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EM13CHS605Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar os princípios da declaração dos Direitos Humanos, recorrendo às noções de justiça, igualdade e fraternidade, identificar os progressos e entraves à concretização desses direitos nas diversas sociedades contemporâneas e promover ações concretas diante da desigualdade e das violações desses direitos em diferentes espaços de vivência, respeitando a identidade de cada grupo e de cada indivíduo.

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EM13CHS605 da BNCC na turma do 2º ano do ensino médio é mais do que só falar sobre direitos humanos, é fazer os meninos realmente entenderem o que isso significa no dia a dia deles. Essa habilidade fala sobre analisar os princípios da declaração dos Direitos Humanos, então a ideia é que eles consigam ver como coisas como justiça, igualdade e fraternidade estão presentes – ou ausentes – no mundo ao nosso redor. Na prática, é ver se eles conseguem identificar onde os direitos estão sendo respeitados e onde não estão, e até pensar em ações que podem fazer para melhorar as coisas na comunidade deles.

Quando eu explico essa habilidade pros colegas, falo que os alunos precisam conseguir olhar uma situação e perceber se ali tem injustiça ou desigualdade acontecendo. Tipo, se eles veem uma notícia de alguém sendo discriminado por causa da cor da pele ou algo assim, eles precisam entender que isso é uma violação dos direitos humanos. Também é importante que eles consigam discutir essas ideias respeitando as diferentes identidades dos grupos e indivíduos. Na série anterior, eles já tiveram contato com esses conceitos de forma mais básica, mas agora é a hora de aprofundar.

Bom, vamos às atividades que eu faço na sala. A primeira é um debate sobre uma notícia atual. Eu escolho uma notícia que tenha a ver com direitos humanos, algo que esteja bem em evidência. Da última vez, falamos sobre uma reportagem sobre a falta de acesso à educação em uma comunidade ribeirinha. Levo cópias impressas da notícia para a galera, uns 20 minutos para leitura e anotação. Depois divido a turma em dois grupos: um fica responsável por defender o progresso em direitos humanos naquela situação e o outro discute os entraves. Cada grupo tem uns 15 minutos pra organizar suas ideias e depois começamos o debate em si, que dura mais uns 30 minutos.

Os alunos geralmente reagem bem animados a essa atividade, porque gostam de discutir e dar opinião. Na última vez, o Lucas ficou impressionado ao perceber quanta coisa ele não sabia sobre as dificuldades de comunidades sem acesso fácil à educação básica. Ele comentou algo como "professor, tem coisa que a gente nem imagina que ainda existe no Brasil". Aí eu vejo que a discussão realmente mexeu com eles e abriu os olhos pra realidades diferentes.

A segunda atividade é um projeto de pesquisa em grupos sobre diferentes declarações de direitos humanos no mundo. Eu dou uma lista com algumas declarações importantes (como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção sobre os Direitos das Crianças) e cada grupo escolhe uma para pesquisar. Eles têm uma aula inteira pra isso e mais alguns dias pra terminar em casa. Depois eles apresentam o que encontraram pra turma.

Nessa atividade, uso apenas o material disponível na internet e também algumas enciclopédias antigas da biblioteca da escola. Cada grupo precisa apresentar exemplos concretos de como aquela declaração impacta as sociedades hoje, tanto nos progressos quanto nos entraves encontrados.

Os meninos ficam bem envolvidos porque têm liberdade para selecionar as informações mais interessantes para eles. Na última vez, a Ana ficou toda empolgada com os direitos das crianças e trouxe exemplos de como isso é aplicado em vários países da África. Foi bem legal ver ela fazendo conexões entre o que pesquisou e algumas coisas que lemos juntos em sala sobre desigualdade global.

A terceira atividade envolve uma intervenção prática na comunidade escolar ou no bairro. A ideia aqui é pensar numa ação concreta para combater alguma forma de desigualdade ou violação de direitos humanos que percebemos no nosso entorno. Os alunos precisam identificar um problema local (pode ser algo simples como falta de acessibilidade para pessoas com deficiência) e propor uma solução prática.

Geralmente faço essa atividade ao longo de algumas semanas porque precisa de tempo para planejamento e execução. No último projeto que fizemos, os meninos perceberam que as rampas de acesso à escola estavam precisando de melhorias. Eles organizaram uma campanha de conscientização na escola para arrecadar fundos e conseguiram envolver até os pais nessa missão.

O João ficou encarregado de apresentar o projeto numa reunião da associação de pais e mestres e foi super elogiado pelo jeito claro como explicou tudo. Ele depois me contou todo animado como foi importante pra ele ver algo que planejou realmente acontecendo.

Essas atividades são maneiras diretas de colocar a habilidade EM13CHS605 em prática porque ajudam os alunos a conectar teoria com realidade. Aí eles não só aprendem sobre direitos humanos mas também experimentam um pouquinho do desafio de fazer esses direitos serem respeitados no mundo real.

Bom, é isso aí galera! Se alguém tiver outras ideias pra essa habilidade ou dicas pra melhorar essas atividades, tô por aqui!

Aí, gente, continuando sobre essa habilidade aí do EM13CHS605, vou contar como eu percebo que os meninos realmente entenderam o que a gente tá trabalhando, sem precisar aplicar uma prova formal. Porque cá entre nós, a prova nem sempre mostra tudo, né?

Então, eu gosto de circular pela sala enquanto eles estão fazendo as atividades em grupo ou discutindo. É um momento em que dá pra sentir o clima e perceber como as ideias estão fluindo entre eles. Muitas vezes, é na conversa que o aprendizado aparece de verdade. Tipo, teve um dia que a Ana e o João estavam discutindo sobre uma notícia recente que envolvia direitos humanos. A Ana começou a explicar pro João como aquele caso se relacionava com os princípios de igualdade e justiça que a gente tinha visto na aula passada. Olha, foi um daqueles momentos que você pensa: "Ah, essa menina pegou o espírito da coisa". Não é só repetir o que eu falei, mas é ver eles fazendo as conexões por conta própria.

E quando um aluno explica pro outro? Ah, isso é ouro! Aconteceu com o Pedro e o Lucas, onde o Pedro tava com dificuldade pra entender o conceito de fraternidade em situações do dia a dia. O Lucas teve a paciência de explicar usando exemplos da própria turma, mostrando onde ele via isso acontecendo. Nessa hora eu fiquei ali só escutando de longe, e percebi que ambos estavam entendendo não só a teoria, mas também como ela se aplica na vida real.

Agora, sobre os erros comuns que os alunos cometem nesse conteúdo. Olha, erros fazem parte do processo de aprendizado e eles acontecem com frequência. Tem uma situação clássica envolvendo o Carlos. Ele sempre associa direitos humanos só às questões mais amplas e globais e esquece das pequenas situações cotidianas onde esses direitos também entram. Uma vez ele falou "Ah, mas direitos humanos é só lá pras coisas do governo e guerras". Aí tive que puxar ele pra realidade aqui da escola mesmo, mostrando como atitudes simples do nosso dia a dia refletem esses princípios.

Esses erros geralmente vêm de uma visão meio estreita ou de uma falta de experiência mesmo com o tema no contexto próximo deles. Quando detecto esses erros na hora, procuro incentivá-los a pensar em exemplos locais. Fazer perguntas tipo "Como você vê isso aqui na escola ou no bairro?" ajuda bastante pra abrir o horizonte deles.

E agora vou contar um pouco sobre como lido com as diferenças na minha turma, especialmente com o Matheus que tem TDAH e a Clara que tem TEA. Com o Matheus, descobri que fragmentar as atividades em partes menores e dar feedbacks constantes ajuda muito. Durante as discussões ou atividades em grupo, às vezes ele se perde ou se distrai fácil, então costumo usar cronômetros pra marcar intervalos curtos de foco.

Já com a Clara, percebi que instruções visuais funcionam melhor. Então, sempre tenho fichas ilustrativas ou mapas mentais prontos pra ajudá-la a seguir o fluxo da aula. Além disso, dou um tempinho extra pras respostas dela nas atividades orais porque ela precisa desse tempo pra processar as informações. Teve uma atividade em que ela precisava identificar casos de discriminação em reportagens de jornal. O uso de imagens ajudou bastante ela a entender melhor.

Nem sempre tudo dá certo logo de cara. Tentei usar jogos de simulação online uma vez pro Matheus se engajar mais, mas ele ficou tão agitado que acabou não dando certo. Percebi que pra ele funciona melhor quando não tem tanta informação ao mesmo tempo na tela.

Enfim, acho que lidar com essa diversidade exige paciência e muita adaptação da nossa parte como professores. Mas quando a gente vê eles entendendo e aplicando os conceitos na prática ou ajudando uns aos outros a entenderem melhor... ah, é gratificante demais!

Bom pessoal, é isso por hoje! Espero que essas histórias aí ajudem vocês a lidar melhor com essas situações em sala também. Saio daqui torcendo pra que todos consigam fazer os alunos verem a importância desses ensinamentos no dia a dia deles. Até mais!

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