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EM13CHS603Ciências Humanas e Sociais Aplicadas · 2º EM Ano · Ensino Médio

Analisar a formação de diferentes países, povos e nações e de suas experiências políticas e de exercício da cidadania, aplicando conceitos políticos básicos (Estado, poder, formas, sistemas e regimes de governo, soberania etc.).

CE

Escrito pela equipe pedagógica do Profez

Conteúdo revisado por professores com experiência em sala de aula · Atualizado para 2026

Olha, trabalhar a habilidade EM13CHS603 com a turma do 2º ano do Ensino Médio é um desafio, mas é também uma baita oportunidade de abrir a cabeça da galera. Eu entendo essa habilidade como a capacidade dos alunos olharem pro mundo e entenderem como diferentes países e nações se formaram, como as experiências políticas moldaram esses lugares, e principalmente, como o exercício da cidadania acontece em cada um deles. Basicamente, eles têm que ser capazes de pegar conceitos como Estado, poder, soberania, e entender a aplicação prática disso tudo na vida real.

Quando eu penso nessa habilidade na prática, imagino o aluno sendo capaz de discutir por que um país adotou determinado regime de governo e outro escolheu diferente. Ou como as lutas sociais impactaram o exercício da cidadania em um lugar específico. E isso se conecta com o que eles já viram nas séries anteriores sobre história geral, geografia política, mesmo nas aulas de sociologia e filosofia. Eles já têm uma noção básica do que é um Estado, mas agora precisam aprofundar essa ideia, vendo as nuances.

Bom, vamos pras atividades que eu faço lá na sala. A primeira delas é a atividade que eu chamo de "Mapa Político Vivo". Eu uso mapas mundiais impressos (aqueles grandões de papel mesmo), textos sobre a formação política de alguns países e cartolinas. Divido a turma em grupos de quatro ou cinco alunos. Eles escolhem ou sorteiam um país pra estudar mais a fundo. Cada grupo tem três aulas pra pesquisar: uma pra buscar informações nos materiais que dou e na internet (oriento a usar sites confiáveis), outra pra discutir entre eles e começar a montar o material da apresentação, e a última pra fazer o cartaz ou uma pequena maquete do que chamamos de Mapa Político Vivo. Eles apresentam pro resto da turma explicando a formação do país, como se dá a cidadania por lá e até fazem comparações com o Brasil. A última vez que fiz isso foi engraçado, porque o grupo da Vanessa escolheu o Canadá e comparou tanto com o Brasil que parecia que estavam vendendo passagem pra lá! A reação dos meninos é sempre muito boa; eles gostam de aprender de forma visual e interativa.

Outra atividade legal é o "Debate dos Regimes". Pra essa eu uso só umas folhas de sulfite com algumas regras básicas do debate escrito nelas. Divido a turma em dois grandes grupos: um representando países com regimes democráticos e outro com regimes autoritários. Dou uma aula inteira de 50 minutos pra eles se prepararem; podem usar qualquer material escrito que tiverem e têm que vir com argumentos sólidos. No dia do debate mesmo, cada grupo tem 5 minutos iniciais pra apresentar seu ponto de vista geral e depois vou mediando as perguntas e réplicas entre eles. Da última vez que fizemos isso, o João quase foi eleito presidente do grupo; ele defendeu tão bem a democracia que até quem tava defendendo o autoritarismo riu! Aí você vê os alunos se engajando de verdade, refletindo sobre as implicações práticas desses conceitos.

A última atividade que quero contar é uma espécie de "RPG Político". Peço pros alunos criarem personagens fictícios dentro de um contexto político específico: pode ser um país inventado ou baseado em algum real. Dou duas aulas pra essa preparação: uma pra eles desenvolverem seus personagens (quem são, qual posição política ocupam, qual é sua agenda) e outra pra escreverem pequenos discursos ou apresentações sobre suas vidas políticas nesse contexto inventado. Depois, fazemos uma simulação onde cada aluno apresenta seu personagem pros outros e debatem entre si com base nas suas agendas fictícias. O interessante é ver como cada aluno incorpora elementos reais dos regimes políticos estudados nos personagens deles. Na última vez, a Ana criou uma líder carismática num país que vivia numa monarquia constitucional fictícia; ela conseguiu até propor mudanças na constituição desse mundo imaginário! Eu acho genial quando eles trazem criatividade pra dentro dessas discussões.

No fim das contas, todas essas atividades são maneiras de fazer os alunos refletirem além do que tá no livro, tornam aquilo tudo mais palpável. E quer saber? Essa é a parte mais legal do meu trabalho: ver essa gurizada descobrindo o mundo ao mesmo tempo que aprendem mais sobre si mesmos. É isso aí! Até o próximo post!

Quando eu penso nessa habilidade na sala de aula, fico atento a várias coisas pra perceber se os meninos estão realmente entendendo o que a gente tá discutindo. Sabe como é, não dá pra depender só de prova formal, né? Então eu vou observando o jeito que eles falam sobre os temas durante as aulas e atividades.

Tipo assim, na hora que tô circulando pela sala, eu gosto de ouvir as conversas entre eles. Às vezes, um aluno tá explicando alguma coisa pro outro e dá pra sacar se ele tá só repetindo o que ouviu ou se entendeu mesmo. Teve uma vez que o Pedro tava tentando explicar pro Lucas a diferença entre Estado e governo. Ele usou o exemplo das eleições e disse algo como “o governo é tipo a galera que a gente escolhe pra cuidar do Brasil por uns anos, mas o Estado é o que continua aí mesmo quando a gente troca quem manda”. Na hora, pensei: “Ah, esse aí entendeu direitinho!”.

Outro momento legal é quando eu vejo que eles começam a conectar as coisas sozinhos. A Júlia fez um trabalho sobre a Revolução Francesa e conseguiu relacionar isso com movimentos atuais de luta por direitos. Eu não tinha nem pedido essa conexão, mas lá estava ela, fazendo links e tudo mais. Olha, nessas horas dá gosto de ver.

Agora, falando dos erros mais comuns... Ah, essa parte é complicada. Muita galera confunde os conceitos. O João sempre tinha dificuldade em diferenciar o conceito de poder econômico do poder político. Ele achava que os dois eram a mesma coisa só porque envolvem dinheiro e decisões. Ali, o erro acontecia porque ele focava só no superficial, sem ver as nuances. Quando pego esse tipo de confusão na hora, tento dar um exemplo concreto de como uma empresa pode ter muito dinheiro (poder econômico) mas precisa seguir as leis e decisões do governo (poder político). Isso ajuda a clarear.

Tem outra situação que acontece bastante: muitos alunos pensam que soberania é sinônimo de independência total. A Ana achava que países soberanos não têm que seguir acordos internacionais. Aí, eu explico que soberania é mais complexo, envolve respeitar outros países também, como num jogo em equipe onde todos têm regras. Sempre bom trazer exemplos desses tratados de paz ou comerciais pra ilustrar.

Agora falando do Matheus e da Clara... Com o Matheus, que tem TDAH, procuro sempre criar atividades mais dinâmicas e breves. Aprendi a quebrar as aulas em blocos menores e incluir pausas curtas pra ele não ficar sobrecarregado. As atividades precisam ser bem variadas: um pouco de discussão em grupo, depois algo prático, depois um vídeo ou áudio pra mudar o ritmo. Uso cronômetros visíveis pra ele acompanhar quanto tempo falta pra próxima pausa ou troca de atividade.

A Clara tem TEA e precisa de algumas adaptações diferentes. Com ela, uso materiais visuais claros e organizados. Ela se beneficia muito quando recebe um roteiro simples do que vai ser abordado na aula. Também procuro explicar as transições entre atividades com antecedência. Por exemplo, aviso uns minutos antes que vamos mudar da discussão em grupo pra uma atividade individual. Isso reduz bastante a ansiedade dela.

Uma coisa que tentei no passado foi criar grupos de estudo fixos achando que isso ajudaria ambos, mas percebi que prender eles num mesmo grupo acabava gerando mais ansiedade do que conforto. A liberdade pra escolherem seus pares nas atividades acabou funcionando melhor.

Bom, acho que já falei demais! Espero ter conseguido passar um pouco do meu dia a dia com a galera do 2º ano e como lido com essa habilidade tão importante. Sempre bom trocar ideia por aqui no fórum e ver como cada um lida com suas turmas. Qualquer dúvida ou sugestão, é só gritar! Abraço!

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