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EM13CO07Computação Ensino Médio · 1º EM Ano · Ensino Médio

Compreender as diferentes tecnologias, bem como equipamentos, protocolos e serviços envolvidos no funcionamento de redes de computadores, identificando suas possibilidades de escala e confiabilidade.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13CO07 da BNCC, é bom pensar que estamos falando de algo bem abrangente. Na prática, o que a gente quer é que os alunos entendam como a internet funciona, não só na teoria, mas no dia a dia mesmo. Tipo, eles precisam saber o que é um roteador, um servidor, como funciona um protocolo de rede e por aí vai. Não é só decorar o que cada coisa faz, mas entender como tudo tá conectado e por que isso é importante pro mundo atual. Vai além de saber conectar à internet; é compreender o que tá rolando por trás disso.

A turma já vem do 9º ano com alguma noção básica de computadores e internet, só que muito do que eles sabiam era meio superficial. Falavam sobre redes sociais, navegadores, coisas assim. Então, agora no 1º ano do ensino médio, o desafio é aprofundar e mostrar que existe um mundo por trás do clique: tem uma infraestrutura carregada de tecnologias que precisam ser conhecidas.

Na primeira aula sobre esse assunto, gosto de fazer uma introdução prática e visual. Uma atividade simples que faço é levar um roteador antigo e desmontar ele na frente da turma. Aí os meninos conseguem ver as peças dentro, tipo antenas e circuitos. Isso ajuda muito a ilustrar o que é um equipamento de rede. Também mostro um vídeo curto sobre cabos submarinos pra explicar como as redes se conectam entre países diferentes. Essa aula leva uns 50 minutos e é super envolvente. A galera fica vidrada quando vê como os cabos são colocados no fundo do mar pra conectar continentes. Na última aula que fiz isso, o João ficou surpreso e disse: "Nossa, professor, nunca imaginei que a internet passava debaixo d'água assim!"

Outra atividade legal é fazer uma simulação de rede na sala. Eu uso papel e canetinhas pra isso. Divido a turma em grupos menores e cada grupo representa uma parte da rede: roteador, switch, servidor, cliente. Eles desenham como esses elementos se conectam entre si e depois apresentam pro restante da turma. Leva umas duas aulas pra todo mundo terminar e apresentar, mas vale a pena porque eles aprendem brincando. A Júlia e o Pedro arrasaram na última vez; eles fizeram até uma paródia musical pra explicar os protocolos TCP/IP. Foi hilário e didático!

A terceira atividade é mais prática ainda: montamos uma pequena rede local com dois ou três computadores na própria sala de aula. Peço pra galera trazer cabo de rede e laptops se tiverem em casa (a escola tem alguns também) e eles aprendem a configurar uma rede local básica. Dura mais ou menos umas três aulas porque sempre tem ajustes pra fazer e nem todos têm tanta prática com computadores assim. Na última vez que fizemos isso, o Lucas tinha acabado de ganhar um notebook novo e tava todo empolgado pra usar nos testes. Só que ele não sabia configurar muito bem ainda, aí a Maria ajudou ele com paciência mostrando passo a passo. No final das contas, foi incrível ver a turma toda conectada numa rede que eles mesmos montaram.

Essas atividades ajudam muito os alunos a visualizar como as coisas funcionam na prática. Não fica só aquela coisa teórica chata de livro; eles colocam a mão na massa mesmo. É impressionante ver como essas experiências despertam o interesse da galera. E tem sempre aquele aluno mais tímido, como era o caso da Ana, que acaba se soltando quando vê que consegue entender algo que parecia tão complicado.

No fim das contas, o objetivo é fazer com que os meninos entendam não só as máquinas em si, mas também os princípios básicos dos sistemas de comunicação digital. Que eles percebam o quanto isso impacta o nosso dia a dia e porque vale a pena entender melhor essa tecnologia toda que nos cerca.

Bom, acho que é isso! Se alguém tiver alguma dica ou queira compartilhar como trabalha essa habilidade aí na sua escola também, tô aberto pra trocar ideia! Abraço!

Aí, continuando com essa história da EM13CO07, uma coisa que eu sempre observo é como os alunos vão pegando o jeito de entender a coisa sem precisar de uma prova formal pra isso. Sabe, a gente que tá ali no dia a dia com eles, circulando pela sala, acaba percebendo uns detalhes que mostram bem quando um aluno tá entendendo de verdade.

Tipo assim, eu fico de olho nas conversas entre eles. Quando você vê a Ana explicando pro João como configurar o roteador de casa, usando termos certinhos e sem gaguejar, você já pensa: "ah, essa entendeu mesmo". Ou então quando o Pedro vira pro Lucas e fala "não, cara, o servidor DNS é tipo um tradutor de endereços", aí você vê que ele sacou a parada. Esses momentos são preciosos porque mostram que eles internalizaram o conteúdo e estão aplicando no dia a dia.

Teve uma vez que eu tava passando pelas mesas e vi a Júlia ajudando o Carlos com um exercício de configuração de rede. Ela foi lá e explicou tudo bonitinho, como se fosse até uma professora. Eu fiquei só de olho ali do ladinho, sem interferir. Naquele momento pensei: "êta, tá virando professora aqui". Isso é mais valioso do que qualquer prova.

Agora, sobre os erros comuns... Ah, tem vários, né! Sempre tem uns tropeços. Um erro clássico é misturar as funções dos dispositivos. Por exemplo, teve um dia que o Rafael tava todo confuso achando que o roteador fazia o papel do modem. Ele falava com tanta certeza na frente do grupo que muita gente quase acreditou. Isso acontece porque na prática os dois ficam ali juntos na casa da gente, mas têm papéis bem diferentes. Aí eu entrei na conversa e desenrolei o novelo explicando novamente como cada um funciona e porque são importantes na cadeia toda.

Outro erro comum é na hora de configurar IPs. A Mariana, por exemplo, sempre trocava o IP estático pelo dinâmico e se embolava toda nas configurações. Isso porque ela não entendia direito a diferença entre eles. Eu peguei ela depois da aula e fiz uma atividade diferenciada só pra ela testar diferentes configurações num simulador. Funcionou bem melhor do que explicar tudo com quadro e giz.

E tem também o nosso amigo Matheus com TDAH. Com ele eu preciso fazer umas adaptações nas atividades. Pro Matheus funcionar legal em aula, as atividades têm que ser mais dinâmicas e curtas porque ele perde o foco fácil demais. Faço muito uso de jogos educativos online e sempre tenho uns cartões coloridos pra ele usar nas explicações.

A Clara, por outro lado, tem TEA e precisa de um outro tipo de abordagem. Com ela, eu sempre envio o material antecipadamente pros pais ou responsáveis poderem preparar ela pra aula do dia seguinte. Durante a aula eu deixo ela num cantinho mais tranquilo da sala onde tem menos distração visual. Ela se dá muito bem com atividades pré-programadas no computador onde pode ir no próprio ritmo.

Teve uma atividade em grupo que não deu certo pro Matheus porque exigia muita leitura e ele ficou super frustrado. Aprendi que preciso quebrar essas tarefas grandes em pedaços menores pra facilitar pra ele. Já a Clara não curtiu uma atividade prática em grupo porque foi muita interação social de uma vez só. Depois disso, deixei claro que ela podia optar por tarefas individuais quando se sentisse mais confortável.

Bom, gente, é isso aí por enquanto! Espero ter ajudado a dar umas ideias ou reflexões aí pra quem tá lidando com esse tipo de conteúdo ou situações parecidas na sala de aula também. É um aprendizado contínuo tanto pra gente quanto pros alunos e cada dia é uma nova história pra contar. Qualquer coisa vamos trocando umas figurinhas por aqui! Abraço!

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