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EF03CI08Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Observar, identificar e registrar os períodos diários (dia e/ou noite) em que o Sol, demais estrelas, Lua e planetas estão visíveis no céu.

Terra e UniversoCaracterísticas da Terra Observação do céu Usos do solo
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, essa habilidade EF03CI08 aí é uma daquelas que parecem super simples à primeira vista, mas têm uma profundidade legal quando a gente vai trabalhar na prática. Basicamente, o que a gente precisa é que os meninos consigam observar o céu e identificar quando dá pra ver o Sol, a Lua, as estrelas e até outros planetas. Eles têm que conseguir registrar isso, sabe? Mas não é só olhar e pronto. Tem que desenvolver aquele olhar mais atento, perceber padrões, entender um pouquinho por que a gente vê uma coisa de dia e outra à noite.

Na prática, o aluno do 3º ano precisa conseguir pegar um caderninho de anotações e fazer um diário de observação do céu. Tipo, de manhã ele vai lá e anota: "Vi o Sol, não consegui ver a Lua", já de noite: "Vi algumas estrelas e a Lua tava bem grandona hoje". E aí ele vai ligando os pontinhos, sabe? Percebe que certos astros aparecem em determinadas horas do dia ou da noite. Isso não é do nada, eles já vêm com alguma bagagem desde o 2º ano. Lá eles começam a aprender sobre o que é dia e noite em termos mais básicos e algumas noções sobre o movimento da Terra.

E agora vamos às atividades que eu costumo fazer pra dar conta disso. A primeira e sempre muito legal é a atividade de observação do céu ao ar livre. Eu peço pra cada aluno levar um caderno ou uma folha de papel e canetas coloridas. A turma se organiza em duplas ou trios — sempre bom ter alguém pra trocar ideia ali na hora. Isso leva uns dois dias porque a gente faz uma sessão pela manhã e outra no finalzinho da tarde, quase escurecendo. Na última vez que fizemos isso, o Joãozinho ficou encantado porque conseguiu ver Vênus brilhando no céu ao entardecer. A Manuella anotou tudinho e depois me mostrou com orgulho seu desenho do céu com bolinhas coloridas representando as estrelas.

Outra atividade bem bacana envolve a construção de um "relógio solar" simples. Eu levo cartolinas, lápis e um pauzinho de churrasco para servir como gnômon (é só um nome bonito pro pauzinho que projeta sombra). Aí a gente junta a galera em grupos menores porque precisa de espaço pra fazer no chão do pátio. Isso leva umas duas horas porque requer paciência pra observar como a sombra se mexe conforme o tempo passa. Então eles têm que marcar na cartolina onde a sombra está em diferentes horas. Quando fizemos isso na última vez, o Pedro ficou impressionado quando percebeu sozinho que a sombra se movia! Ele ficou: "Professor, olha! Ela tá ali agora!". É legal ver esses momentos de descoberta.

A terceira atividade é mais dentro de sala mesmo, quando o tempo não ajuda pra atividades externas. É a criação de um diário astronômico. Cada aluno recebe um calendário mensal impresso onde eles vão anotar suas observações diárias sobre o céu noturno. Eu explico direitinho como preencher e dou exemplos do que podem observar além da Lua, como estrelas mais brilhantes ou planetas se vão conseguir ver. Isso é algo que eles vão fazendo ao longo do mês inteiro em casa com ajuda dos pais ou responsáveis. Na última experiência, a Sofia trouxe o calendário dela todo caprichado e até colou estrelinhas adesivas nos dias em que as noites estavam mais claras.

Cada atividade dessas tem seu valor especial porque não só ensinam sobre astronomia, mas também incentivam paciência, atenção aos detalhes e trabalho em equipe. E vou te falar: essas atividades sempre rendem boas histórias no final das contas! Os alunos ficam super empolgados pra compartilhar suas descobertas uns com os outros.

Então, esse é o jeito que consigo trabalhar essa habilidade com os meninos aqui da escola. É muito gratificante ver como eles evoluem na capacidade de observação e registro. Parece coisa boba, mas esse tipo de exercício faz eles perceberem que têm uma conexão maior com o mundo ao redor e isso é fantástico! E vocês aí, colegas? Como têm abordado essa parte? Alguma dica ou outra experiência bacana pra compartilhar?

Na prática, o aluno do 3º ano precisa conseguir pegar um caderno e fazer anotações sobre o que tá vendo. Mas como é que eu sei se eles realmente entenderam sem aplicar uma prova formal? É simples, na verdade. Quando tô circulando pela sala, fico só de olho nos cadernos deles. Se vejo que a Mariana tá desenhando a Lua com fases diferentes ao longo de uma semana, já percebo que ela tá captando a ideia dos ciclos lunares. Outro dia mesmo, peguei o João explicando pro Pedro que a gente não vê as estrelas durante o dia porque o Sol é muito mais brilhante. Aí pensei: “esse entendeu”.

Ouvir as conversas entre eles também é uma ótima forma de avaliar. Quando eles falam entre si sobre o que observaram, como “vi Júpiter ontem à noite, era uma bolinha brilhante no céu”, dá pra perceber que estão começando a ligar as informações que discutimos na aula com a realidade ao redor deles.

Agora, os erros mais comuns que vejo nesse conteúdo são meio engraçados até. Tem o Lucas, por exemplo, que insistia em dizer que o Sol gira em torno da Terra porque é o que ele vê “se movendo” no céu. Olha, isso é um clássico! A galera ainda tá se acostumando com a ideia do sistema solar, e essa confusão acontece porque eles ainda estão muito ligados na percepção visual direta. Quando pego esse tipo de erro na hora, tento corrigir de um jeito que faça sentido pra eles. Levo uns globos e lanternas mesmo pra sala e faço uma mini encenação com eles sendo a Terra e outros sendo diferentes astros.

Outro erro comum é misturar as fases da Lua com as estações do ano. Tive um caso assim com a Sofia. Ela achava que tinha lua nova só no verão e lua cheia só no inverno. Aí precisei sentar com ela e mostrar uns calendários lunares. Expliquei que as fases da Lua têm um ciclo bem mais curto do que as estações e pedi pra ela prestar atenção e registrar ao longo de um mês como a Lua muda.

Agora falando do Matheus e da Clara, tenho algumas coisas específicas pra eles. O Matheus tem TDAH, então pra ele eu costumo adaptar o tempo das atividades. Dou tarefas menores em partes porque ele se desconcentra fácil. Faço atividades rápidas de observação no pátio da escola em vez de longas descrições no caderno, porque assim ele se mantém mais engajado. Ele também gosta muito quando usamos aplicativos de realidade aumentada pra observar o céu; ajuda ele a focar melhor e se interessar.

Já com a Clara, que tem TEA, é um pouco diferente. Com ela, uso muito material visual. Gosto de usar cartões com imagens reais dos astros e suas características básicas porque isso a ajuda a processar melhor as informações. Também faço questão de dar instruções bem claras e diretas, evitando instruções complexas ou ambíguas. E sempre deixo ela numa parte da sala onde possa se concentrar melhor sem tanta distração.

Ah, e teve uma vez que tentei uma atividade em grupo com todos juntos, mas não funcionou tão bem pros dois. O Matheus ficou agitado demais e a Clara preferiu observar sozinha num canto do pátio depois. Então agora faço grupos menores ou atividades individuais conforme vejo a necessidade.

Bom, acho que é por aí... Cada aluno tem seu jeito, seus desafios e suas formas de aprender. E aqui entre nós, isso é uma das coisas mais legais de ser professor: essa variedade toda! Espero que essas ideias ajudem vocês aí nas salas de aula também. E bora continuar trocando essas experiências, porque sempre tem algo novo pra gente aprender também! Até mais!

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