Olha, ensinar essa habilidade EF07CI13 da BNCC é uma daquelas coisas que ao mesmo tempo é desafiadora e super gratificante. A gente tem que descrever o efeito estufa, falar do papel dele e ainda discutir como as nossas ações estão mexendo nisso tudo. A ideia é que os meninos entendam que o efeito estufa em si não é o vilão, mas sim as ações humanas que estão aumentando esse efeito de forma exagerada. Pra eles, a missão é conseguir entender e depois explicar como funciona esse processo todo, além de discutir e propor soluções pra essas questões. A coisa boa é que no ano anterior eles já tiveram um pouco de noção sobre composição do ar, então não começamos do zero total.
Pra começar a conversa sobre o efeito estufa, uso uma atividade simples com eles. A primeira coisa que faço é pegar um aquário de vidro e montar um cenário ali. Coloco umas plantinhas, uns bonequinhos de plástico e cubro com filme plástico, simulando uma "atmosfera". Levo também um aquecedor de mão pequeno. A turma fica em grupos de cinco e cada grupo tem seu mini "planeta" no aquário. Essa atividade leva uns 40 minutos.
Quando fiz isso na última vez, a turma do 7º ano ficou super empolgada. Eu só ouvia o João falando "olha só, tá ficando quente mesmo", quando ligamos o aquecedorzinho perto dos aquários cobertos. Eles começaram a sacar que, do jeito que estava montado ali, a temperatura subia porque o calor ficava preso. Daí partimos pras discussões: o que aconteceria se esse calor não tivesse pra onde ir? Foi engraçado porque a Ana Júlia gritou: "Aí vira micro-ondas, professor!" Foi uma boa deixa pra explicar que o efeito estufa natural mantém a Terra quentinha na medida certa pra gente viver, mas que nossas ações estão aumentando demais esse calor.
Outra atividade que faço envolve uma pesquisa bem simples sobre combustíveis fósseis e desmatamento. Primeiro, divido a turma em duplas e cada uma fica responsável por um tema: petróleo, gás natural ou carvão mineral. Eles têm uns 30 minutos pra pesquisar na internet (a escola disponibiliza tablets) sobre como esses combustíveis são usados no nosso dia a dia e suas consequências pro efeito estufa. Depois, eles preparam um cartaz com as informações principais.
Na última vez que fizemos essa atividade, a Maria Clara e o Pedro ficaram com o tema do carvão mineral. Eles descobriram umas coisas bem chocantes sobre quantas árvores são plantadas versus quantas são derrubadas pra extração de carvão. O Pedro ficou indignado e disse algo tipo: "Tá errado isso aí! A gente vai ficar sem ar desse jeito." É esse tipo de reação que procuro provocar neles, porque daí partimos pra próxima etapa: pensarmos em soluções.
E aí vem a terceira parte do trabalho: propor soluções e discutir o que dá pra fazer pra melhorar esse quadro. Dessa vez cada grupo precisa elaborar uma pequena apresentação com as ideias deles sobre como reduzir os impactos negativos das ações humanas no efeito estufa. Faço um debate em sala de aula toda vez que terminam de apresentar suas propostas. Já teve grupo sugerindo desde ações mais simples como plantar árvores na escola até coisas mais complexas como pressionar políticos por mudanças em leis ambientais.
Uma vez, o grupo do Lucas veio com uma ideia de fazer um blog pra escola onde todos poderiam postar sugestões de como ser mais sustentáveis no dia a dia. O interessante foi ver como os outros alunos reagiram à ideia, querendo participar e já pensando em temas pros posts. Acabou que até criamos esse blog mesmo! Essa parte leva umas duas aulas de 50 minutos porque gosto de dar tempo pra que eles realmente pensem em propostas viáveis.
É sempre legal ver como os alunos se envolvem e trazem ideias frescas, como se apropriam do conhecimento e começam a enxergar seu papel nesse mundo. Esses momentos me lembram porque escolhi ser professor e me renovam sempre. Enfim, é isso aí, pessoal! Se alguém tiver mais ideias sobre como trabalhar essa habilidade ou sugestões de atividades diferentes, tô aqui pra trocar figurinhas! Até mais!
Aí, continuando aqui sobre como eu percebo que os meninos realmente aprenderam esse lance do efeito estufa sem precisar de uma prova formal. Olha, é tudo questão de observação mesmo. Durante as aulas, eu gosto de circular pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades. É um momento em que dá pra sentir o pulso da turma, sabe? Muitas vezes, só de ouvir a conversa entre eles, já dá pra perceber quem pegou a ideia e quem ainda tá patinando.
Por exemplo, uma vez eu tava passando entre as mesas e ouvi a Júlia explicando pro Pedro que o efeito estufa é tipo uma “coberta” que a Terra tem pra não ficar muito fria. Ela ainda falou que o problema é quando a gente vai colocando muitas cobertas em cima, e aí a coisa esquenta demais. Nessa hora pensei: "Ah, essa entendeu direitinho!" É esse tipo de conversa que mostra que o conceito foi assimilado de verdade.
Tem também quando alguém levanta a mão pra explicar algo que o colega não entendeu. Semana passada, o Joãozinho tava com dificuldade, aí o Lucas se prontificou a mostrar pra ele num desenho que fizemos no quadro como os gases ficam na atmosfera e retêm o calor. Ver um aluno ajudando o outro com confiança é um baita indicativo de aprendizado.
Agora, falando dos erros mais comuns. Tem umas coisas que parecem simples pra gente, mas eles sempre tropeçam. Tipo a Mariana, coitada, toda vez confundia efeito estufa com aquecimento global. Ela achava que era tudo a mesma coisa. Aí tive que parar e explicar que o efeito estufa é um processo natural necessário pra vida como conhecemos, enquanto o aquecimento global é esse aumento da temperatura média da Terra causado principalmente pelas atividades humanas.
Outro erro comum é não entender direito quais gases são os mais problemáticos. O Felipe vivia achando que oxigênio era um dos gases do efeito estufa! Quando isso acontece, procuro usar exemplos do cotidiano. Tipo assim: explico que os gases mais preocupantes são aqueles liberados quando queimamos combustível nos carros ou na geração de eletricidade a partir do carvão.
Sobre lidar com o Matheus e a Clara, cada um tem suas particularidades e é preciso adaptar as atividades. O Matheus tem TDAH e às vezes tem dificuldade em se concentrar por muito tempo em uma única tarefa. Já percebi que dividir as atividades em partes menores ajuda muito. Por exemplo, quando estamos em uma atividade prática ou discussão em grupo, dou tarefas menores para ele. Assim ele consegue focar melhor e completar cada tarefa sem ficar sobrecarregado.
Com a Clara, que tem TEA, percebo que precisa de uma rotina bem definida e previsível. Ela se sente mais confortável quando sabe exatamente o que vai acontecer. No começo do ano isso foi complicado porque eu não tinha muito material adaptado, mas depois comecei a usar imagens e esquemas visuais nas explicações, o que ajuda bastante ela a entender melhor o conteúdo.
Outra coisa que faço é usar materiais táteis durante as atividades práticas. Tanto o Matheus quanto a Clara respondem bem quando têm algo físico para manipular. Lembro de uma vez em que usamos bolinhas de gude para representar moléculas de gases na atmosfera. Eles adoraram e conseguiram visualizar bem como os gases podem se acumular e reter calor.
Agora, teve coisa que não funcionou também. Tentei usar umas fichas muito verbais uma vez e só deixou eles mais confusos e ansiosos. Aprendi rapidinho que menos texto e mais imagem é o caminho com eles.
É isso, pessoal! Cada dia na sala de aula é diferente, e essas estratégias vão mudando conforme vou conhecendo melhor os alunos e suas necessidades específicas. Acho importante sempre estar aberto para novas abordagens e ter paciência para ajustar o que for preciso.
Bom, acho que já me alonguei demais por hoje! Espero ter contribuído com minhas experiências e fico na expectativa de ouvir como vocês lidam aí nas suas salas também! Até mais!