Voltar para Ciências Humanas e Sociais Aplicadas 3º EM Ano
EM13CHS604Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 3º EM Ano · Ensino Médio

Discutir o papel dos organismos internacionais no contexto mundial, com vistas à elaboração de uma visão crítica sobre seus limites e suas formas de atuação nos países, considerando os aspectos positivos e negativos dessa atuação para as populações locais.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, quando a gente fala dessa habilidade EM13CHS604 da BNCC, é como se a gente estivesse pedindo pros meninos não só entenderem o que são esses organismos internacionais — tipo ONU, FMI, essas coisas — mas que eles consigam olhar pra atuação desses organismos com um olhar crítico. A ideia é que eles percebam tanto os lados positivos quanto os negativos da presença desses organismos no mundo, e como isso afeta as populações locais. É um papo que envolve política, economia e até cultura, sabe? E, claro, isso não é coisa que a gente pega do nada, né? Os meninos já vêm do 1º ano com alguma noção sobre globalização e relações internacionais. Aí a gente pega esse conhecimento e dá uma aprofundada, fazendo eles pensarem sobre os impactos de verdade.

Então, uma coisa que faço na sala de aula pra trabalhar isso é usar notícias atuais. Na última vez, a gente pegou um caso recente da ONU na África. Eu imprimi algumas matérias de jornal e dividi a turma em grupos de cinco. Cada grupo tinha que ler o material e depois discutir entre eles o que acharam de positivo e negativo na atuação da ONU naquele caso específico. Isso leva umas duas aulas inteiras fácil. Primeiro eles leem e discutem em grupo por uns 30 minutos, depois a gente parte pra um debate geral. A reação dos alunos é sempre interessante. O João, por exemplo, achava que a ONU só fazia coisa boa e ficou surpreso ao ver críticas sérias. E a Mariana trouxe uns pontos incríveis sobre como às vezes as ações não levam em conta a realidade local.

Outra atividade que faço é usar documentários curtos. Tem um documentário de 20 minutos sobre o FMI que é ótimo pra isso. Passo o vídeo e depois faço uma roda de conversa. Eu deixo eles se soltarem mesmo, sem muita intervenção minha no começo. Eles trazem dúvidas, apontam coisas que não entenderam ou que acharam injustas. Uma vez, o Pedro estava revoltado com a ideia de austeridade fiscal e levantou uma discussão calorosa. A Júlia contrapôs dizendo que às vezes essas medidas são necessárias pra consertar economias destruídas. Essa atividade leva uma aula só, mas é super rica porque abre espaço pra eles explorarem suas opiniões e dúvidas.

E tem a atividade do “papel dos países”, que é mais longa e leva umas três aulas completas. Começo dividindo a sala em grupos menores e cada grupo fica responsável por representar um país em uma simulação de reunião da ONU. Eles têm que pesquisar sobre as necessidades do país deles e também sobre as propostas dos organismos internacionais para resolver os problemas locais. Na última vez, o grupo do Brasil estava na peleia com o grupo dos Estados Unidos por causa de umas questões ambientais. O Lucas, que geralmente é mais quieto na sala, acabou assumindo o papel de porta-voz do Brasil e mandou super bem defendendo as políticas ambientais brasileiras enquanto criticava a postura dos americanos. Pra essa atividade, eles usam internet pra pesquisas e têm que produzir um relatório final do país deles.

Aí é assim mesmo: você joga eles nessas situações meio complexas e deixa eles se virarem um pouco. No fim das contas, acho que isso ajuda muito porque faz eles pensarem fora da caixinha, questionarem as informações prontas e desenvolverem uma visão mais crítica do mundo.

E olha, não tem segredo nisso tudo não. O material que uso é simples: jornais, vídeos do YouTube e acesso à internet pras pesquisas. O segredo tá em fazer eles falarem entre si e questionarem o porquê das coisas serem como são. Acho que assim eles saem da sala mais preparados pra entender o mundo de verdade.

Bom, é isso aí pessoal! Qualquer dúvida ou sugestão de novas atividades me avisem! Até mais!

E aí, galera, continuando aqui a conversa sobre a habilidade EM13CHS604. Então, como eu percebo que os alunos realmente pegaram o conteúdo sem precisar aplicar uma prova formal? Olha, uma das maneiras mais legais de perceber isso é circulando pela sala. Quando eu dou uma tarefa em grupo, a primeira coisa que faço é passar entre as mesas, ouvindo o que eles estão conversando. Às vezes, fico ali só de ouvido, tipo espião, e dá pra ver quando um aluno começa a explicar pro outro com segurança. Teve uma vez, por exemplo, que o Pedro estava explicando pra Bruna como as ações do FMI podem impactar a economia de um país e ele usou como exemplo o caso da Argentina. Na hora pensei “ahá, esse entendeu!”

Outra coisa bacana é durante as discussões em classe. Quando eu lanço uma pergunta ou uma provocação e eles começam a argumentar entre si, dá pra ver quem tá sacando bem o tema. O dia que a Carolina levantou um ponto sobre como as políticas da ONU podem às vezes ser meio arbitrárias e começou a explicar o porquê, fiquei super orgulhoso. Você vê que ela não decorou nada, ela entende a parada.

Mas claro, nem tudo são flores. Os erros são comuns também e fazem parte do aprendizado. Um dos erros mais comuns que os meninos cometem nesse conteúdo é pensar que esses organismos internacionais têm sempre boas intenções e só fazem o bem. O João, por exemplo, tinha essa visão meio idealizada da ONU, achava que tudo era perfeito. Mas aí eu puxei uma discussão e pedi pra ele considerar os interesses políticos por trás das decisões. Aí ele começou a sacar um pouco mais.

Outro erro comum é confundir os papéis de diferentes organismos. A Maria uma vez tentou argumentar que o FMI e o Banco Mundial eram praticamente a mesma coisa. Quando peguei esse erro, perguntei pra ela explicar melhor o ponto dela e comecei a guiá-la nas diferenças básicas entre os dois. Acredito que muitos desses erros vêm porque esses assuntos são complexos e muitas vezes a gente só escuta falar deles na mídia de forma superficial.

Agora sobre lidar com alunos com necessidades específicas como o Matheus, que tem TDAH, e a Clara com TEA. Olha, com o Matheus eu tento sempre quebrar as atividades em partes menores e mais gerenciáveis. Tipo assim, ao invés de pedir pra ele ler um texto grande de uma vez só, peço pra ler em sessões curtas e depois discutimos cada parte. Funciona bem porque ele consegue focar por períodos curtos sem se dispersar tanto. Também uso bastante vídeo e áudios curtos porque prendem mais a atenção dele.

Com a Clara, que tem TEA, é um pouco diferente. Ela se dá bem quando tem uma rotina clara e previsível. Então eu sempre aviso com antecedência sobre mudanças na aula ou no cronograma. Também uso apoios visuais como gráficos e mapas pra ajudar no entendimento do conteúdo porque ela responde muito bem a estímulos visuais. Uma vez tentei usar jogos educativos online esperando engajamento mas não rolou muito bem porque ela se incomodava com os sons altos e as cores piscando.

Enfim, pessoal, ensinar é isso aí! É um aprendizado contínuo também pra mim. Às vezes a gente acerta de primeira e às vezes precisa de uns ajustes no meio do caminho. Mas ver os meninos crescendo em entendimento sobre temas tão complexos é gratificante demais. Espero que minhas experiências possam ajudar vocês também nas suas salas de aula.

Até a próxima!

Gere materiais prontos para esta habilidade

Plano de aula, lista de exercícios ou avaliação — tudo com o código EM13CHS604 incluído.

Criar material em 30 segundos

Grátis para começar. Sem cartão.