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EM13CO08Computação Ensino Médio · 3º EM Ano · Ensino Médio

Entender como mudanças na tecnologia afetam a segurança, incluindo novas maneiras de preservar sua privacidade e dados pessoais on-line, reportando suspeitas e buscando ajuda em situações de risco

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, a habilidade EM13CO08 da BNCC é meio que entender como a tecnologia tá mudando e como isso afeta a nossa segurança, principalmente no que diz respeito à privacidade e dados pessoais online. Na prática, o que a gente quer com essa habilidade é que os alunos consigam reconhecer quando alguma coisa estranha tá acontecendo com as informações deles na internet e saibam o que fazer nessas situações. Tipo quando você recebe um e-mail esquisito pedindo seus dados pessoais ou quando um site parece meio suspeito. A ideia é que eles consigam identificar esses riscos, saibam como proteger suas informações e, se tudo der errado, que eles conheçam formas de pedir ajuda.

Agora, os meninos do 2º ano já vêm com uma base legal do ano anterior sobre segurança digital. Eles sabem o básico de criar senhas fortes, já ouvimos falar de phishing por aí, mas a questão é aprofundar. A ideia é começar a desenvolver essa visão crítica sobre as mudanças tecnológicas, como por exemplo: "Ah, surgiu uma nova rede social, mas será que é segura? Como eu sei disso?"

Eu gosto de começar com uma atividade bem prática chamada "Detetives da Internet". A turma inteira se transforma em detetives por um dia. Eu levo uma lista de sites e e-mails fictícios impressos (só um papel impresso mesmo) com algumas armadilhas digitais neles. Os alunos são divididos em pequenos grupos e têm uns 30 minutos pra analisar cada material e identificar possíveis riscos ou sinais de problemas de segurança. No final, eles têm que apresentar para a turma o que encontraram e como sugerem lidar com a situação.

A última vez que fiz essa atividade, o Pedro ficou todo empolgado porque descobriu que um dos e-mails continha um link suspeito que redirecionava pra uma página clonada de um banco famoso. Ele disse: "Ah, professor, esse aqui não pega a gente mais não!" A galera riu e eu vi que realmente eles estavam entendendo os conceitos.

Outra atividade que faço é o "Role-Playing" ou jogo de papéis. Eu crio cenários fictícios (bem simples mesmo, só explico oralmente) onde cada grupo tem um papel diferente: alguns são hackers tentando roubar dados, outros são usuários descuidados e tem também os especialistas em segurança tentando resolver os problemas. Eles têm cerca de 40 minutos para encenar o cenário e depois discutimos em conjunto o que deu certo, o que deu errado e por quê.

Na última rodada, a Ana Laura foi uma especialista super dedicada, defendendo seu grupo contra ataques dos colegas que eram os "hackers". Foi bem engraçado porque ela trouxe várias dicas reais sobre seguranças que discutimos antes. No final, ela comentou: "Nossa, eu nunca imaginei quantas coisas podem dar errado se a gente não tomar cuidado."

Por fim, faço uma atividade chamada "Jornalistas Digitais". É basicamente onde os alunos precisam pesquisar sobre uma nova tecnologia ou aplicativo recente e preparar uma apresentação sobre seus possíveis riscos à segurança digital. Eles têm uma aula inteira (uns 50 minutos) para fazer isso e no final apresentam para a turma. Para ajudar na pesquisa uso jornais online ou até mesmo o Google News.

Quando fizemos essa atividade pela última vez, o Miguel trouxe informações sobre um aplicativo novo de edição de fotos que estava capturando mais dados do que deveria. Ele conseguiu mostrar pra turma por que isso era perigoso e até algumas matérias recentes sobre o assunto.

Bom, no geral os alunos reagem bem a essas atividades porque gostam de coisas práticas e ver como isso se relaciona com o dia a dia deles. E olha, eu também me divirto porque sempre aprendo algo novo com eles! É isso aí pessoal! Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar como tem feito na sala sobre essa habilidade manda aí!

Então, a gente consegue perceber que o aluno aprendeu essa habilidade mais pelas atitudes dele do que por uma prova escrita, sabe? É quando eles começam a falar em sala de aula sobre algo que viram no celular e já mostram aquele olhar mais esperto, tipo "isso aqui não parece seguro", ou quando comentam entre eles sobre como ficaram desconfiados de um link que receberam. Às vezes eu tô ali circulando pela sala, ouvindo as conversas, e vejo os alunos trocando ideias sobre senhas fortes ou sobre como ativar uma autenticação de dois fatores. Aí eu penso: "beleza, eles sacaram o negócio".

Teve um dia que ouvi a Júlia explicando pro Pedro por que não deveria clicar em qualquer link que chega no e-mail dele. Ela falou algo como "Pedro, esses e-mails aí só querem pegar sua senha, nem fica clicando". Foi engraçado porque o Pedro fez uma cara tipo "é mesmo?", mas super atento. Esse é o tipo de situação que mostra que eles entenderam a importância da segurança e da privacidade.

Claro, não dá pra achar que tudo são flores. Tem uns erros comuns que a galera comete bastante. Por exemplo, o Lucas tem essa mania de usar a mesma senha pra tudo. Eu sempre falo pra ele que é perigoso, mas ele insiste que é mais fácil de lembrar. Aí eu fico ali dando uns toques direto, mostrando aplicativos de gerenciamento de senhas e como isso pode facilitar sem comprometer a segurança dele.

Outro erro bem comum acontece nas conversas entre os alunos. Tipo a Maria achando que só porque tá usando um VPN tá totalmente protegida e pode acessar qualquer site sem perigo. Eu explico pra ela que o VPN ajuda sim, mas não é um escudo infalível. Tem que ter cuidado com o que se acessa e onde coloca suas informações pessoais, mesmo usando um VPN.

Agora, quando tem erro na hora da atividade mesmo, eu procuro corrigir na hora fazendo perguntas que façam eles pensarem sobre o erro. Tipo "você acha mesmo seguro deixar sua senha salva no navegador?" ou "você acha que esse site é confiável? Como você verificaria isso?". A ideia é fazer com que eles mesmos cheguem à conclusão certa.

Falando do Matheus que tem TDAH e da Clara com TEA, eu tento adaptar as atividades pra facilitar o aprendizado deles. Com o Matheus, eu preciso dividir as tarefas em partes menores e dar mais tempo pra ele concluir cada uma delas. Faço questão de usar materiais visuais mais coloridos e interativos porque ajudam ele a focar melhor. Ah, e não adianta ficar só falando, tem que mostrar na prática mesmo.

Já pra Clara, eu procuro ser bem claro nas instruções e evitar linguagens muito figurativas ou duplas interpretações, porque sei que ela se perde nisso. Uma vez achei que fosse ajudar colocando ela em dupla pra uma atividade prática achando que a interação ia ser legal, mas não funcionou tão bem porque ela se sentiu desconfortável com a bagunça dos outros alunos. Então agora procuro criar um ambiente mais calmo, e até mesmo um cantinho mais isolado às vezes onde ela pode trabalhar tranquila.

O que funcionou muito bem foi usar software com interface bem limpa e visualmente previsível. Também deixo ela explorar um pouco no ritmo dela antes de começar a atividade propriamente dita. Outro dia fizemos um exercício sobre segurança online e coloquei algumas situações pra ela resolver com a ajuda de um joguinho educativo interativo. Ela adorou! A concentração dela foi incrível e isso refletiu no resultado da atividade.

Olha pessoal, acho que é isso por hoje. É sempre um desafio essa coisa de adaptar ensino pra cada aluno né? Mas quando a gente vê eles se desenvolvendo, vale cada esforço! Espero ter ajudado e quero ouvir como vocês lidam com essas situações também. Até a próxima!

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