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EM13CHS104Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 3º EM Ano · Ensino Médio

Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar essa habilidade específica da BNCC com os meninos do 1º ano do Ensino Médio é uma experiência muito interessante. A habilidade EM13CHS104 fala sobre analisar objetos e vestígios culturais, tanto materiais quanto imateriais, pra entender a identidade e a diversidade de diferentes sociedades. Em palavras mais simples, é como fazer os alunos olharem para um objeto ou uma prática cultural e entenderem tudo que tá por trás disso: os valores, as crenças, as tradições. É como pegar um caderno velho e, em vez de ver só um monte de papel, perceber as histórias que ele pode contar sobre quem usou, quando, onde e por quê.

Os meninos já vêm do Fundamental com uma noção básica de que diferentes lugares têm culturas diferentes. Eles sabem, por exemplo, que o carnaval não é comemorado do mesmo jeito em todos os lugares do Brasil. No 9º ano, eles começam a perceber que essas diferenças culturais são mais profundas e podem ser vistas em objetos simples do dia a dia ou em festas locais. Aí no Ensino Médio, a ideia é aprofundar isso e fazer eles realmente pensarem sobre o significado dessas práticas e objetos. O aluno precisa começar a reconhecer que um simples objeto pode ter um valor simbólico enorme pra uma cultura específica.

Vou contar agora três atividades que faço com eles pra trabalhar essa habilidade. Começo com uma bem legal que é o "Museu na Sala de Aula". A ideia é cada aluno trazer de casa um objeto que tenha algum significado cultural pra sua família. Pode ser qualquer coisa: uma panela de ferro da avó, um brinquedo tradicional, uma peça de roupa especial. Eles trazem e a gente monta uma "exposição" na sala. Então, cada um apresenta o seu objeto pro resto da turma, falando sobre a história por trás dele. Pra isso não precisa de muito material além dos próprios objetos e talvez um espaço na sala pra organizar tudo. Dependendo do tamanho da turma, costuma levar umas duas aulas.

A última vez que fiz isso foi bem interessante. A Maria trouxe um baúzinho de madeira que era do bisavô dela e contou como ele usava pra guardar cartas antigas. O interessante foi ver o João se empolgar porque a avó dele tinha algo parecido e deles começarem a conversar sobre isso depois da apresentação. A turma toda ficou envolvida porque cada história era única, mas ao mesmo tempo cheia de pontos em comum.

Outra atividade bem bacana é a análise de músicas tradicionais. Eu escolho algumas músicas que tenham relevância cultural forte ou que representem bem alguma região do Brasil. Aí dividimos a turma em grupos e cada grupo fica responsável por analisar uma música: letra, história, instrumentos usados e tudo mais. Eles têm que apresentar pro resto da turma o que descobriram sobre o contexto daquela música e porque ela é importante. Dá pra fazer isso em uma aula só se você tiver tudo organizado antes.

Da última vez que fizemos isso, a Ana Clara se destacou ao falar sobre o frevo. Ela conseguiu demonstrar como a música tava ligada ao carnaval pernambucano e como representava a alegria e as cores dessa festa. O grupo dela até trouxe uns vídeos curtos mostrando pessoas dançando frevo na rua, o que deixou tudo ainda mais real pras pessoas da turma.

Por último, gosto bastante de propor debates comparativos entre culturas diferentes usando filmes ou documentários curtos como ponto inicial. Passo algum filme ou documentário que mostre uma cultura específica de forma bem detalhada. Depois dividimos a turma em dois grupos: um defende as características daquela cultura mostrada no filme/documentário e o outro faz comparações com culturas locais ou com algo que eles conhecem bem.

A gente assiste junto na sala mesmo com um projetor improvisado (emprestado da sala dos professores) porque não tem tecnologia sobrando nas escolas públicas né? Leva umas duas aulas pra assistir e debater tudo porque as discussões sempre se estendem mais do que planejamos.

Numa dessas atividades recentes, passamos um documentário sobre as tribos indígenas brasileiras e o impacto do contato com outras culturas. O Pedro fez uns paralelos interessantes entre as tradições indígenas mostradas no filme e algumas festas tradicionais aqui de Goiás, como a Cavalhada. O debate ficou super rico quando a Clara apontou as semelhanças nos ritos de passagem das duas culturas.

Essas atividades ajudam muito os alunos a entenderem essa habilidade da BNCC na prática porque eles realmente têm que pensar além do óbvio. Eles começam a enxergar os objetos e tradições como mais do que apenas coisas ou eventos isolados – veem como partes fundamentais das histórias das pessoas e das sociedades.

Bom, é isso aí pessoal! Espero que isso ajude alguém por aí planejando suas aulas! Qualquer dúvida ou sugestão nova é só mandar mensagem!

E aí, continuando a conversa sobre como eu percebo quando os alunos realmente aprenderam essa habilidade... Bom, no dia a dia da sala de aula, a gente acaba pegando muitas pistas. Não é só na hora da prova, sabe? Eu gosto de andar pela sala enquanto eles estão fazendo atividades em grupo ou discutindo algum tema. Nesses momentos, eu fico só de olho e ouvido atento nas conversas.

Por exemplo, uma vez estávamos falando sobre a capoeira como um patrimônio cultural imaterial. O Lucas, um aluno que geralmente é mais quieto, começou a explicar pros colegas como a capoeira não era só uma luta ou uma dança, mas sim um reflexo da resistência dos africanos escravizados no Brasil. Ele foi contando como aquilo era uma forma de manter a cultura viva e como isso ainda ressoava nos dias de hoje. Aí você pensa: ah, esse entendeu! Não porque ele decorou o conteúdo, mas porque ele conseguiu fazer essa ligação entre o objeto cultural e o contexto histórico-social.

Outra situação que me marcou foi quando a Júlia, que adora história, começou a falar sobre as festas juninas e como elas têm raízes na religiosidade popular e nos ciclos agrícolas. Ela tava explicando pra uma colega que tinha acabado de se mudar pro Goiás e que não conhecia muito bem essas festas. A Júlia tava tão entusiasmada e com tanto conhecimento que eu só tive que dar um sorrisinho e pensar: missão cumprida.

Mas claro, nem sempre é assim tão redondo. Os erros mais comuns aparecem de vez em quando. Por exemplo, tem muito aluno que acha que entender um objeto cultural é só saber o que ele é, tipo: "Ah, capoeira é uma dança/luta". O erro aí é não ir além do superficial. Já vi o Pedro dizendo isso numa apresentação e quase achei engraçado quando a Mariana virou pra ele e falou "e daí?" pra provocar ele a pensar mais. Aí aproveitei pra intervir e incentivá-los a pensar no contexto todo.

Esses erros acontecem porque a gente tá muito acostumado a só absorver informações prontas sem questionar ou ir mais fundo. Quando pego esse tipo de erro na hora, costumo perguntar coisas como "O que isso diz sobre as pessoas daquela época?" ou "Por que será que isso ainda é importante hoje?". Tento levar eles pro caminho do questionamento.

Agora falando do Matheus, que tem TDAH, e da Clara, com TEA... cada um com suas particularidades e desafios. Com o Matheus, eu percebi logo no começo que atividades muito longas ou com instruções complexas não funcionavam bem. Então comecei a dividir as tarefas em partes menores e dar pausas mais frequentes. Cheguei até a usar cartões coloridos com instruções simples e visuais pra ajudar ele a se organizar melhor. Sabe o que deu certo? Um joguinho rápido de perguntas e respostas no fim da aula sobre o tema discutido. Parece bobo, mas ajudou o Matheus a manter o foco até o final.

Já com a Clara, precisei pensar em formas de não sobrecarregar os sentidos dela. Evitei atividades em grupo muito barulhentas no início e dei preferência pra tarefas mais individualizadas ou com menos interação direta. Uma coisa que funcionou foi usar fones com música ambiente – ajudou ela a se concentrar melhor quando tava fazendo alguma leitura ou trabalho sozinho. E ela é muito visual, então gosto de usar muitos gráficos, mapas mentais e imagens nos materiais pra ajudar na compreensão.

O desafio maior foi encontrar o equilíbrio entre deixar eles confortáveis e ainda assim desafiá-los a participar das atividades. Testei algumas coisas que não funcionaram também. Por exemplo, tentei uma dinâmica em roda onde todo mundo tinha que falar alguma coisa; percebi que isso deixava os dois ansiosos demais – então agora dou mais liberdade pra escolherem se querem participar dessas partes ou não.

Bom, acho que é isso por hoje. É incrível ver como cada aluno aprende de um jeito diferente e como pequenos ajustes podem fazer toda a diferença no processo de aprendizagem deles. Se vocês tiverem sugestões ou quiserem compartilhar suas experiências também, adoraria ouvir! Até mais!

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