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EF03CI06Ciências · Ano · Ensino Fundamental - Anos Iniciais

Comparar alguns animais e organizar grupos com base em características externas comuns (presença de penas, pelos, escamas, bico, garras, antenas, patas etc.).

Vida e evoluçãoCaracterísticas e desenvolvimento dos animais
CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Galera, hoje vou contar um pouco sobre como eu trabalho a habilidade EF03CI06 da BNCC com os meninos do 3º ano. Essa habilidade é aquela que fala sobre os alunos compararem animais e organizarem em grupos com base nas características externas. Então, tipo assim, é fazer com que eles olhem pros bichos e consigam ver semelhanças e diferenças, como se o bicho tem penas, pelos, escamas, essas coisas todas. No fundo, é uma continuação do que eles já aprenderam no 2º ano sobre observar e descrever animais, só que agora a gente aprofunda um pouquinho mais.

Na prática, a molecada precisa conseguir olhar pro mundo animal e falar coisas tipo "olha, esse aqui tem penas, deve ser pássaro" ou "esse bicho aqui tem escamas, então é um peixe ou réptil". Não precisa ser cientista, mas é importante que eles consigam começar a categorizar os animais de maneira lógica. Isso ajuda bastante quando depois eles vão estudar mais a fundo cada grupo animal. E olha só, muitos deles já chegam ao 3º ano com uma noção básica disso porque lá no 2º ano já se fala um pouco sobre os animais e suas características. Então é só dar aquela aprofundada.

Agora vou contar três atividades que eu faço com a turma pra trabalhar essa habilidade. A primeira atividade é bem mão na massa: a gente faz um mural de animais. Eu peço pra cada aluno trazer de casa uma foto ou desenho de um animal que eles gostem. Pode ser de revista velha, internet impressa ou até desenhado mesmo. Aí na sala eu coloco umas cartolinas grandes na parede e a gente começa a colar os animais lá. Depois eu vou pedindo pra galera observar e dizer o que cada animal tem de diferente ou igual ao outro. Tipo assim "O gato da Maria e o cachorro do João têm pelos" ou "A cobra do Pedro tem escamas". Essa atividade geralmente leva umas duas aulas, porque eles ficam empolgados discutindo e colando as coisas no mural. Na última vez que fiz isso, o Lucas trouxe um desenho de um dragãozinho com escamas e a turma toda ficou discutindo se dragão existe mesmo. Foi uma risada só!

Outra atividade que funciona bem é o jogo da memória dos animais. Eu preparo umas cartinhas com imagens de animais de um lado e o nome do outro. Divido a turma em grupos pequenos de quatro ou cinco alunos. Eles viram as cartas com as imagens pra cima e têm que formar pares de animais que tenham alguma característica externa parecida. Tipo assim: cachorro e gato por causa dos pelos, peixe e sapo pelas escamas (mesmo o sapo tendo pele meio escamosa). Coisa simples, mas que faz eles pensarem. Essa atividade leva cerca de 30 minutos pra cada grupo terminar e dá pra todo mundo jogar em uma aula só. Na última vez que jogamos, a Julia fez questão de dizer pra todo mundo que o golfinho não tem escamas igual ao peixe, porque ela viu num documentário sobre baleias.

Por fim, uma parada que acho bem legal é levar a galera pro pátio e fazer uma caça aos animais ao ar livre. Calma lá, não é caça literal! Eu levo uns binóculos de brinquedo e umas lupas baratinhas pra molecada olhar os bichos pequenos tipo formigas (que têm antenas), besouros, borboletas e até pássaros que aparecem por lá. A ideia é eles observarem as características dos bichos encontrados no ambiente ao redor da escola. Organizo os alunos em duplas pra que um ajude o outro a procurar e registrar num papelzinho o que achou. Essa atividade geralmente leva uma hora inteira, porque eles ficam super animados atrás dos bichos. Na última vez, o Carlos achou uma lagartixa e ficou encantado como ela grudava na parede mesmo sem escama aparente.

Então é isso! Essas atividades são simples mas ajudam bastante os meninos a começarem a pensar nos animais de forma mais estruturada. E olha só, é importante mesmo conectar essas descobertas com as experiências pessoais deles, como os animais de estimação ou documentários que assistem em casa. Sempre saem umas histórias engraçadas quando eles começam a lembrar dos desenhos animados também! Enfim, espero ter dado umas ideias boas aí pra vocês experimentarem na sala de aula também. Valeu!

Na prática, a molecada precisa conseguir olhar pros animais e sacar quem é quem, sabe? Tipo, eles têm que saber que um gato e um cachorro são diferentes por causa dos pelos e do jeito que eles andam e tal. E aí, então, nesse processo todo de ensino, vou te contar como eu percebo que a turma tá pegando o jeito da coisa mesmo sem precisar aplicar uma prova formal.

Bom, uma das formas que eu vejo que eles tão entendendo é quando tô circulando pela sala. Enquanto eles tão fazendo alguma atividade, fico de olho nas conversas entre eles. Às vezes passo por uma dupla e ouço o João explicando pro Lucas: “Cara, olha só! Esse aqui tem escamas, então é um peixe, não pode ser mamífero”. E aí eu penso “Ahá, esse entendeu”. Tem também aqueles dias que a gente faz uma roda de conversa e os meninos começam a comparar os bichos no meio da bagunça deles. Quando alguém fala algo tipo: “Mas cobra é réptil mesmo sem ter pernas?” e outro responde com confiança: "Sim, é por causa das escamas e do jeito que ela respira", eu vejo que eles tão pegando o conceito. É muito mais sobre ouvir essas pequenas confirmações no dia a dia do que fazer uma prova.

Agora, claro que nem tudo são flores. Tem alguns erros comuns que aparecem sempre. Um clássico é quando confundem anfíbios com répteis. A Luana uma vez me falou assim: “Professor, esse sapo aqui tem escamas, então ele é réptil?” Aí percebo que tem uma confusão aí. Os anfíbios são um ponto complicado porque o pessoal ainda acha que precisam ter sempre pele seca como a dos répteis. Outra confusão vem com os pássaros. Teve um dia que o Pedro disse: “Corujas são um tipo de morcego porque voam à noite”. Achei engraçado, mas aí expliquei sobre as diferenças nas asas e nos hábitos alimentares.

Sobre os erros, geralmente eu paro na hora e tento esclarecer com exemplos práticos. Mostro fotos ou vídeos de sapos na água pra reforçar que eles têm pele úmida. Pra pássaros e morcegos, mostro os esqueletos ou imagens de raio-X das asas deles pra evidenciar as diferenças estruturais. Funciona bem pra galera ver na hora onde tá o equívoco.

Agora, falando do Matheus e da Clara... Olha, cada um tem suas particularidades e o desafio é adaptar as atividades pra eles sem que se sintam deslocados da turma. O Matheus, com TDAH, é super enérgico e precisa de atividades mais dinâmicas. Então faço muitas tarefas práticas com ele. Coisas como montar maquetes ou criar cartazes com texturas diferentes dos animais pra ele tocar e se engajar mais no sentido tátil. Uso também cronômetros visuais pra ajudar ele a ter uma noção do tempo e se organizar melhor durante as tarefas.

Já a Clara, ela é muito visual por causa do TEA. Então uso muitos recursos visuais com ela: imagens grandes e bem coloridas ajudam demais na compreensão dela sobre os conceitos que estamos estudando. Criei cartões com desenhos de diferentes animais e texturas reais pra ela identificar as características externas. Também dou mais tempo pra ela responder às atividades porque ela processa as informações num ritmo diferente.

Teve uma estratégia bacana que funcionei super bem: fizemos um painel colaborativo da turma onde cada aluno colava figuras de animais com suas características explicadas por eles mesmos. O Matheus vibrava em colar rápido e explicar aos amigos sobre seu animal escolhido enquanto a Clara ficava concentrada nos detalhes de cada figura antes de escolher onde colocaria no painel.

É interessante perceber o quanto cada aluno pode aprender do seu jeito. Claro que nem sempre dá certo; já tentei usar jogos de tabuleiro pra engajar o Matheus, mas ele acabava ficando mais agitado ainda. E a Clara demorou a se acostumar com as atividades em grupo, mas depois que introduzimos algumas rotinas visuais pra ajudá-la a se orientar dentro das dinâmicas, melhorou bastante.

No final das contas, o importante é ir se adaptando e tendo paciência em buscar o caminho certo pro aprendizado de cada um deles. Tem dias que são mais difíceis, mas ver aqueles olhinhos brilhando quando conseguem entender faz tudo valer a pena.

E é isso aí, pessoal! Acho que consegui dar uma boa visão de como faço lá na sala com essa habilidade específica. Se alguém tiver mais dicas ou quiser compartilhar suas experiências, vou adorar ouvir! A gente sempre aprende junto nesse caminho.

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