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EF08CI10Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Identificar os principais sintomas, modos de transmissão e tratamento de algumas DST (com ênfase na AIDS), e discutir estratégias e métodos de prevenção.

Vida e evoluçãoMecanismos reprodutivos Sexualidade
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala de trabalhar essa habilidade EF08CI10 da BNCC, o que a gente precisa pensar é na importância de deixar os meninos prontos pra lidar com informações sobre DSTs, principalmente a AIDS. A ideia é que eles consigam identificar sintomas, modos de transmissão e saibam que tem tratamento. Mas, o mais importante é que eles saiam sabendo como se prevenir. Aqui na minha turma do 8º ano, eu tento fazer isso de uma forma que os alunos entendam o porquê dessas informações serem tão importantes pro dia a dia deles.

Então, como a gente faz isso? Primeiro, eu penso que os alunos têm que conseguir reconhecer os sintomas de uma DST quando ouvem falar ou veem alguma informação sobre isso. Tipo, se eles lerem uma notícia ou assistirem algo na TV. Não é pra saírem diagnosticando as pessoas por aí, mas pra entenderem o assunto e saberem que precisam buscar um profissional de saúde. Além disso, eles têm que saber como essas doenças são transmitidas e qual o papel do tratamento em melhorar a vida de alguém com DSTs. E aí tem a prevenção, que é conversar sobre usar preservativo e outras formas de se proteger.

E o legal é que a galera já chega no 8º ano com alguma bagagem sobre isso por conta do que aprenderam anteriormente. No ano passado, no 7º ano, eles já tiveram uma introdução ao assunto na aula de Ciências quando falamos sobre o corpo humano e saúde geral. Então, agora a ideia é aprofundar mais.

Bom, eu vou contar como faço isso com três atividades que rolam aqui na sala. A primeira é uma roda de conversa. Eu organizo a turma em círculo pra ficar mais informal e acolhedor. Escolho um dia em que temos 50 minutos disponíveis só pra isso. Trago algumas informações básicas pra iniciar a discussão: os principais sintomas das DSTs mais comuns, como gonorreia e sífilis, além da AIDS. E aí deixo a galera perguntar o que quiser. Da última vez, o Pedro perguntou direto: "Professor, mas como a gente sabe mesmo se alguém tá doente?" E a partir daí eu expliquei sobre a importância dos exames e de não julgar pelas aparências, sempre dando exemplos reais (sem expor ninguém). A turma participa super bem e adoro ver o quanto se sentem à vontade pra perguntar.

A segunda atividade é assistir um vídeo curto e depois fazer um quiz em grupos pequenos. Eu uso um vídeo de uns 10 minutos que encontrei online, que explica direitinho o ciclo de vida do vírus HIV e como ele ataca o sistema imunológico. Depois divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos – sempre misturo os colegas pra garantir que todo mundo interaja com pessoas diferentes. Dou uns 20 minutos pro quiz. Eles têm que responder perguntas baseadas no vídeo e podem consultar o material se quiserem. Na última vez que fizemos isso, a Ana tava meio tímida no começo mas aí engajou legal depois que um colega começou a perguntar se ela concordava com as respostas dele.

A terceira atividade envolve material impresso com infográficos sobre métodos de prevenção. Eu trago pro pessoal folhetos do posto de saúde local e também faço alguns impressos aqui na escola mesmo. A ideia é colocar esses materiais nas mesas em estações diferentes pela sala e deixar a turma circular livremente entre elas num esquema tipo feira livre por uns 30 minutos. Isso dá chance deles verem tudo no próprio ritmo. Na última aula que fizemos isso, rolou uma situação engraçada com o Lucas: ele pegou um folheto sobre uso correto da camisinha e ficou todo curioso perguntando se aquele jeito específico era mesmo importante ou se "dava no mesmo". Acabou gerando uma boa discussão sobre interpretação correta das instruções.

Essas atividades são simples mas super eficazes porque os meninos conseguem visualizar melhor o conteúdo e também praticar discuti-lo abertamente — sem aquele medo ou vergonha inicial. Eu vejo que cada vez mais vão ficando confortáveis e seguros pra falar sobre essas coisas fora da escola também.

Enfim, trabalhar essa habilidade é essencial não só pela parte biológica do conhecimento mas também pelo impacto social — ajuda eles a tomarem decisões mais informadas e responsáveis no futuro. E é bom saber que fazendo esse tipo de atividade eu tô ajudando um pouco nesse crescimento deles como cidadãos conscientes.

Então é isso aí, pessoal! Vamos trocando ideias nos posts que sempre ajuda! Abraço!

de se sentir à vontade pra falar sobre o assunto. Eu monto as atividades de um jeito que eles possam perguntar, discutir e até discordar pra entender melhor. Gosto de usar vídeos, debates, e até música pra tornar o assunto mais leve e acessível. Aí, já conto pra eles umas histórias reais de gente que vive com HIV, pra mostrar que é algo que pode acontecer com qualquer um e que tem como viver bem.

Agora, como é que eu percebo que a galera tá pegando a coisa sem precisar fazer prova? Bom, uma coisa que eu sempre faço é circular pela sala enquanto eles tão fazendo as atividades. É ali, no meio das conversas, que vejo quem tá entendendo mesmo. Teve uma vez que a Mariana tava tentando explicar pro João como o HIV não se transmite por abraço ou beijo. Ela falou assim: "João, não é assim! Ele não vai passar só porque você encostou na pessoa." Foi na simplicidade da explicação dela que eu percebi que ela tinha entendido bem o conceito de transmissão.

Outro momento legal é quando eles começam a tirar sarro uns dos outros, tipo quando falam algo errado e alguém corrige. Lembro de um dia em que o Pedro disse que achava que a AIDS tinha cura e o Lucas rapidinho corrigiu: "Não tem cura ainda, mas tem tratamento, seu doido!" É aí que a gente vê que o pessoal tá pegando a ideia.

Os erros mais comuns nesse conteúdo ocorrem principalmente por desinformação ou por informações deturpadas que eles trazem de fora. Tipo assim, muitos confundem HIV com AIDS ou acham que dá pra pegar AIDS só de dividir copo. Lembro de uma vez, a Sofia achava que só quem usava drogas ou tinha muitos parceiros podia pegar HIV. Eu expliquei pra ela: "Olha, Sofia, qualquer pessoa tá sujeita se não se cuidar nas relações." Esse tipo de erro é comum porque tem muita coisa errada espalhada por aí e às vezes faltam mesmo fontes confiáveis.

Quando pego um erro na hora, paro tudo e reexplico. Tento não só corrigir mas também fazer com que eles mesmos encontrem o erro no pensamento deles. Pergunto coisas tipo: "Por que você acha isso?" ou "De onde veio essa informação?" Aí, a gente debate em cima disso pra cimentar o aprendizado correto.

Sobre o Matheus, que tem TDAH, e a Clara, com TEA, o desafio é um pouquinho diferente, mas nada impossível. Pro Matheus, eu tento quebrar as atividades em pedaços menores e sempre dou intervalos pequenos pra ele não perder o foco. Com ele funciona muito usar jogos educativos nos tablets da escola porque ele consegue focar mais quando é interativo. Já tentamos usar só texto e papel pros exercícios e ele ficava disperso rapidinho.

A Clara precisa de um pouco mais de previsibilidade e clareza nas instruções. Pro caso dela, eu faço questão de dar as direções num passo a passo bem visível na lousa. Além disso, uso bastante material visual pra ajudar na compreensão do conteúdo. Tem dias em que ela pode se sentir sobrecarregada com muitos estímulos na sala; então, se vejo que ela tá desconfortável, dou a ela a opção de trabalhar num canto mais tranquilo da sala ou até mesmo numa atividade paralela no pátio.

O importante é nunca deixar nenhum deles pra trás e ir ajustando conforme vejo o que dá certo ou não. No caso do Matheus, uma vez achei que vídeos ajudariam mas acabei descobrindo que eles eram rápidos demais pro ritmo dele. A Clara também já me mostrou que prefere tarefas individuais a trabalhos em grupo quando tem muito barulho ou confusão.

Acho que isso tudo resume bem como lido com essa habilidade na sala de aula. É um trabalho contínuo observar, adaptar e corrigir quando necessário porque cada aluno aprende de um jeito único e a gente tem que estar preparado pra lidar com as necessidades deles.

Bom, acho que escrevi demais já! Espero ter ajudado vocês aqui no fórum com essas ideias e experiências da sala de aula. Se alguém tiver mais dicas ou quiser partilhar como faz aí na sua escola, tô sempre aberto pra aprender também! Vamos trocando essa figurinha porque ensinar é isso: aprender todo dia também. Valeu galera!

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