão empolgado!
Por fim, fazemos um exercício no computador onde eles usam planilhas simples pra organizar dados em forma de matriz. Dou pra eles uma lista de objetos pra classificar — pode ser frutas, brinquedos ou qualquer coisa que esteja relacionado com o projeto que estão trabalhando na época. Eles têm que colocar esses dados em uma planilha no computador, tipo Excel ou Google Sheets. Cada objeto vai numa célula específica definida por coordenadas (tipo A1, B2). Eu ajudo a montar os computadores e orientar quem tá mais perdido no início. Essa atividade leva mais ou menos uns 50 minutos já contando com o tempo pra ligar e desligar os computadores. Os meninos sempre ficam meio receosos a princípio por causa da tecnologia, mas depois que pegam o jeito vai que é uma beleza! Teve uma vez que o Lucas descobriu como formatar as células bonitas no Excel e ele ficou tão contente com as planilhas coloridas dele que quis mostrar pra turma toda!
No final das contas, essa coisa toda de matrizes acaba sendo mais divertida do que parece quando você pega o jeito certo de explicar e dá espaço pra eles experimentarem e errarem um pouco. O importante é fazer eles perceberem como essas ideias se aplicam fora da sala de aula também – seja quando estão organizando os brinquedos na prateleira ou até mesmo jogando videogame! E assim vamos indo, tentando deixar tudo mais leve e prático possível porque, olha só... aprender pode ser divertido também!
Olha, perceber que os meninos entenderam a habilidade EF04CO01 sem aplicar prova formal é um desafio, mas com o tempo a gente vai pegando o jeito. Eu gosto de circular pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades práticas. É aquele momento que você vê a galera mexendo, quebrando a cabeça, discutindo. Aí dá pra perceber quem tá pegando o conceito. Tipo, teve um dia que eu tava caminhando entre as mesas e ouvi o João explicando pro Lucas: "Cara, se você quer achar o tesouro, tem que ver onde tá no mapa, tipo assim, na coordenada C4". Quando o aluno chega nesse ponto de usar exemplos concretos pra explicar pro colega, é sinal de que ele entendeu mesmo. E aí você dá um sorriso por dentro porque vê que a coisa tá andando.
Outro sinal é quando eles começam a brincar entre si usando o conceito. Outro dia, a Maria e a Ana estavam jogando aquele joguinho de batalha naval entre elas durante um intervalo. E eu ouvi a Ana falando: "Eu acho que vou atirar no B5". A Maria logo respondeu: "Errou! Mas tá perto!". Isso mostra que elas internalizaram a ideia das coordenadas e sabem como se organizar, mesmo sem estarem fazendo uma atividade formal.
Agora, sobre os erros que os alunos cometem nesse conteúdo, eles são bem comuns. O Pedro, por exemplo, costuma confundir as linhas com as colunas. Ele sempre pergunta: "É o número primeiro ou a letra?". Esse tipo de erro acontece porque a lógica de organização em matrizes não é algo natural pra todo mundo. Eu sempre falo pra ele pensar como se fosse uma carta: primeiro você escreve "Rua", depois o número da casa. Quando eu pego esse erro na hora, tento corrigir usando essa analogia antes de seguir em frente com eles.
Já a Sofia tem uma mania de querer marcar todas as coordenadas possíveis antes de achar o que ela está procurando. Ela acha que só porque uma coordenada não tem um X, ela já pode descartar todas próximas. O erro dela é mais pela ansiedade de querer terminar rápido. Então eu costumo pedir pra ela parar um pouquinho e pensar antes de riscar mais um quadradinho no mapa.
Falando agora do Matheus e da Clara... Bom, com o Matheus que tem TDAH, o esquema é dar um pouco mais de tempo e usar recursos visuais que prendam mais a atenção dele. Eu já notei que usar cores diferentes pras linhas e colunas ajuda bastante. Outra coisa que funciona é dar pequenas pausas pra ele levantar e dar uma volta rápida. Ele volta mais focado depois dessas pausas curtas.
Com a Clara, que tem TEA, eu procuro ser mais direto e previsível nas instruções. Atividades visuais são bem úteis pra ela também. Tem um material específico com desenhos coloridos que usamos às vezes, e percebo que ela se engaja mais quando consegue visualizar cada passo do caminho até encontrar a coordenada certa. O desafio maior com ela é mudar atividades muito rápido; ela se perde um pouco quando isso acontece, então aviso com antecedência quando vamos trocar de tarefa.
Agora, por exemplo, já testei colocar uns fones de ouvido com música relaxante pro Matheus durante as atividades de concentração e ajudou bastante ele manter o foco por mais tempo. Pra Clara, antes eu tentava umas atividades em grupo bem grandes achando que ia ser bacana pra socialização dela, mas percebi que funciona muito melhor quando são grupos menores ou pares porque ela consegue interagir melhor sem ficar sobrecarregada.
Bom gente, vou ficando por aqui hoje. Espero ter ajudado um pouco aí com essas experiências da sala de aula. Se tiverem dicas ou quiserem compartilhar também suas histórias, vou adorar ler! Até a próxima!