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EF08CI05Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Finais

Propor ações coletivas para otimizar o uso de energia elétrica em sua escola e/ou comunidade, com base na seleção de equipamentos segundo critérios de sustentabilidade (consumo de energia e eficiência energética) e hábitos de consumo responsável.

Matéria e energiaFontes e tipos de energia Transformação de energia Cálculo de consumo de energia elétrica Circuitos elétricos Uso consciente de energia elétrica
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF08CI05 é bem interessante porque ela leva os meninos a pensarem no uso consciente de energia elétrica, não só na escola, mas também na comunidade deles. Na prática, a ideia é que eles consigam olhar pra nossa realidade e perceber como o uso da energia pode ser mais eficiente e sustentável. Eles precisam entender que dá pra economizar energia escolhendo equipamentos mais eficientes e mudando hábitos, o que é super importante hoje em dia.

Quando a gente fala de 8º ano, os alunos já têm uma noção básica de energia. Eles aprendem nas séries anteriores sobre formas de energia e transformações, tipo aquela coisa de energia térmica, elétrica, mecânica e tal. Então, a gente aproveita esse conhecimento e começa a aprofundar mais no assunto. Eles já sabem o básico de calcular consumo de energia elétrica - aquela história de kWh - mas agora precisam aplicar isso num contexto mais amplo, tipo assim: será que a nossa escola tá usando energia da forma mais eficiente possível? E na casa deles? E aí entra também a ideia de ações coletivas, porque não adianta só um fazer a parte dele, né? Tem que ser um esforço da galera toda.

Bom, vou contar três atividades que eu faço com eles e que ajudam bastante na prática dessa habilidade.

A primeira atividade é uma análise da escola mesmo. Eu peço pros alunos trazerem contas de energia elétrica de casa e aí a gente junta com as contas da escola, que eu pego lá com a secretaria. Usamos papel e caneta e calculadora mesmo, nada muito tecnológico. Divido a turma em grupos pequenos de 4 ou 5 pessoas, porque assim todo mundo tem a chance de participar ativamente. A atividade leva umas duas aulas completas, então uns 100 minutos no total. Primeiro, eles calculam o consumo médio de energia em kWh e depois começamos a discutir onde pode haver desperdício. A última vez que fizemos isso, o João percebeu que os ventiladores da sala dele ficavam ligados mesmo quando ninguém estava lá no intervalo. Foi um estalo pra todo mundo ver como pequenas mudanças podem fazer diferença.

A segunda atividade é uma pesquisa sobre equipamentos eficientes. Aí é que entra o conceito de eficiência energética mesmo. Peço pros meninos pesquisarem em casa quais eletrodomésticos têm selo Procel, por exemplo, e trazerem informações sobre isso pra sala. Como aqui na escola não temos laboratório de informática pra todo mundo usar ao mesmo tempo, eles fazem isso como lição de casa. Depois juntamos tudo em sala de aula e discutimos. Essa atividade leva uma aula só, mas dá pra estender se a discussão render bastante. No semestre passado, a Maria descobriu que os pais dela compraram um ar-condicionado novo sem prestar atenção no selo. Ela ficou super empolgada, foi explicar tudo pros pais e ainda trouxe pro pessoal as dicas do que eles deveriam ter pensado antes da compra. Foi ótimo ver como ela levou isso pra vida dela.

A terceira atividade é mais prática e envolve uma caminhada pela escola para identificar desperdícios. Essa é mais dinâmica e os alunos adoram porque saem das carteiras um pouco. Na última vez que fizemos isso, organizamos duplas (assim cada um tem alguém pra conversar sobre o que vê) e demos uma lista simples com coisas pra observar: lâmpadas acesas desnecessariamente, portas abertas com ar-condicionado ligado, esses detalhes do dia a dia que fazem diferença no consumo. A atividade leva uns 50 minutos e no final nos reunimos pra discutir as observações. O Pedro foi quem percebeu que na biblioteca as lâmpadas ficavam ligadas durante todo o expediente mesmo quando tinha luz natural suficiente entrando pelas janelas. Ele ficou espantado porque era algo tão óbvio mas ninguém tinha reparado antes.

O legal dessas atividades é ver os alunos pegando gosto pelo assunto e realmente levando pra casa o que aprendem aqui na escola. Muitos voltam depois contando como falaram pros pais sobre as descobertas deles ou como resolveram economizar energia em casa depois dessas aulas. Acho que esse tipo de abordagem prática faz toda diferença porque eles percebem que não é só teoria chata; tem aplicação no dia a dia mesmo.

Então é isso, pessoal! Essas são algumas formas de trabalhar essa habilidade lá na minha sala do 8º ano. Se alguém tiver outras ideias ou quiser compartilhar como faz aí na sua escola, vai ser legal trocar experiências!

Aí, como eu tava dizendo, quando a gente tá na sala com os alunos, dá pra perceber quem entendeu o conteúdo sem precisar aplicar uma prova formal, sabe? É tudo questão de observar. Quando eu tô rodando pela sala, eu olho como os meninos tão lidando com as atividades. Se eles tão discutindo entre si, trocando ideia sobre como economizar energia, eu fico atento às palavras que eles usam. Tipo assim, se o Pedro vira pro Felipe e fala "Cara, se a gente trocar as lâmpadas da escola por LED, a conta de luz vai cair", aí eu já penso: "Ah, esse aí entendeu o lance das lâmpadas eficientes".

Outro dia eu tava ouvindo uma conversa entre a Letícia e a Mariana. Elas tavam tentando decidir qual eletrodoméstico da casa delas consumia mais energia. Ouvi a Letícia explicando que a geladeira fica ligada o tempo todo e que isso faz ela gastar mais eletricidade do que algo que liga e desliga, como um ferro de passar. Na hora pensei: "Poxa, a Letícia pegou o espírito da coisa". E o mais legal é quando um aluno explica pro outro. É tipo mágica! Você vê o conhecimento se espalhando. O melhor exemplo foi quando o Lucas ficou ajudando o Rafael a entender a tal da eficiência energética. Ele usou um exemplo bem prático: "Imagina que uma lâmpada de LED é um tênis novo e uma lâmpada incandescente é um tênis velho furado. Qual você acha que vai aguentar mais e te fazer correr melhor sem gastar sola?" Cara, genial!

Agora, claro que os erros acontecem. Todo mundo erra, né? Uma confusão comum é quando os meninos acham que só aparelhos grandes gastam muita energia. Um dia, o João achou que o carregador de celular não gastava nada porque é pequeno. Aí tive que explicar que mesmo aparelhos pequenos podem gastar muito se ficam ligados direto na tomada. E tem também aquela ideia errada de que deixar aparelhos em stand-by não consome energia. Lembro da Carla falando que desligava a TV pelo controle e achava que tava economizando energia. Pra corrigir isso na hora, eu fiz uma atividade prática com eles medindo o consumo desses aparelhos em diferentes modos. Ver o número no medidor fez eles entenderem rapidinho.

Quando chega na parte de lidar com alunos como o Matheus e a Clara, requer ainda mais atenção e adaptação. O Matheus tem TDAH e precisa de um pouco mais de movimento na aula. Uma coisa que funciona bem pra ele é dividir as atividades em etapas curtas, tipo pequenas missões que ele tem que completar. Dá uma sensação de conquista e mantém ele focado. Outro recurso é usar jogos educativos digitais sobre eficiência energética, porque ele se engaja muito mais com algo interativo do que só lendo ou ouvindo.

Já com a Clara, que tem TEA, o esquema é outro. Ela se dá bem com rotina e previsibilidade, então procuro manter as aulas bem estruturadas e aviso previamente qualquer mudança no cronograma. Ela também responde bem ao uso de imagens e gráficos visuais pra entender conceitos. Outro dia usamos um gráfico colorido mostrando quanto cada aparelho consome de energia e ela conseguiu identificar rapidamente quais eram os maiores vilões da conta de luz.

Uma vez tentei fazer uma dinâmica em grupo grande com eles todos juntos, mas não deu muito certo porque tanto o Matheus quanto a Clara se sentiram perdidos no meio da bagunça. O jeito foi criar grupos menores ou trabalhar individualmente com eles em algumas atividades específicas.

Enfim, ensinar essa galera sobre eficiência energética é desafiador e ao mesmo tempo gratificante. A cada pequena vitória deles, seja entendendo um conceito ou corrigindo um erro comum, eu sinto que estamos um passo mais perto de formar cidadãos conscientes sobre o mundo em que vivem.

E aí, compartilhem também suas experiências! Sempre bom aprender uns truques novos com vocês.

Até mais!

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